<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645</id><updated>2012-01-21T19:22:34.712Z</updated><title type='text'>A Revolta das Palavras</title><subtitle type='html'>Da desilusão à insurreição geral</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>717</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5129972758661945271</id><published>2012-01-21T12:04:00.000Z</published><updated>2012-01-21T12:04:26.583Z</updated><title type='text'>Allgarvem-se!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ho3qgWjFPOM/TxqpIf8WY_I/AAAAAAAABcU/GUyqz9C7KOM/s1600/allgarve.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="126" src="http://3.bp.blogspot.com/-ho3qgWjFPOM/TxqpIf8WY_I/AAAAAAAABcU/GUyqz9C7KOM/s400/allgarve.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é esta democracia ser uma ilusão&amp;nbsp; macabra? É o ter havido um ministro e um Governo que tiveram uma ideia a de transformar o Algarve em Allgarve. E gastar três milhões de euros, como se lê &lt;a href="http://barlavento.algarvedigital.pt/index.php/noticia?id=13445"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Agora o Governo em funções acabou com a festa. Responsáveis ligados ao turismo algarvio, ouvidos por uma rádio que escutei enquanto viajava perguntavam: «e agora?». E reinar uma total obscuridade em torno de tudo isto, porque o que ninguém explica a nível do Governo, o que ninguém do Governo se sente minimamente obrigado a explicar é: quanto se gastou com o Allgarve? Quanto se ganhou com o Allgarve? Porque se acabou com o Allgarve? Quanto custa ter acabado com o Allgarve? O que vai suceder ao Allgarve e se nada porquê nada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada é a palavra certa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta chamada "democracia" as coisas são assim: o eleitor vota, jogando fora para dentro de uma urna um papel pelo qual abdica de se interessar, de querer saber, e aceita sujeita-se a sofrer as consequências. Daí em diante os eleitos fazem como querem. E assim sucessivamente até cada dia de eleição.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez no poder todos os Allgarves são possíveis a todos os Governos porque são para Allarves dos contribuintes do costume.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5129972758661945271?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5129972758661945271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5129972758661945271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/allgarvem-se.html' title='Allgarvem-se!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ho3qgWjFPOM/TxqpIf8WY_I/AAAAAAAABcU/GUyqz9C7KOM/s72-c/allgarve.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4767877894385083132</id><published>2012-01-21T11:41:00.003Z</published><updated>2012-01-21T12:13:37.379Z</updated><title type='text'>O que é feito de Rui Mateus?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SAYfNmT1myQ/TxqbHoSuggI/AAAAAAAABcM/ixfhvGFbbO8/s1600/funda%25C3%25A7%25C3%25A3o+ps.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://2.bp.blogspot.com/-SAYfNmT1myQ/TxqbHoSuggI/AAAAAAAABcM/ixfhvGFbbO8/s400/funda%25C3%25A7%25C3%25A3o+ps.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que "mãozinha amiga" no site oficial da Assembleia da República se encarregou de reduzir o espaço dedicado ao ex-deputado Rui Mateus ao que resta &lt;a href="http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?ID=3179"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a de um homem&amp;nbsp; sem profissão, dou uma pequena ajuda e contributo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para foto, pode ser a deste &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;, aquela em retrata a fundação em 19 de Abril de 1973, na Alemanha, do Partido Socialista na clandestinidade. Eis Mário Soares - o mesmo que, ocultando tudo o mais, o resume dizendo que o conheceu a servir à mesa num restaurante e ele, ambicioso quis ser MNE -sua mulher, Maria Barroso e entre os restantes ao centro, de bigode, Rui Mateus. Isto para começarmos pela foto-galeria do princípio da história...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O apagamento de Rui Mateus não é de hoje. É só ver &lt;a href="http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php?topic=34366.msg447501#msg447501"&gt;aqui&lt;/a&gt; [enquanto não for apagado] e &lt;a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/fundadores-do-ps-apagam-rui-mateus-582113"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E já agora uma perguntinha: &lt;u&gt;na nossa imprensa não há quem queira saber o que é feito de Rui Mateus&lt;/u&gt;? Onde está? Porque não está? Ou as chefias de redacção consideram que o tema é «jornalisticamente sem interesse»?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4767877894385083132?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4767877894385083132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4767877894385083132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/o-que-e-feito-de-rui-mateus.html' title='O que é feito de Rui Mateus?'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SAYfNmT1myQ/TxqbHoSuggI/AAAAAAAABcM/ixfhvGFbbO8/s72-c/funda%25C3%25A7%25C3%25A3o+ps.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2368380826690116416</id><published>2012-01-21T10:39:00.003Z</published><updated>2012-01-21T12:07:25.247Z</updated><title type='text'>A revolta e a piedade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gLx8yNjCvYU/TxqVxwSBGVI/AAAAAAAABcE/_jqg00WapK8/s1600/cavaco+silva.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280" src="http://1.bp.blogspot.com/-gLx8yNjCvYU/TxqVxwSBGVI/AAAAAAAABcE/_jqg00WapK8/s400/cavaco+silva.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cavaco Silva provocou os reformados ao queixar-se da sua reforma. Além disso Cavaco Silva ofendeu o cargo ao pronunciar-se nos termos em que o fez. A dignidade de um Presidente é incompatível com isto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todo o lado chovem críticas, gozo, achincalho mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos últimos cargos políticos a ser respeitado é agora vaiado e apupado. O que restava da respeitabilidade democrática é agora objecto de chiste, chacota, ridicularização, troça. Pelos jornais, pelos &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;, é um fartote.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há, porém, uma tragédia humana que os factos mostram, os da política ocultam e o País nem se preocupa, embriagado que está a fazer dele o Rei Momo da República: é que o Presidente mais do que estar velho, já não está em condições pessoais para o exercício do cargo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deveria ter havido a sensatez que o terem aconselhado a não se candidatar à Presidência, mas ante o que surgiu então como alternativa, se não fosse ele era Mário Soares, cujos amigos empurraram, canalhamente, para uma nova e serôdia tentativa de voltar, vingativo, a Belém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que está a suceder era adivinhável. Cavaco deveria ter voltado para a Travessa do Possolo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que Aníbal Cavaco Silva tinha gente que gostava de o ter da Presidência, gente que precisava dele na Presidência, gente que, funesto engano, pensava que este Cavaco era o mesmo da primeira eleição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o Presidente é um homem só, muitos dos seus amigos caíram nas teias da lei, outros foram saindo à formiga. No vazio do poder é dramático restar-lhe apenas a mulher. Ninguém mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A obsessão do «e depois o que é que eu como?», avareza típica da velhice a diminuir-se estampou-se agora neste seu gesto. Antes eram só inanidades ocasionais, sintomáticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os regimes à beira do fim dão estes sinais. Américo Deus Rodrigues Thomaz, reiterando, esclerótico, discursos infantis e António de Oliveira Salazar, já sem saber, alucinado, que não estava em funções, mostraram que o Estado Novo ia cair de velho, estatelando-se na rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o que me custa horrores a dizer.&amp;nbsp; Porque falo de um ser humano de quem passei a não gostar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto é lamentável e gravemente sério. Mas tentem esquecer porque é apenas um episódio de algo que não podemos evitar. E haja piedade, se não pelo Presidente, ao menos por aquilo que vai suceder a este pobre Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2368380826690116416?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2368380826690116416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2368380826690116416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/revolta-e-piedade.html' title='A revolta e a piedade'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gLx8yNjCvYU/TxqVxwSBGVI/AAAAAAAABcE/_jqg00WapK8/s72-c/cavaco+silva.jpeg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1846981342353080351</id><published>2012-01-20T07:53:00.001Z</published><updated>2012-01-20T07:56:33.088Z</updated><title type='text'>Memórias proibidas...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r5YMZD2tbUY/TxkclsV1lUI/AAAAAAAABb8/SLxtj8-qr34/s1600/rui_mateus_memorias2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://4.bp.blogspot.com/-r5YMZD2tbUY/TxkclsV1lUI/AAAAAAAABb8/SLxtj8-qr34/s400/rui_mateus_memorias2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por causa da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues tem-se falado muito na &lt;span style="color: red;"&gt;FLAD&lt;/span&gt;, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Resultou da re-negociação feita pelo Governo da cedência aos EUA da base militar nos Açores.&lt;br /&gt;Há só uma coisa que ninguém se lembra a propósito da FLAD ou os que se lembram não falam. É que nesse altura de governo do bloco central, o primeiro-ministro era &lt;span style="color: red;"&gt;Mário Soares&lt;/span&gt;. E o primeiro presidente da Fundação foi...&lt;i&gt;guess who&lt;/i&gt;?... Rui Fernando Pereira Mateus, esse mesmo, o &lt;span style="color: red;"&gt;Rui Mateu&lt;/span&gt;s [o que a história oficial da dita que está &lt;a href="http://www.flad.pt/?no=1010001"&gt;aqui&lt;/a&gt; não menciona, pois pudera!], o tal que o primeiro conheceu a servir num restaurante [como lembrei &lt;a href="http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/mario-soares-o-perfume-barato-do-contar.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;]...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bolseiro nos &lt;i&gt;States &lt;/i&gt;em 1960, pelo &lt;i&gt;American Field Service&lt;/i&gt;s, com outras ligações ao aparelho americano no exterior, ora vejam-no &lt;a href="http://www.americancluboflisbon.com/speakers.aspx"&gt;aqui&lt;/a&gt; como &lt;i&gt;speaker&lt;/i&gt; do American Club em Lisboa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Isto de uma pessoa se lembrar das coisas é tramado, eu sei. Sobretudo para os falsificadores da História].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;P. S.&lt;/b&gt; Hoje a sua página no Parlamento está nisto &lt;a href="http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?ID=3179"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1846981342353080351?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1846981342353080351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1846981342353080351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/memorias-proibidas.html' title='Memórias proibidas...'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-r5YMZD2tbUY/TxkclsV1lUI/AAAAAAAABb8/SLxtj8-qr34/s72-c/rui_mateus_memorias2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6583595410083579876</id><published>2012-01-19T07:17:00.002Z</published><updated>2012-01-19T07:19:29.224Z</updated><title type='text'>Os fusíveis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HCTq_F4xMSg/TxfCvFJgtbI/AAAAAAAABbk/wWimx07FZpU/s1600/alvaro_santos_pereira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://3.bp.blogspot.com/-HCTq_F4xMSg/TxfCvFJgtbI/AAAAAAAABbk/wWimx07FZpU/s400/alvaro_santos_pereira.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haverá uma remodelação governamental antes do Verão. O ministro que se chama Álvaro saltará. O PS será comprometido na governação. É preciso que alguma coisa mude para que fique tudo na mesma. Com uma diferença. Vão ser necessárias medidas ainda mais duras. Os do bloco central de interesses terão de cerrar fileiras para que a democracia de que vivem não caia. Vão precisar de outros Álvaro's. São fusíveis estas criaturas. Nem percebem que o são. No seu vaidoso imaginário nem sonham que os curto-circuitos que os fazem saltar um dia chegam fogo à casa. Os bombeiros da "troika" aí estarão. É disso que vivem. É disso que ganham. Num País de pirómanos têm negócio garantido, lá mais para o Verão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6583595410083579876?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6583595410083579876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6583595410083579876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/os-fusiveis.html' title='Os fusíveis'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HCTq_F4xMSg/TxfCvFJgtbI/AAAAAAAABbk/wWimx07FZpU/s72-c/alvaro_santos_pereira.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5392628637515626727</id><published>2012-01-15T19:13:00.002Z</published><updated>2012-01-15T23:38:08.780Z</updated><title type='text'>Gare do Oriente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UZ0tLOp0eaU/TxMkE5_WMRI/AAAAAAAABak/xIwekRPVyyw/s1600/Gare_do_Oriente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://3.bp.blogspot.com/-UZ0tLOp0eaU/TxMkE5_WMRI/AAAAAAAABak/xIwekRPVyyw/s400/Gare_do_Oriente.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá à Gare do Oriente, uma das obras do Regime que jogou o País para a bancarrota e da qual se atiraram todas as culpas para o Governo anterior, como se não existissem as do antecedente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saia das garagens por estreitas passagens a tresandar a urina e, ao entrar no &lt;i&gt;hall&lt;/i&gt;,&amp;nbsp; passe por entre a lástima de mendigos, vagabundos e sem-abrigo que por ali pernoitam. E passam o dia. Sujos na maioria, bêbados quantos deles, esfarrapados, a imagem real da miséria nacional no subsolo. Em cima o luxo, as torres magníficas, os condomínios de eleição. Ao lado deles, também debaixo do chão como cães em canil, a polícia, indiferente, impotente, incapaz, feita de guardas sobrecarregados de serviço e cansaço, para a tarefa bruta da repressão sobre situações em que melhor sentimento seria a piedade e por isso toleram e entendem e deixam ficar porque não há segurança social que lhes dê ajuda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continue o seu passeio, suba ao andar onde estão as bilheteiras, corredores imensos, como se para multidões que não existem, extensões inóspitas, lugares ventosos, desumanos na sua vasta melancolia, onde o &lt;i&gt;lounge&lt;/i&gt; da&amp;nbsp; classe conforto parece um insulto àquela desgraça de existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suba, como no dia de hoje, enfim, à plataforma onde surgem os comboios. Num dia como hoje em que chovia. Em que as bátegas laterais o atingem, por não haver protecção do espectacular tecto envidraçado, e onde a chuva vertical o molha igualmente, a escorrer, porque tudo aquilo está em erosão, desenhado por um arquitecto que julgava que estávamos num Marrocos seco ou desenhava excentricidades espampanantes para um País de camelos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espere pelo comboio, tente encontrar a sua carruagem, fiado na informação que lhe deram que era a primeira e cruze-se, em tropel, com as horas desenfreadas de passageiros que, quais baratas tontas esvoaçam entre malas e sacos, por nunca se saber onde é que vai estacionar o quê e como tudo aquilo parece em burlesco a cena ferroviária de &lt;i&gt;As Férias do Senhor Hulot&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pergunte-se, enfim quanto se gastou, quem gastou? Quem sabia que o efeito ia ser aquele local horrendo? Quem não o impediu, quem fez de conta, quem ganhou à conta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez para emigrar seja aquela a gare adequada, para que fique de Portugal a imagem triste e feia daquilo em que tornaram Portugal, aqueles que, manhosos, emigraram eles mesmos para os seus dourados exílios, ou, ainda por aqui trepando enquanto der, aconselham sem pudor este pobre povo à emigração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá à Gare do Oriente. Logo a seguir, se seguir viagem, olhe em redor. Verá as ruínas da indústria que encerrou, as fábricas em escombros, do comércio que faliu, os armazéns ao abandono, os casebres, os campos vazios, a solidão, verá, verá, verá, até que, embalado pelo balançar, enfim, o sono o liberte do pesadelo e lhe traga pelo adormecer o sonho e com ele a ilusão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5392628637515626727?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5392628637515626727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5392628637515626727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/gare-do-oriente.html' title='Gare do Oriente'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UZ0tLOp0eaU/TxMkE5_WMRI/AAAAAAAABak/xIwekRPVyyw/s72-c/Gare_do_Oriente.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1382091557260676306</id><published>2012-01-13T07:41:00.004Z</published><updated>2012-01-13T07:45:36.975Z</updated><title type='text'>Os queques e as natas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ml6b56a6yRc/Tw_dyvaX3qI/AAAAAAAABZw/I6qYrNSOATY/s1600/Caldense01.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://3.bp.blogspot.com/-ml6b56a6yRc/Tw_dyvaX3qI/AAAAAAAABZw/I6qYrNSOATY/s400/Caldense01.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é que eu pressenti que este ministro Álvaro ia ser politicamente um &lt;i&gt;flop&lt;/i&gt;? E que que cada intervenção sua, mesmo quando fala de coisas acertadas, é sempre um desacerto?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já nem é o que diz, é o como diz. Há sempre um ar picaresco, que se não for ao puxar ao engraçadinho só pode ser uma insensatez. E o grave é que o estado do País exige aos governantes contenção verbal, rigor na expressão, severidade no tom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem foi a dos «pastéis de nata» e o não haver &lt;i&gt;franchising&lt;/i&gt; desses suculentos prodígios da doçaria lusitana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ridículo não é ele ter falado «nas natas», assim se exprimiu referindo o dito pastel no feminino, como se diz pelo Norte, coisa que nunca entendi já que, nascido a Sul, também não digo «as quecas» mas sim «os queques», mas adiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ridículo é a casuística da frase, como se de uma &lt;i&gt;boutade&lt;/i&gt; se tratasse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ministro poderia ter falado em geral, aludindo aos produtos portugueses que bem poderiam ser comercializados no estrangeiro por serem únicos e passíveis de serem franchisados e todos entenderiam. Não seria o primeiro a ter essa ideia. Já no tempo de Oliveira Salazar o Secretariado para a Propaganda Nacional fazia o mesmo. Não teria de exemplificar, como se, adiantado mental, falasse para alunos atrasadinhos e eles não atingissem o ponto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se passa é que ele não percebeu nem perceberá nunca que há exemplos que enfraquecem o argumento e lhe retiram categoria. E categoria é o que falta. E essa é a questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por este andar, e a irmos na cola dos exemplos, em busca do que de portguês existe que o estrangeiro pode comprar em &lt;i&gt;franchising&lt;/i&gt; - como os "Donuts" e a "Coca Cola" se exportam - que também citou mais uma vez a exemplificar, mau grado serem nomes de marcas e ser de péssimo tom um membro de Governo citar marcas por sentir que já nem se lhe aplica a decência do «passe a publicidade», que é o mínimo ético a exigir-se nesse caso, por este andar, dizia, vamos longe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, sou português. E armado de espírito patriótico, acordei esta manhã a pensar, contagiado pelo fervor do ministro que quer ser Álvaro. E lembrei-me do galo de Barcelos, essa magnificência simbólica do melhor que em galináceo a País produziu e seria um mimo em qualquer &lt;i&gt;étagère&lt;/i&gt; de mansão requintada ou apartamento &lt;i&gt;chic&lt;/i&gt;, o «hoje há pipis!», que levaria longe a alma lusa às terras do fim do mundo e, para não falar nos torresmos, nos couratos, nos pézinhos de coentrada, no pastelinho de bacalhau ou na chouriça de Vinhais, venha o barro das Caldas que esse mostrará, enfim, à Europa e ao Planeta que os Portugueses, apesar do Governo, mau grado o ministro da Economia, são um povo duro de roer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1382091557260676306?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1382091557260676306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1382091557260676306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/os-queques-e-as-natas.html' title='Os queques e as natas'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ml6b56a6yRc/Tw_dyvaX3qI/AAAAAAAABZw/I6qYrNSOATY/s72-c/Caldense01.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5200215575397169279</id><published>2012-01-10T00:49:00.000Z</published><updated>2012-01-10T00:49:29.621Z</updated><title type='text'>Uma Revolução!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta noite de esgotamento de energias, em que um homem hesita sobre um mundo social que vê desabar, e um quadro de valores em que o humano foi exilado, a cidadania degradada, encontrei-o o lema e a palavra de ordem: «Estamos decididos a suprimir a Política, para a substituir pela Moral. É o que chamamos uma Revolução». Disse-o um resistente, um combatente: Albert Camus. Sem ele eu não teria sido o que sou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/i-FTZhie99Y/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/i-FTZhie99Y&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/i-FTZhie99Y&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5200215575397169279?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5200215575397169279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5200215575397169279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/uma-revolucao.html' title='Uma Revolução!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-882752699233296703</id><published>2012-01-06T09:04:00.007Z</published><updated>2012-01-06T09:22:52.006Z</updated><title type='text'>Pedradas entre a pedreiragem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Vtu29kvsQDc/TwawkJ4fUUI/AAAAAAAABYI/oYG6aiYjHcc/s1600/argus.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-Vtu29kvsQDc/TwawkJ4fUUI/AAAAAAAABYI/oYG6aiYjHcc/s400/argus.JPG" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sociedade iniciática destinada ao conhecimento esotérico, através de rituais simbólicos, associação benemerente, clube filosófico, deísta na tradição inglesa ou agnóstica na tradição francesa, a Maçonaria pode ser uma agremiação de pessoas de bem, afirma-se ser de «homens livres e de bons costumes», como consta de um dos seus textos fundadores. O problema é a definição do que sejam «bons costumes»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fernando Pessoa, que não era maçon, defendeu-a honradamente num memorável escrito, quando foi promulgada legislação que levou à sua extinção pelo Estado Novo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estado Novo, diga-se, de que muitas das suas figuras gradas pertenciam a lojas maçónicas e detinham altos graus. Foi maçon o próprio Presidente da República, Óscar Fragoso Carmona, foi maçon e fundador da loja Fernandes Tomás, na Figueira da Foz, o professor de Direito José Alberto dos Reis. O primeiro, promulgou a lei que ilegalizou a Maçonaria, o segundo presidiu à Assembleia Nacional onde se votou. Figuras da Igreja Católica, com grau de Bispo, foram membros da Maçonaria. Fiéis ao seu Deus e ao Supremo Arquitecto do Universo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O facto de a sociedade dos pedreiros-livres se prestar a conluio e a perversões&amp;nbsp; é tão antiga como a sua existência. A sua defesa e os ataques contra ela são parte da História Contemporânea. Trata-se de uma entidade que já recebeu como irmão o ditador Augusto Pinochet e de que fizeram parte a quase totalidade dos Presidentes dos Estados Unidos da América e grande número de membros da Família Real Inglesa. Além de uma multidão de pessoas que, em termos de importância social, são nada. E gente decente que nada tira e tudo dá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há nela de tudo. E há sobretudo quem esteja nela pelas mais díspares razões, incluindo as moralmente honestas. E quem a abandone pelos mais variados motivos, incluindo os miseráveis e até pela inconsciência de ter estado. E o seu contrário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alexandre Herculano, ao ter saído, mal entrara, escreveu, em 1876: «Uma das minhas rapaziadas foi ser pedreiro livre. Não tardei a deixá-la (à Maçonaria). Achei a coisa mais inepta, mais inútil e muito mais ridícula que uma irmandade de carolas». Sucedeu a muitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salazar, um católico que o CADC animara, sobrepôs a sua ânsia de poder total à sua moderação conservadora, e fez decretar, através de uma Lei n.º 1901, proposta na Assembleia Nacional pelo deputado José Cabral, a extinção da Maçonaria, Lei das Associações Secretas, a votada sob Alberto dos Reis e firmada por Carmona, em nome da qual todos os funcionários públicos teriam de jurar não pertencer nem jamais pertencer-lhes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi por causa do jamais pertencer que o filósofo Agostinho da Silva, em nome da liberdade de poder vir a pertencer, se exilou no Brasil. Quis, já agora, o paradoxo que voltasse a Portugal para um encontro secreto com o mesmo Salazar, através de um arranjo organizado por Franco Nogueira, Ministro dos Negócios Estrangeiros do antigo regime, mas quiseram as fadas que o encontro não tivesse lugar, porque tinha havido uma indiscrição. E daí que esse encontro secreto tivesse passado a um momento discreto na vida do filósofo que não abjurara o secretismo, e que era, aliás, um grande homem e um notável vulto da Cultura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo isto porque está na ordem do dia a questão de, a coberto da Maçonaria, poder haver arranjos interesseiros entre políticos, negócios e serviços secretos e outras tropelias. E estar em causa quem deve ou não pertencer. E discutir-se se o mal não é a Maçonaria em si ou aquelas ovelhas negras do rebanho laico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz dúvida ao meu espírito nada do que se discute. Por isso aqui estou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há uma Maçonaria, sim lojas maçónicas. Cada uma tem autonomia e pode albergar uma corja de bandidos ou um grupo de ingénuos. Não há uma Maçonaria, sim várias Maçonarias, com várias orientações filosóficas e diversos rituais, de que os ritos Escocês Antigo e Aceito e o Francês são os mais difundidos em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata em rigor de uma sociedade secreta, porque tudo o que ali se passa de regular e lícito consta de uma imensa biblioteca disponível em qualquer livraria e cada um é livre de declarar a sua pertença. O segredo da Maçonaria, a justa e perfeita, é outro, é o conhecimento gnóstico que a fraternal cadeia de união, através do ritual, permite alcançar, o mistério da morte e ressurreição, a transmutação da imperfeição, uma&amp;nbsp; alquimia em que se torna o chumbo corpóreo na alma aurífera. O tentar o encontro do homem com o Homem, a semente do Humanismo. Como se num êxtase, uma celebração, uma epifania. Quando sucede. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Problema é o que se possa passar nos bastidores, pior, nos esgotos dali. E que a natureza da organização torne suspeito porque menos claro. Daí que eu ache que magistrados não devem fazer parte de nada que não seja público, laico ou religioso. Porque não se podem expor à mínima dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que, acossadas pela simplificação que os &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; servem e a política instiga, as pessoas perdem o fiel da balança mental que é o elemento comparativo. O medo ajuda a não pensar. E nada como quem não pensa muito para condenar depressa, tudo e todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num país maioritariamente católico, ridiculariza-se o usar avental em cerimoniais, esquecendo que os padres católicos andam de saias, casulas, estolas e se munem de báculo e hissope e outros artefactos que, vistos de fora, podem ser tão absurdos como ridículos para os que perderam o respeito ao que é simbólico e cuja alarvice os levaria seguramente a rir à gargalhada quando, no momento agónico de uma missa, aquele sujeito assim vestido eleva os braços com uma roda de farinha e a um cálice e dele bebe o vinho!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com isso se faz blague e risota fácil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir daí está aberta a porta à argumentação barata, mesmo vinda da boca dos que deveriam ter da inteligência um pouco mais de sobejos. Transformada, no arengar desses, em baile de máscaras, a Maçonaria degradada a Carnaval, os seus membros tornam-se palhaços idiotas enfeitados e o Zé Povinho ri, apoucando, às escâncaras, como se o circo tivesse descido à cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que tudo isto é fácil de passar a espectáculo nos meios de comunicação de massa onde se perdeu pudor na argumentação e sobretudo respeito, tudo afogado pela rudeza vil e pela insolência canalha. Basta ligar a TV e ver o lixo nauseabundo que é servido ao País como entretenimento, a devassa sórdida, a violência sanguinária, a repugnância verbal do palavrão a passar por humor, a demagogia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Mas não é só do ridículo que cuidam os que vêm para a praça pública por causa da Maçonaria. É que, segundo alguns, ela permite ilegalidades e crimes impunes, porque secreta. Ora está aí o ponto por causa do qual vim aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que os mesmíssimos que assim o proclamam são os que esquecem, em amnésia conveniente, que, em igual critério, a própria Igreja Católica escorre sangue e vergonha porque se comprometeu, em nome da Fé, com coisas bem mais graves do que negociatas e combinas, quando legitimou a carnificina das Cruzadas contra o Infiel ou o extermínio indiscriminado pela "Santa" Inquisição. Para não falar da pedofilia, em Papas sodomitas e assassinos. Houve tragicamente de tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com uma diferença para pior. É que, na hora do apuramento das contas, dos maçons os honrados ainda podem dizer que, dada a discrição com que tudo se passa no seu seio, não sabiam do que de gravemente errado se passava na Obediência, e dada a autonomia de cada loja e seus triângulos poderão argumentar que só algumas estarão em crime de prevaricação e que ainda há quem se salve.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Igreja Católica, das catedrais carregadas de ouro às capelinhas rurais despidas de qualquer adorno, tudo se passou e passa sempre de casa cheia e à vista de todos. Todos os que se ajoelham em oração ou no silêncio dos seus lares rezam ao santo da sua devoção não ignoram o que foi e o que é o Templo Universal a que pertencem e sobretudo a sua História. Impõe-se-lhes humildade e pedido de perdão. Quem estiver livre de pecado que atire a primeira pedra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As centenas de milhares de seres humanos que, em nome da Fé Cristã, foram exterminados, no dia do Juízo Final levantarão, acusadores, o dedo, sim, para para toda a cristandade. O mesmo Deus que permitiu a matança terá de absolver os matadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inocentes há seguramente também no catolicismo, os que estão na religião por uma união mística com o Divino, os da Igreja de Paulo pedindo perdão pela Igreja de Pedro. Os que rezam a Deus e não a sacerdotes, os que renegam o Bezerro de Ouro, os que clamam por Jesus Cristo e seu azorrague contra os Vendilhões do Templo. Como em todos aqueles cuja Fé passa por Igrejas e Templos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, na aldeia de Abravezes, era eu garoto, ouvi, à porta de minha casa, a minha mãe, no dia de hoje precisamente e a esta hora entregue na mesa cirúrgica ao acaso da vida e da morte, rematar uma altercação violenta com o cura da paróquia, que se recusara a ir encomendar o corpo de um pobre tuberculoso, que vivia de esmolas num palheiro, por não ser dos que pagava a côngrua. Rematando o responso, ela que tinha ido ao cemitério, de livro na mão rezar o «dai-lhes Senhor eterno descanso», o que qualquer Baptizado pode fazer como última oração antes que o pó se torne pó, lançou-lhe, como se em danação moral, àquele vergonhoso vigário: «E saiba Senhor Padre, que a minha Religião é directamente com Deus, dispensa Padres!».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a diferença entre a Fé, os ideias, os princípios e as organizações humanas que dizem servi-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o que nesta manhã, o meu coração íntimo dorido sentiu e a minha cabeça privada cansada pensou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim a parte cívica, pública, social: se há que denunciar vigarices, arranjismos, compadrios, pulhices a coberto de organizações, vamos a isso! Mas vamos a direito. Que não seja só nos serviços de informações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma forma simples: cada um declara a sua pertença presente e passada e o porquê: mas que isso suceda nos jornais, nos tribunais, na política, nas organizações religiosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a mim o que havia para saber sabe-se e soube-se pela minha boca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, já agora, porque quando o Sol nasce é para todos e o de hoje teimou em chegar, há horas com este texto que arranco às entranhas da alma, não só ser maçon: que nada escape. Que se faça um varejo de alto a baixo da influência e penetração que tiveram outras organizações, essas à pala da religião, na vida portuguesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta de hipocrisia, chega de velhacaria!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A certos e determinados que estão silenciosos quais fantasmas, lembro-lhes, para incutir ânimo, o que o seu Jose Maria Escrivà de Ballaguer escreveu: «Vira as costas ao infame, quando sussurra aos teus ouvidos: "Para que te hás-de meter em complicações?"».&amp;nbsp; Venham esses também, para a praça pública, que agora é que isto está bom e sobretudo apetitoso e é a oportunidade sacrificial da mortificação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querem portanto discutir os organismos de influência em Portugal e no Mundo? Embora, vamos a isso! Até por uma questão de higiene moral e cívica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É pois hora de barrela!&amp;nbsp; Hora de arregaçar mangas, pôr a água a correr, venha a sabonária e a lixívia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que este Pais, que mete nojo e cheira mal, está a precisar de uma boa esfrega!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-882752699233296703?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/882752699233296703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/882752699233296703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/pedradas-entre-pedreiragem.html' title='Pedradas entre a pedreiragem'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Vtu29kvsQDc/TwawkJ4fUUI/AAAAAAAABYI/oYG6aiYjHcc/s72-c/argus.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3667197980376563898</id><published>2012-01-04T16:30:00.001Z</published><updated>2012-01-04T16:42:41.583Z</updated><title type='text'>Dies Irae</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chego a casa. Tento saber o que se passa do mundo de onde vim. Uma sensação de náusea profunda ante o abastardamento dos ideais, o afundamento dos princípios, a rarefacção da inocência, o emporcalhamento dos bons costumes. De Mozart apenas o Requiem é possível e dele um único andamento: o Dies Irae!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que a cólera se abata sobre os vendilhões do templo, de todos os templos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/Gff80dybFIU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gff80dybFIU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Gff80dybFIU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3667197980376563898?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3667197980376563898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3667197980376563898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/dies-irae.html' title='Dies Irae'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4387582164183466785</id><published>2012-01-01T14:33:00.000Z</published><updated>2012-01-01T14:33:22.795Z</updated><title type='text'>O Império da Inocência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-an049BuMFFc/TwBuPZltdhI/AAAAAAAABU0/t9vCvL06u88/s1600/Dom+Sebasti%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="332" src="http://4.bp.blogspot.com/-an049BuMFFc/TwBuPZltdhI/AAAAAAAABU0/t9vCvL06u88/s400/Dom+Sebasti%25C3%25A3o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lê-se por todo o lado, no que se diz e escreve e no semblante abatido das pessoas, é a alma corroída, o sentimento de desânimo, a falta de esperança, a resignação. Até da revolta há receio, o medo do que amanhã possa trazer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal perdeu a memória do passado e por isso receia o seu futuro. Um País assim teme pela existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entristecemos. A saudade, esse característica do nosso modo de ser, tornou-se nevoeiro. Das praias de onde saiu a nau da Índia, olha-se hoje para as areias desérticas de Alcácer-Quibir. Masjá não se espera pela alvura de Dom Sebastião, mas pela vingança daqueles que ele, em funesta loucura, quis afrontar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suicidámos a glória vã depois da vil cobiça. Dilatámos uma Fé quando já tínhamos perdido a Esperança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que oito séculos de Nação, quando não havia sequer Europa e da América nem o sonho, resistirão! Nem que, ao clamar da Pátria, se erga o Povo contra o Estado, pelo Império da Inocência! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4387582164183466785?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4387582164183466785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4387582164183466785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2012/01/o-imperio-da-inocencia.html' title='O Império da Inocência'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-an049BuMFFc/TwBuPZltdhI/AAAAAAAABU0/t9vCvL06u88/s72-c/Dom+Sebasti%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6380066250361048500</id><published>2011-12-28T18:37:00.001Z</published><updated>2011-12-28T22:24:58.972Z</updated><title type='text'>O balcão dos despejos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KXl4V1RaAMM/Tvtf_2aBgUI/AAAAAAAABSw/H9Y8jLOh3Jw/s1600/casa+vazia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-KXl4V1RaAMM/Tvtf_2aBgUI/AAAAAAAABSw/H9Y8jLOh3Jw/s400/casa+vazia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amanhã, segundo li &lt;a href="http://granosalis.blogspot.com/2011/12/despejos-fora-dos-tribunais.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, o Conselho de Ministros aprovará  um diploma legal que «tirará os despejos dos tribunais», criando um «Balcão de Despejos» ou coisa de nome semelhante, a  cheirar a efluente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer isto dizer  que a cessação dos arrendamentos vai ser subtraída à competência dos  tribunais. Em nome da celeridade, porque se concluiu que nos tribunais  levam eternidades. Em nome da simplificação, porque a acção judicial  respectiva estará pejada de incidentes e complexa tramitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto poderia ser mudado mantendo-se a competência judicial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que há  só duas coisas que tudo isto esquece. Duas coisas que passaram a  pertencer ao mundo da Humanidade, a um tempo em que havia pessoas e não  números numa estatística.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, que o que está em causa é o  fim do conceito de lar. A ideia de que o fim de um arrendamento e a  desocupação de uma habitação equivale ao desarticular de um lar passou a  pertencer à História, ao passado das preocupações colectivas, neste  mundo actual de indiferença ante a sorte dos outros, ao passado da  existência de famílias estruturadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje  o capitalismo fundiário tudo perverteu. Temos inquilinos a  explorarem senhorios, sub-arrendando a preços leoninos e auferindo  lucros à conta das esmolas que pagam como rendas, os prédios a  desmoronarem-se. Temos rendas proibitivas porque o custo de construção  subiu exponencialmente ante a especulação imobiliária. Arrendamentos a  prazo porque nada resiste e tudo é precário. Gente que muda de casa como  quem muda de camisa, casas dos pais e avós desbaratadas no adelo, no  alfarrabista, os tarecos à porta da rua, porque já nem há quem os queira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mundo em que havia lares sucedeu o mundo em que existem assoalhadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra  realidade que se esquece é que a judicialização dos litígios sobre  arrendamentos partia do pressuposto de que estava em causa um direito  fundamental, constitucional mesmo, o direito à habitação. Os despejos  administrativos eram excepções em nome de valores públicos urgentes. O  juiz surgia para que não houvesse abuso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje tudo mudou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O balcão dos despejos vai ser a  fossa do esgoto em que se tornaram os dormitórios em desagregação,  lugares onde chegam diariamente exaustos os explorados do sistema, onde  explode a violência de dias de horror, de onde saem pela madrugada  crianças ensonadas para serem, elas também despejadas, em quem «tome  conta» delas, até que, a altas horas, um dos pais acresça ao castigo do dia  o esforço de os «vir buscar».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí chegarão os despejos da falta raivosa  de dinheiro já para pagar a renda, da ira incontida dos senhorios que  pagam para o serem, dos intermediários interesseiros, das agências, e  tudo muito rápido, muito simples, muito através de funcionários,  precários eles também, a despejar assim o sistema falhe ou já não seja  preciso ou na política se mude de ideias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco a pouco tudo quanto é humano sai dos tribunais. Um dia, ao lado das máquinas que vendem enlatados haverá neles computadores a darem sentenças por &lt;i&gt;sms&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6380066250361048500?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6380066250361048500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6380066250361048500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/o-balcao-dos-despejos.html' title='O balcão dos despejos'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KXl4V1RaAMM/Tvtf_2aBgUI/AAAAAAAABSw/H9Y8jLOh3Jw/s72-c/casa+vazia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5935717803351694875</id><published>2011-12-20T00:11:00.001Z</published><updated>2011-12-20T00:13:13.152Z</updated><title type='text'>Macau: foi há doze anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PiZ8laawiMk/Tu_SBSvIndI/AAAAAAAABOQ/4PsLES_-P2E/s1600/rua+das+felicidades.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-PiZ8laawiMk/Tu_SBSvIndI/AAAAAAAABOQ/4PsLES_-P2E/s400/rua+das+felicidades.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperei que fosse meia-noite e chegasse com ela o dia 20 de Dezembro para republicar o que aqui escrevi o ano passado. Talvez seja uma noite de revivalismo. Talvez porque alguma coisa mudou para que tudo ficasse precisamente na mesma. Foi há doze anos. Na foto a "Rua das Felicidades".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;«Foi há onze anos que Macau, território chinês sob administração portuguesa, foi devolvido à República Popular da China. Formalmente era uma zona híbrida na lógica do nosso Direito Ultramarino.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Há muitos modos de comemorar o facto ou apenas de o referir. No primeiro caso com alegria, no segundo com nostalgia. Há quem chore ainda perda da bandeira, como há quem chore a perda da carteira. Há quem ria por inconsciência alarve ou sorria por já nem querer saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Para o sub-consciente colectivo, amálgama irracional, onde se forma a ideia de Pátria e se deforma, através do&amp;nbsp;Estado,&amp;nbsp;a de Nação, com o fim de Macau Portugal reduziu-se ao ponto de partida. Fechou-se o ciclo do Império. Passámos a ser os portugueses enjoados&amp;nbsp;em terra que nunca iriam à Índia, mais os portugueses náufragos desanimados que de lá voltaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Claro que a minha Pátria é, como disse Pessoa, a língua portuguesa e o que ela simboliza. Gastaram-se milhões em Macau para que ficasse essa língua de Camões, mas ela só resiste&amp;nbsp;por imposição&amp;nbsp;do Estado e por&amp;nbsp;ainda haver ali portugueses na Administração e na vida empresarial. Em todas as outras colónias o português ficou naturalmente, fruto do amor e da mestiçagem, ali,&amp;nbsp;na zona do Sol Nascente,&amp;nbsp;só porque politica e legislativamente convém. Não é uma língua franca mas uma língua fraca. Ai de quem não souber ao menos inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Sonhou-se que Macau seria, enfim, um caso de "descolonização exemplar", livre do opróbio do abandono, mas a sombra suja das negociatas a alto nível e da pilhagem à "árvore das patacas" criou uma macha que levará tempo a diluir-se como a água do Lilau, a&amp;nbsp;que impede o esquecimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia,serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Tempos houve em que ir para a Cidade do Santo Nome de Deus era sacrifício militar ou exílio de amores. Macau foi&amp;nbsp;laboratório de pilhagem onde se gerou a moral&amp;nbsp;rapinante que hoje sobrevooa Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Há, porém, um Macau de que pouco se fala, dos abnegados que lutaram na guarita do seu posto ou na enxerga do seu&amp;nbsp;recolhimento, os que&amp;nbsp;ali deixaram o espólio do seu amor àquela cultura e àquela gente. O Macau dos desterrados da sorte e dos opiados da má fortuna. Aqueles para quem a Fazenda foi madrasta e para os quais o Palácio foi indiferente. Esse Macau que gerou o macaense, língua de "papaeação", esse Macau que foi o nosso modo de ser colonial. O Macau missionário mesmo sem missas.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Foi há onze anos. Houve quem trouxesse contentores carregados de valores, houve quem se contentasse com o que a memória guarda.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Comemoro hoje Macau. Tenho comigo a "Estátua de Sal" de Maria Ondina Braga que ali viveu, como professora, em reclusão de alma, o coração em dor. «Assomaram-me as lágrimas a primeira vez que vi a "cidade dos barcos"», escreve.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia,serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;A cidade dos barcos é a cidade flutuante, a dos miseráveis, para quem&amp;nbsp;cada pequena embarcação é casa e loja e caixão. A cidade dos que se amarram mais aos filhos ao madeirame flutuante quando toca a tufão e com ele o grito pavoroso de morte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia,serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Um pouco adiante dessa&amp;nbsp;tragédia humana&amp;nbsp;que bóia e assim sobrevive, o Casino,&amp;nbsp;as jóias e as antiguidades, o ar condicionado e tudo quanto é luxo tecnológico e suas luzes meretrizes. Há onze anos estavam e ainda estão. É o Macau indiferente, para quem nenhum Império foi Lei nenhuma Senhoria abrigo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia,serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Devolvemos à China a galinha dos ovos de ouro. Depois de os ingleses terem devolvido Hong-Kong. Os diplomatas rejubilam com essa mísera vitória.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: #e6e6e6; color: #333333; font-family: Georgia,serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; letter-spacing: normal; line-height: 20px; orphans: 2; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Para a China eterna nada conta. A unificação da Mãe Pátria tem um nome e não está longe. Chama-se Taiwan. Um destes ouvir-se-à falar. Acreditem. É só Dragão acordar, vivificado».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5935717803351694875?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5935717803351694875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5935717803351694875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/macau-foi-ha-doze-anos.html' title='Macau: foi há doze anos'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PiZ8laawiMk/Tu_SBSvIndI/AAAAAAAABOQ/4PsLES_-P2E/s72-c/rua+das+felicidades.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6054348673971379254</id><published>2011-12-18T17:31:00.001Z</published><updated>2011-12-19T00:31:32.781Z</updated><title type='text'>É fartar, vilanagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MI4vHnGXGEY/Tu4i90--UkI/AAAAAAAABNo/urwfh99FqIA/s1600/Porca+da+pol%25C3%25ADtica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-MI4vHnGXGEY/Tu4i90--UkI/AAAAAAAABNo/urwfh99FqIA/s400/Porca+da+pol%25C3%25ADtica.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publico tal como me chegou. dúvidas que o Tribunal de Contas terá encontrado nas contas municipais. Resta conferir pelo documento oficial. A ser verdade, a porca da política é mamada até à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.: aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;MATOSINHOS HABIT - MH: reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNIVERSIDADE DO ALGARVE - ESC. SUP. TECNOLOGIA - PROJECTO TEMPUS: viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE LAGOA: 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00€&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE ÍLHAVO: fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2  leitores ópticos: 380.666,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE LAGOA: aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES: vinho tinto e branco 652.300,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA: aquisição de viatura ligeira de mercadorias 1.236.000,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂMARA MUNICIPAL DE SINES: aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA: aquisição de uma viatura para o transporte de crianças por 2.922.000,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNICÍPIO DE BEJA: fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;P. S. Fazem-me saber que estes dados foram postos a circular já durante o anterior Governo e que os números têm as casas decimais intencionalmente ou&amp;nbsp; não deslocadas. A ser assim, tenho de me penitenciar por ter dado crédito ao insólito e tê-lo transposto para o FB, onde várias pessoas tomaram os números como reais e possíveis. Recebi o conteúdo publicado por email, enviado por alguém que tenho por credível. Mesmo assim, ante o insólito dos valores coloquei a ressalva inicial «a ser verdade» e a circunstância de faltar conferir o documento oficial. Aguardo, mas uma coisa é certa: há quem acredite, eu incluído, que isto é possível suceder. O que é sintoma do estado em que está o Estado.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6054348673971379254?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6054348673971379254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6054348673971379254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/e-fartar-vilanagem.html' title='É fartar, vilanagem'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MI4vHnGXGEY/Tu4i90--UkI/AAAAAAAABNo/urwfh99FqIA/s72-c/Porca+da+pol%25C3%25ADtica.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2784052612753495203</id><published>2011-12-18T11:11:00.000Z</published><updated>2011-12-18T11:11:12.243Z</updated><title type='text'>A Pátria madrasta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-swpLwPnrmqU/Tu3I-dx5FHI/AAAAAAAABNY/NZQ7CX_UHc0/s1600/sofia_escobar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="322" src="http://1.bp.blogspot.com/-swpLwPnrmqU/Tu3I-dx5FHI/AAAAAAAABNY/NZQ7CX_UHc0/s400/sofia_escobar.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso podia ser este ou podia ser outro. Como nos aterros em cima de lixo cada buraco que se cava é mais lixo que se encontra. E Portugal está a tornar-se numa nitreira.&lt;br /&gt;«A portuguesa Sofia Escobar é candidata ao título de Melhor Actriz de Teatro Musical em Inglaterra pela representação de `Maria`, em &lt;i&gt;West Side Story&lt;/i&gt;, refere hoje o portal de espectáculos britânico Whatsonstage». Veja-se mais sobre ela, &lt;a href="http://www.sofiaescobar.com/sofia.php?cont=bio&amp;amp;lang=eng"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dela, porém, esta carta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Estimados amigos, aqui fica um desabafo. Como vocês sabem, todas as noites actuo em Londres para 1500 pessoas, durante a minha carreira fui nomeada para um Olivier e foram-me atribuídos outros premios no campo do teatro musical. As criticas internacionais tem sido felizmente muito positivas. Durante todo este tempo sempre expressei um carinho especial pela minha cidade, por isso me entristece tanto que depois de varias tentativas de minha parte e do meu agente me tenha sido dito que "estão a fazer o possivel" para me incluir nos espectáculos da Capital Europeia Da cultura em Guimarães. Depois de todo o carinho que recebo dos Vimaranenses e dos Portugueses isto dói-me muito. E não consigo evitar expressar desta forma que isto me deixou desiludida e acima de tudo, triste».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2784052612753495203?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2784052612753495203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2784052612753495203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/patria-madrasta.html' title='A Pátria madrasta'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-swpLwPnrmqU/Tu3I-dx5FHI/AAAAAAAABNY/NZQ7CX_UHc0/s72-c/sofia_escobar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3413014594987533317</id><published>2011-12-15T22:09:00.006Z</published><updated>2011-12-15T23:44:26.895Z</updated><title type='text'>Mário Soares: o perfume barato do contar...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jlxwarxufVs/TupmKU5sxUI/AAAAAAAABME/Uilpus01S0Q/s1600/m%25C3%25A1rio+soares.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-jlxwarxufVs/TupmKU5sxUI/AAAAAAAABME/Uilpus01S0Q/s400/m%25C3%25A1rio+soares.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabia que me iria irritar. Que o livro &lt;i&gt;Um Político Assume-se&lt;/i&gt; seria uma forma de se justificar perante a História, já que não perante a sua consciência. Mesmo assim insisti em querer vê-lo. Foi esta noite. Fui directo à página onde, na obra que diz ser de memórias políticas,&amp;nbsp; Mário Soares trata do que eu conheço de perto, por ter vivido na pele parte da trama: a história da sua ligação, enquanto Presidente da República, ao território de Macau. Detive-me nas linhas que dedica ao caso &lt;i&gt;Emaudio/TDM&lt;/i&gt;. Poucas linhas, esclarecedoras linhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz que foi afinal uma campanha lançada «pela extrema direita» contra ele, para o envolver na história. Mente, por contrariar a verdade. A questão não tem a ver com políticos de qualquer quadrante que se tenham mobilizado contra si, mas com os factos que não se conseguem iludir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acrescenta que na origem da campanha esteve o Rui Mateus. Mente por sobre-simplificar a verdade. O papel de Rui Mateus é prévio na próxima ligação à sua pessoa, contemporâneo com todo o caso e posterior com maior intensidade no que se refere ao caso da Weidelplan/Aeroporto de Macau, mas o assunto transcende-o e em muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para enxovalhar Rui Mateus, Soares diz que o conheceu empregado de um restaurante e que teve uma ambição tal que quis ser ministro dos Negócios Estrangeiros do seu Governo. Mente por omissão da verdade. A ligação entre os dois é muitíssimo mais vasta, próxima, e, é só ler o livro que aquele escreveu, para concluir que em matéria de "comedorias" o conhecimento não se limitou a restaurantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Remata, enfim, dizendo que envolveram no assunto o então Governador de Macau, Carlos Montez Melancia, que seria absolvido judicialmente. Mente por adulteração da verdade. A história do processo judicial ainda está para ser contada, como a história dos processos judiciais que nunca existiram em torno do caso. E como é que a absolvição do Governador neste processo deu em condenação em outro, o "caso do fax".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento em que escrevo estas linhas hesito se contarei ou não toda a história desse aproveitamento político, económico e pessoal da televisão de Macau que o livro tenta branquear. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que o descaramento do livro me incendeia um sentido de revolta pessoal. Que a "reconstrução" da História&amp;nbsp; me repugna como cidadão, como o faz tanta historiografia oficial arregimentada que tem andado a ser escrita em relação ao que nem regime político chegou sequer a ser e hoje está em estilhaços, o estado cadaveroso do País.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que se o fizer, contando o que sei, serei sujeito aos efeitos da difamação e do enxovalho, porque ele e este estilo de obra são o rosto de um modo de ser que define a actual Situação, o verso dos que a criaram, o anverso dos que a consentiram. Talvez haja um direito à tranquilidade, minha e dos meus, que eu deveria saber preservar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado estou perante uma figura  pública idolatrada a quem tantos perdoaram tudo, à direita e à esquerda,  com quem tantos se arranjaram para tanto. Ficarei isolado e à mercê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez haja, enfim, o respeito devido à idade, se não houvesse o respeito devido à Nação de todos nós. Apodar-me-ão de desapiedado, logo quanto a um livro em que o seu autor se fez cercar, no lançamento, da imagem inocente dos seus netos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou tentar tranquilizar o espírito e logo verei. Até passar o hálito da sordidez do caso e do perfume barato com que agora o vejo contado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3413014594987533317?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3413014594987533317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3413014594987533317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/mario-soares-o-perfume-barato-do-contar.html' title='Mário Soares: o perfume barato do contar...'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jlxwarxufVs/TupmKU5sxUI/AAAAAAAABME/Uilpus01S0Q/s72-c/m%25C3%25A1rio+soares.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5058445578290271641</id><published>2011-12-11T12:47:00.001Z</published><updated>2011-12-11T16:09:13.144Z</updated><title type='text'>Outra vez, amigo?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qMq60O2bUBg/TuSkLL9oyDI/AAAAAAAABLc/ARFKrP4Aywo/s1600/semabrigo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-qMq60O2bUBg/TuSkLL9oyDI/AAAAAAAABLc/ARFKrP4Aywo/s400/semabrigo.jpg" width="391" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta história é uma das mil histórias com a qual nos cruzamos todos os dias. Estava caído junto ao muro do jardim da Gulbenkian. Meio dormente, tremia, mal conseguia articular palavra. Álcool, frio, escassa alimentação, encovado, o olhar ausente, a barba desgrenhada, sujo. Tinha trabalhado no Jardim Zoológico, foi o que consegui saber. Tratava então dos animais. Hoje estava reduzido a ser um deles, partilhando com eles e a rua e os caixotes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamei o 112. «Outra vez, amigo?», perguntaram, amáveis, quando chegaram e deram com ele. Outra vez, para ambos, os resíduos da sociedade, como o lixo do nosso consumismo que pela noite é removido pela Câmara Municipal. Neste caso era um dos corpos que consumimos, seres humanos que são aquilo de que nos servimos até já não servirem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Momentos antes, um pai e seus dois filhos tinham-se cruzado com a situação. Protegendo as crias, o progenitor puxou-as para que, afastando-as do passeio, seguissem pela rua, fora do contágio que pela vista se consumaria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O que é aquilo?», perguntou um dos meninos. «Nada!», respondeu o papá.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo afinal do mais verdadeiro na nomenclatura do mundo em que vivemos: «aquilo» e «nada». A linguagem a trair os sentimentos, estes calcados pelas ideias, as interesseiras desinteressadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P. S. [a foto, evidentemente, não é a do que vi, mas afinal do que poderia ter visto. A banalidade da miséria torna-se a nossa má consciência numa consciência má, pela indiferença].&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5058445578290271641?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5058445578290271641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5058445578290271641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/outra-vez-amigo.html' title='Outra vez, amigo?'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qMq60O2bUBg/TuSkLL9oyDI/AAAAAAAABLc/ARFKrP4Aywo/s72-c/semabrigo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-9034962866106629127</id><published>2011-12-01T15:32:00.000Z</published><updated>2011-12-01T15:32:59.528Z</updated><title type='text'>A lógica do encosto...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MPKfKmEesk8/TteeBnSPguI/AAAAAAAABIo/u49_CpmzDYk/s1600/feriados-nacionais-nacional-2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" src="http://2.bp.blogspot.com/-MPKfKmEesk8/TteeBnSPguI/AAAAAAAABIo/u49_CpmzDYk/s400/feriados-nacionais-nacional-2011.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há famílias onde os anos dos meninos se comemoram em dia outro que não o dia em que os meninos fizeram anos, porque é assim que dá jeito. Porque no dia do aniversário os meninos tinham aulas e não podia ser. Porque nesse dia os papás não podiam e tinha de não ser. Porque os amigos assim no dia errado já podem vir à festa que no dia certo seria para não haver. Além dos desgraçados que nasceram a 29 de Fevereiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi com base nesta conveniência que há quem pense «encostar» [termo fantástico] os feriados aos sábados e domingo. Porque, assim, celebra-se o dia trabalhando para o esquecer e apouca-se a comemoração do dia com a farsa de que se o celebra descansando, sem pensar nele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há uma coisa que esses luminosos tecnocratas se esqueceram. É que há um dia para tudo, forma de haver um dia para nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Carnaval dos dias comemorativos está a tingir de ridículo esta nossa sociedade: é o dia disto e o dia daquilo e o dia de aqueloutro. Convencionou-se que há um dia para certas doenças, um dia para certas circunstâncias, um dia para certos factos. Tudo se transformou numa forma de nos dias seguintes ninguém querer saber do comemorado para coisíssima nenhuma. O 14 de Fevereiro é o Dia dos Namorados, o 2 de Fevereiro o Dia das Zonas Húmidas. O dia 21 de Março é o Dia Mundial do Sono o dia 23 o Dia da Meteorologia. O 3 de Maio o Dia Internacional do Sol o 4 o Dia Internacional do Bombeiro. A 22 de Maio comemora-se em simultâneo o Dia do Autor Português e o Dia da Diversidade Biológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso tanto fez como fez. Há portugueses que já se perguntam que dia é quando não se trabalha por ser o Corpo de Deus, assim como há quem já se pergunte o que está a acontecer que justifique ser dia de não trabalho o 10 de Junho ou o 1º de Dezembro, tirando as condecorações e os regimentos de militares e sapadores bombeiros em formatura forçada, como soldadinhos de chumbo ao serviço do mundo oficial engalanado a contra-gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa li eu um dia destes num livro do Wenceslau de Moraes: que no Japão antigo se comemorava o aniversário de cada pessoa não no dia em que nascera mas no dia em que mudava o ano. Ora aí está uma ideia possível: concentravam-se todos os feriados no 1º de Janeiro e às badaladas da meia-noite era o bota-fora destas e doutras, porque é de Ano Novo Vida Nova que estamos todos a precisar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-9034962866106629127?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/9034962866106629127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/9034962866106629127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/12/logica-do-encosto.html' title='A lógica do encosto...'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MPKfKmEesk8/TteeBnSPguI/AAAAAAAABIo/u49_CpmzDYk/s72-c/feriados-nacionais-nacional-2011.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3502400252819867970</id><published>2011-11-28T17:59:00.001Z</published><updated>2011-11-28T18:04:28.387Z</updated><title type='text'>A Europa do FEDER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3ZWlAymhRwE/TtPKYbl0qrI/AAAAAAAABGo/y3Jfe9ovemU/s1600/europeplanmarshallposte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-3ZWlAymhRwE/TtPKYbl0qrI/AAAAAAAABGo/y3Jfe9ovemU/s400/europeplanmarshallposte.jpg" width="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero lá saber que me chamem nomes por citar o que vou citar. Não me chamarão seguramente é mentiroso. Porque ante o servilismo que a "democracia" portuguesa demonstra face ao poder do capital trans-atlântico, lembro este excerto de História, quando, finda a 2ª Guerra, Washington quis "ajudar" a reconstruir "a [sua] Europa", tendo Portugal sido convidado para integrar o número dos contemplados com o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Marshall"&gt;Plano Marshall&lt;/a&gt; e tendo o Presidente do Conselho manifestado ostensivas reticências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cita quem soube o que relatava: «Alguns ministros, mais directamente ligados ao fomento, inclinar-se-iam para aceitar a aplicação do Plano Marshall ao país. Salazar segue, no entanto, um ponto de vista diverso. Tem o chefe do governo suspeitas dos objectivos americanos: receia que a penetração dos Estados Unidos no sentido da Europa constitua, mais do que um auxílio a esta, um desígnio imperial de Washington; teme que uma preponderância económica e financeira americana no Ocidente europeu seja apenas uma forma de acesso às posições europeias no continente africano; e apavora-o a ideia de que a vulnerabilidade das estruturas portuguesas possa tornar estas presa fácil de um credor poderoso, que para mais se julga predestinado ao exercício da hegemonia global».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem tudo &lt;a href="http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223377809U6sZF1oa6Pr69UQ4.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;, para quem quiser mais do que chavões e sobre-simplificações maniqueístas dessa falsificação a que alguns chamam de "História Contemporânea".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ante esta aguda compreensão sobre os objectivos imperialistas da "ajuda" e a relutância em aceitá-la, e o seguidismo com que nos integrámos na Europa do FEDER, é caso para concluir como regredimos em inteligência e nos agachámos em dignidade. Com os resultados agora à vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3502400252819867970?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3502400252819867970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3502400252819867970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/11/europa-do-feder.html' title='A Europa do FEDER'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3ZWlAymhRwE/TtPKYbl0qrI/AAAAAAAABGo/y3Jfe9ovemU/s72-c/europeplanmarshallposte.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2779368504890746166</id><published>2011-11-20T18:10:00.002Z</published><updated>2011-11-20T18:12:54.333Z</updated><title type='text'>Os dias da rádio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-g-k3NiZSlAc/TslCHa4puYI/AAAAAAAABC0/dqFr_BfZjVo/s1600/dx26.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-g-k3NiZSlAc/TslCHa4puYI/AAAAAAAABC0/dqFr_BfZjVo/s400/dx26.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevi neste &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; um texto que me surpreendeu pela divulgação que conheceu. Chamei-lhe &lt;i&gt;A Trapeira do Job&lt;/i&gt;. Talvez por ter ido de encontro ao sentimento de frustração, revolta, desânimo de tantos portugueses andou de mão em mão. O texto está &lt;a href="http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/trapeira-do-job.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um texto saudosista, talvez, mas um convite a que tivéssemos saudades do futuro. Um texto que me fez pensar, eu que fui o seu primeiro leitor, os caminhos por onde tenho trilhado mais os meus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gentileza da Dina Maria da &lt;i&gt;Rádio Sempre&lt;/i&gt; permitiu que pudesse ser não lido mas ouvido &lt;a href="http://www.radiosempre.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=912%3Aa-trapeira-de-job&amp;amp;catid=33%3Aemissoes-especiais&amp;amp;Itemid=164"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A rádio foi parte da minha infância e companhia em tantas horas. Ao sentimento de gratidão juntou-se a memória de um tempo feliz. Tinha-o escrito &lt;a href="http://apostarestante.blogspot.com/2008/07/o-rdio-clube.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2779368504890746166?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2779368504890746166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2779368504890746166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/11/os-dias-da-radio.html' title='Os dias da rádio'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-g-k3NiZSlAc/TslCHa4puYI/AAAAAAAABC0/dqFr_BfZjVo/s72-c/dx26.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-7001295716046566137</id><published>2011-11-18T21:16:00.001Z</published><updated>2011-11-18T21:18:33.771Z</updated><title type='text'>Das Kapital!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bqmd6-6KJ7g/TsbKeDimC8I/AAAAAAAABB8/f5jXEritQAs/s1600/marx-eng6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://1.bp.blogspot.com/-bqmd6-6KJ7g/TsbKeDimC8I/AAAAAAAABB8/f5jXEritQAs/s400/marx-eng6.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A democracia que gerou os Berlusconi deste mundo entregou, no dizer de hoje de Zapatero, o poder ao Conselho Europeu e ao Banco Central Europeu. A Itália e a Grécia têm, por isso, governos nomeados pelo capital, que nenhuma urna legitimou. Tecnocratas dos credores para garantir que os devedores possam pagar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo é incerto. Como David Rosenberg disse, a volatilidade dos mercados é tal que a situação inverte-se em seis horas e meia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Idílico, António José Seguro, clama ainda por uma Europa da economia e não apenas monetária, como se neste momento a economia não estivesse a ser esganada pela política fiscal ao serviço das finanças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto porque a acumulação do capital leva  à crise endémica do capitalismo. Marx estava certo no diagnóstico,  Lénine profundamente errado nas ilações. Por alguma razão o plutocrata  Engels financiou o autor de &lt;i&gt;Das Kapital&lt;/i&gt;. O marxismo que gerou a defunta Rússia soviética explica a moribunda Europa alemã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-7001295716046566137?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7001295716046566137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7001295716046566137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/11/das-kapital.html' title='Das Kapital!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bqmd6-6KJ7g/TsbKeDimC8I/AAAAAAAABB8/f5jXEritQAs/s72-c/marx-eng6.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1749873032834647562</id><published>2011-11-10T23:59:00.002Z</published><updated>2011-11-11T00:05:06.534Z</updated><title type='text'>O homem do Campo Pequeno</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-x3qJx5ldfCY/Trxj-tA3eiI/AAAAAAAAA_s/wnY7bnR9oGw/s1600/otelo.prp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-x3qJx5ldfCY/Trxj-tA3eiI/AAAAAAAAA_s/wnY7bnR9oGw/s400/otelo.prp.jpg" width="323" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um antigo professor de ginástica da Legião Portuguesa que se converteu primeiro à causa democrática que deu na Revolução de Abril de 1974 e depois depois no chefe da tirania do COPCON [e depois disso é melhor ficarmos calados quanto ao que foi a sua vida], veio agora fazer apelo a uma outra Revolução.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem esteja escandalizado. Eu não. A biografia cómica deste homem é a História trágica do País.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que, quando confrontado com ter dado as ditas aulas de ginástica a uma Legião que fora criada em 1936 para combater os «comunistas» e à pala disso tudo quanto era oposição a Salazar, Otelo Saraiva de Carvalho defendeu-se que o tinha feito pelo dinheiro que assim ganhava e de que precisava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A barca do venha a nós em que a Legião se transformara, apodrecido que estava o regime do Estado Novo, e que ele assim serviu mercenariamente, fez-lhe nascer o espírito de revolta e assim nasceu um revolucionário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A História repete-se sempre duas vezes. Hoje Otelo lembra que Portugal precisa de Salazar e de uma Revolução, afinal, os dois pilares que o elevaram ao Panteão do Poder. São saudades do que foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vindo isto da sua boca nem chega a fazer pena. Coitadinhos foi dos que o idolatraram, pensando que com o caminho que ele abriu e com o que se seguiu haveria um 25 de Abril que não retornaria ao 28 de Maio. Uma tourada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1749873032834647562?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1749873032834647562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1749873032834647562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/11/o-homem-do-campo-pequeno.html' title='O homem do Campo Pequeno'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-x3qJx5ldfCY/Trxj-tA3eiI/AAAAAAAAA_s/wnY7bnR9oGw/s72-c/otelo.prp.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3144176488754360198</id><published>2011-11-06T10:01:00.003Z</published><updated>2011-11-06T10:07:30.181Z</updated><title type='text'>Portugal tem medo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É as pessoas terem perdido a esperança de que Portugal pode mudar a partir do interior dos partidos. É as pessoas não acreditarem que os partidos possam mudar a partir de dentro de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É as pessoas referendarem em eleições por uma cruzinha num cartão pessoas que não escolheram, como quem num restaurante come o que a lista lhe oferece e tem sido sempre o «prato do dia» em todas as refeições, votarem nos nomes, cada vez piores, que lhes são apresentados pelos que dos partidos se apoderaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É o acto eleitoral ser um negócio pelo qual vendo o meu voto em troca de não querer saber mais da causa pública, salvo para me lamuriar e ficar inerte, com excepção, para alguns, dos dias de greve e de manif.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É ver-mo-los chegar à política com uma mão atrás e outra à frente, vagas de desconhecidos, treparem esses vultos através das velhacarias em que os aparelhos dos partidos do governo se tornaram, e uns tempos depois, publicitados, travestidos pelo "marketing", aí estão cheios como odres ou em santuários de bom viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É ninguém ter votado que se aceitassem a aniquilação da nossa agricultura e, corruptos, aceitámos, submissos, da Europa do capital o seu dinheiro para a destruir, mais a frota pesqueira, mais a capacidade de produzir até o que comemos e hoje vivermos do calote e do fiado, iludidos uns que era a modernidade que assim chegava, a da tecnocracia post-moderna a este cantinho nosso de labregos, e mais do que certos outros de que o dinheiro para a formação e para a reconversão tecnológica daria para uns anos de desbunda privada e ostentação pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É uma pessoa escrever isto e haver quem receie que lhe chamem fascista e se ter criado um clima oculto de intimidação pelo qual se aluga o silêncio e se compra a complacência e ser mais barato fazer de conta e sobretudo mais rendoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É estarmos em República a ser governados pela «troika» estrangeira, como na Monarquia pelos Filipes espanhóis e já não comemorarmos o 25 de Abril e ainda não ter chegado quem queira um 1640.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É ter-se enterrado com os Fernando Nobre a ilusão de que nas AMI's deste mundo ainda haveria um resto de gente que se podia organizar e tirar este país do estado comatoso em que se encontrava, até se ter descoberto que, afinal, era mais um, a mesma ambição pessoal, a mesma incapacidade de agir, a mesma derrocada moral, o mesmo desânimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É que os que podiam pegar nas armas do combate contra os que a puseram na viela escusa da má fama, em nome da democracia suicidarem-se com essas armas, por vergonha, por desespero, por já não aguentarmos mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos um povo de suicidas escreveu Unamuno e conheceu-nos como a Manuel Laranjeira, outro que acabou consigo, como se matou Antero de Quental com um tiro e Alexandre Herculano ao exilar-se. Somos de facto: lentamente rende-mo-nos à morte lenta, ao doce veneno de nos vermos à noite a morrer, em directo e na TV.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem o que é o fim da democracia? É a democracia ter-se, afinal, tornado, através da farsa do voto, uma forma de reorganização mundial do capital à conta de quem trabalha. Entre o euro e o dólar, nos subterrâneos das praças financeiras, eis aí o combate nos esgotos pelo verdadeiro poder.&lt;br /&gt;Ao longe, a milenária China espera o seu momento para nos vender como nas lojas de trezentos. Mais perto, os Árabes que, em nome da Cristandade chacinámos pelas Cruzadas, anseiam o momento da vingança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, ante a liturgia da falência e seus coveiros, no cortejo funerário da miséria, reina um silêncio profundo, o silêncio dos cemitérios. Portugal tem medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3144176488754360198?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3144176488754360198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3144176488754360198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/11/portugal-tem-medo.html' title='Portugal tem medo!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2156541615684932157</id><published>2011-10-25T09:23:00.000+01:00</published><updated>2011-10-25T09:23:25.992+01:00</updated><title type='text'>A teoria do cano roto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MOLIHTr95UE/TqZxvehZL8I/AAAAAAAAA6w/pOtufqI43mA/s1600/ferrari.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://3.bp.blogspot.com/-MOLIHTr95UE/TqZxvehZL8I/AAAAAAAAA6w/pOtufqI43mA/s400/ferrari.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digam-me que não somos um mundo de loucos à solta? Permitimos o fabrico, a publicidade, o comércio de automóveis que na quase totalidade atingem mais de duzentos quilómetros horas. O que não é permitido em circunstância alguma. Depois para controlar os excessos de velocidade mobilizamos recursos humanos [polícias, magistrados, funcionários], técnicos [placas de sinalização, radares], legais, e tudo isso custa uma fortuna aos contribuintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não seria mais fácil e mais barato pura e simplesmente proibir tais carros, metendo na cadeia quem os fabricasse ou adaptasse para tais velocidades, e apreendendo-lhes o brinquedo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem pense que seria uma violência. Assim como está é que está bem! Entre mortos e feridos por excesso de velocidade, cujas vítimas os tribunais indemnizam ao desbarato, combustível desperdiçado, o Estado lucra com impostos e perde-o na despesa. É a teoria do cano roto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2156541615684932157?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2156541615684932157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2156541615684932157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/teoria-do-cano-roto.html' title='A teoria do cano roto'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MOLIHTr95UE/TqZxvehZL8I/AAAAAAAAA6w/pOtufqI43mA/s72-c/ferrari.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5922055974645592860</id><published>2011-10-23T10:26:00.001+01:00</published><updated>2011-10-23T10:29:31.193+01:00</updated><title type='text'>A faísca e o incêndio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, foi a mão de obra clandestina que importámos para as grandes obras do cavaquismo e que tinham de estar prontas a tempo dos calendários políticos de inauguração e digo Cavaco sim, porque parece que este que está em Belém não se lembra que é o mesmo que esteve em São Bento. Milhares de homens, desenraizados, sem família, negros, eslavos, não importa de onde, tudo gente para o trabalho braçal, a viverem sem mulher, sem o aconchego de um lar, em trabalhos duríssimos, habitando na degradação da periferia. Gente que acumulou ressentimentos, que construíram o luxo para os outros vivendo na miséria própria, que criou o seu "ghetto", pelos bairros que são hoje barris de pólvora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, foi o coração generoso de António Guterres a criar o rendimento mínimo garantido, e a viverem dele, e a continuarem a viver dele, além dos que realmente precisam - e tantos milhares são de uma, pobreza afrontosa - , uma camarilha de exploradores, muitos marginais mesmo, a compensarem aquele vencimento certo com uns "biscates" de quando em vez e umas malfeitoriais sempre que podiam. Gente que se habituou a não trabalhar, a poder ficar manhãs até tarde na cama, a gozar de noitadas. E que agora,ao saberem pelas notícias que o que era doce acabou-se vai entrar no bom e no bonito da ressaca e com ela na violência, porque os hábitos de trabalho foram-se com o regabofe que a permissividade do Estado Social foi consentindo. A que se juntaram os que usaram e abusaram do subsídio de desemprego porque nunca encontravam emprego por não quererem encontrar emprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim as mulas de carga do sistema, que alombaram com o trabalho de que saiu o que o País produziu, a sacrificarem-se para além das horas em empregos insuportáveis, a saírem estafados de um turno para entrarem noutro para que houvesse em casa mais pão, a aceitarem trocas para receberem mais algum, os que ainda tinham um "extra" ao sábado e ao domingo, gente que cozia roupa para as grandes superfícies, que fazia limpezas fora do horário nos empregos e noitada em segurança, os que davam explicações depois das aulas, os que se agarravam doze e catorze horas a um táxi. Gente que mesmo assim se endividou, gente que vai agora para o olho da rua por causa da gestão danosa de quem esteve no poder, gente que vive no terror de não poder pagar a casa, gente que já não paga a escola dos filhos, gente que, mesmo no come-em-pé se fica por uma sopa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei onde, não sei quando, bastará uma faísca para que um incêndio consuma o País no Inverno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leio na impressa que o coronel Vasco Lourenço pede aos militares se coloquem ao lado do povo no caso de uma alteração da ordem pública. Dir-se-à que é um sinal, ou uma sugestão, ou um aproveitamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei que militares temos ainda num País que terá mais oficiais do que soldados. E se os militares não foram entretanto capados pelos civis e hoje não são apenas o Exército da indiferença, travando a batalha de naval nas repartições ociosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei sim o povo que temos. E sinto que a revolta está na ordem do dia. Não a das manifestações de rua da greve geral que o aparelho da CGTP e os &lt;i&gt;apparatchicks&lt;/i&gt; do PCP conseguem ainda enquadrar, a bem da ordem pública e do sistema, mas a revolta sem partido nem ideologia, a revolta que é a mais que a de extremismos políticos, a revolta sem política e contra tudo, a explosão pura do já não aguentar mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O melhor sinal, o mais audível, veio da Igreja. Tem-lhe cabido apontar o Mundo como sacrifício e o Céu como promessa e oferecer rezas e novenas como método, cuidando, através das Misericórdias, dos mais urgentemente necessitados. Ora são da Igreja as vozes de onde surge o alerta. Quando o Patriarcado já não acredita em milagres, talvez não haja Virgem de Fátima que nos valha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei em que dia nem como nem porquê. Mas ou o Governo pára e pensa que está a ir para além do que lhe é permitido ao carregar nos que mais precisam e ao apoucar-nos continuando a abrir excepções em favor dos mesmos de sempre ou isto acaba mal. Muito mal mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5922055974645592860?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5922055974645592860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5922055974645592860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/faisca-e-o-incendio.html' title='A faísca e o incêndio'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4514875813599646394</id><published>2011-10-22T13:39:00.002+01:00</published><updated>2011-10-22T14:30:19.098+01:00</updated><title type='text'>Alemanha: entre o ressentimento e a dependência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vo2yGsiCXow/TqK5LwTL_9I/AAAAAAAAA6I/6rcmoN27bXk/s1600/tratado+de+versalhes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://4.bp.blogspot.com/-vo2yGsiCXow/TqK5LwTL_9I/AAAAAAAAA6I/6rcmoN27bXk/s400/tratado+de+versalhes.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas as pessoas esquecem, ao avaliar hoje a psicologia do povo alemão, as imposições a que sujeitaram os alemães, em 1919, com o &lt;b&gt;Tratado de Versalhes&lt;/b&gt;, nomeadamente o pagamento aos países vencedores, principalmente à França e à Inglaterra, uma indemnização pelos prejuízos causados durante a guerra, no valor de &lt;b&gt;269 bilhões de marco&lt;/b&gt;s? Se esquecem, é só lerem &lt;a href="http://avalon.law.yale.edu/imt/partviii.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://avalon.law.yale.edu/imt/partix.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas esquecem em que medida esse opróbio gerou um sentimento de revolta que é uma das géneses do nazismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas esquecem que foi o dinheiro americano do &lt;b&gt;Plano Marshall&lt;/b&gt; [&lt;b&gt;1,448 milhões de dólares&lt;/b&gt;,  entre 1948 e 1951, valor à época] que permitiu a reconstrução alemã e da Europa em geral?&lt;br /&gt;Mas as pessoas são amnésicas ou incultas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre o ressentimento face aos outros europeus e a dependência face aos americanos, eis a Alemanha, esse animal encurralado em busca do seu espaço vital, maior em ambição e capacidade do que o espaço territorial onde nasceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4514875813599646394?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4514875813599646394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4514875813599646394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/alemanha-entre-o-ressentimento-e.html' title='Alemanha: entre o ressentimento e a dependência'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vo2yGsiCXow/TqK5LwTL_9I/AAAAAAAAA6I/6rcmoN27bXk/s72-c/tratado+de+versalhes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1549567686152152302</id><published>2011-10-20T20:04:00.002+01:00</published><updated>2011-10-20T23:48:17.284+01:00</updated><title type='text'>A trapeira do Job</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um &lt;i&gt;gadgets&lt;/i&gt; e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de &lt;i&gt;pedigree&lt;/i&gt; viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em &lt;i&gt;couché&lt;/i&gt; os feios a serem bonitos, à conta de &lt;i&gt;spas&lt;/i&gt; e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a &lt;i&gt;beautiful people&lt;/i&gt; era o símbolo de &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; como a língua nos cães para a sua raça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram anos em que o campo se tornou num imenso &lt;i&gt;ressort&lt;/i&gt; de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o &lt;i&gt;coktail party&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;rave&lt;/i&gt;. Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade, vindos dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e, às vezes, nem obrigado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente.&lt;br /&gt;Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação substituía os cavalos-força da maquinaria industrial pelos &lt;i&gt;megabytes&lt;/i&gt; de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho ungénito e mais uma trinitária pomba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora disto, os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista, trocado pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o &lt;i&gt;New Yorker&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois, que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao &lt;i&gt;leasing&lt;/i&gt;, ao &lt;i&gt;renting&lt;/i&gt; ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vender-mo-nos ao dinheiro, enforcar-mo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazear arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o mando, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos nisto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este fim de semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura em Bizâncio discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1549567686152152302?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1549567686152152302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1549567686152152302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/trapeira-do-job.html' title='A trapeira do Job'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3276665262599492715</id><published>2011-10-15T21:25:00.006+01:00</published><updated>2011-10-15T22:42:49.151+01:00</updated><title type='text'>Bon chic, bon genre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WBY4pq4LUcA/Tpnq4ZblvOI/AAAAAAAAA3Q/9ZuIZ1H7Zhk/s1600/vasco%252Bpulido%252Bvalente%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://1.bp.blogspot.com/-WBY4pq4LUcA/Tpnq4ZblvOI/AAAAAAAAA3Q/9ZuIZ1H7Zhk/s400/vasco%252Bpulido%252Bvalente%255B1%255D.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que o homem me irrita. E confesso que ainda mais me irrita a corte de quantos o deificam, nele vêem o Catão das virtudes, o Moralista por excelência, o Polícia dos costumes. E acreditam que o dizer mal de tudo decorre de uma pureza de alma e de uma coerência de carácter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é só ele. Há pelo País uma pleiade façanhuda de gente mal disposta e mal encarada que, por um lado, têm sempre opinião sobre todas as coisas e, segundo, se julgam o relicário das virtudes. E com lugar cativo na imprensa, doutorais e papais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia passo-me e conto a história pregressa do Vasco Pulido Valente Correia Guedes. Do que fez para chegar a assistente de Económicas. E do mais e quanto tudo isso foi de vergonhoso e como foi a história de uma ambição feita método.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dir-se-à que isso que eu contar foram estouvadices do seu passado juvenil, como o deveria mencionar a testemunha abonatória que então indicou à PIDE/DGS, nos autos ali abertos, a seu pedido, e chamados de &lt;i&gt;revisão&lt;/i&gt;, o Dr. António Martinha, dos Serviços de Censura, colega na mesma do &lt;i&gt;pide&lt;/i&gt; António Barbieri Cardoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não! É que houve quem, nesses anos de chumbo, comeu o pão que o Diabo amassou e foi expulsa da Universidade e corrida de empregos públicos e até na privada se lhe fecharam as portas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente que aguentou firme, não delatou, não jurou fidelidade à Constituição de 1933, não traiu. Gente da classe média que ele hoje despreza, com a sua arrogância patrícia de &lt;i&gt;bon chic bon genre&lt;/i&gt;, como se lê na sua crónica de hoje no jornal &lt;i&gt;Público&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A farsa do diletantismo é o circo das democracias caducas. Nela há duas regras de vida: o epicurismo burguês e o desprezo pela criadagem. Que eles, os &lt;i&gt;snobs&lt;/i&gt; malcriados, acham somos todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detesto falar de pessoas. No caso falo de uma encenação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3276665262599492715?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3276665262599492715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3276665262599492715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/bon-chic-bon-genre.html' title='Bon chic, bon genre'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WBY4pq4LUcA/Tpnq4ZblvOI/AAAAAAAAA3Q/9ZuIZ1H7Zhk/s72-c/vasco%252Bpulido%252Bvalente%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3576385700736537975</id><published>2011-10-15T11:43:00.000+01:00</published><updated>2011-10-15T11:43:53.194+01:00</updated><title type='text'>O Estado e a Revolução</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IMqCn0dqjP0/Tplj2S-vL1I/AAAAAAAAA2g/Jy5Z62-mjRk/s1600/classe+m%25C3%25A9dia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="346" src="http://1.bp.blogspot.com/-IMqCn0dqjP0/Tplj2S-vL1I/AAAAAAAAA2g/Jy5Z62-mjRk/s400/classe+m%25C3%25A9dia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encostada à parede, a classe média é o terreno fértil onde pode florescer a semente do revanchismo autoritário. Foi assim que surgiu nos anos vinte o totalitarismo ateu alemão, o fascismo concordatário italiano e a rural ditadura católica salazarista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há nela, a pequena burguesia, o desprezo pela plutocracia argentária e o arrogância face ao operariado bolchevista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de excluir que a revolta surja daí, partindo-se o País pelo seu elo mais fraco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, obediente à &lt;i&gt;troika&lt;/i&gt; o Governo eximiu-se de carregar no capital, por pensar que a crise financeira se resolve com a acumulação do capital. Por muito que tenha errado, o marxismo já tinha demonstrado que era o inverso. Ontem o primeiro-ministro mostrou quem vai ser sangrado para que esse capital se encontre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ademais Portugal é uma Nação governada por funcionários endividados e administrada por políticos que são funcionários dos credores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo junto, basta uma faísca não importa em que Grécia, ou uma primeira rixa de rua, a revolta torna-se em insurreição.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3576385700736537975?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3576385700736537975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3576385700736537975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/10/o-estado-e-revolucao.html' title='O Estado e a Revolução'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IMqCn0dqjP0/Tplj2S-vL1I/AAAAAAAAA2g/Jy5Z62-mjRk/s72-c/classe+m%25C3%25A9dia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6506355125705203691</id><published>2011-09-26T23:11:00.000+01:00</published><updated>2011-09-26T23:11:09.115+01:00</updated><title type='text'>A cavalo dado...</title><content type='html'>Estará aqui a solução. Ou pelo menos um esforço para o encontrar. Vinda dos States, como o Plano Marshall. Uma mistura de globalização, monetarismo, aforro e tudo em doses cavalares. Temos visto cavalos com ideias bem piores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/vAN_4wgm9t8" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6506355125705203691?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6506355125705203691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6506355125705203691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/09/cavalo-dado.html' title='A cavalo dado...'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/vAN_4wgm9t8/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5719289124521924706</id><published>2011-09-24T09:21:00.001+01:00</published><updated>2011-09-24T09:21:41.554+01:00</updated><title type='text'>Os dilectos "filhos do povo"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GfHGyLKkpFQ/Tn2RrRJMcHI/AAAAAAAAA1k/wcSWl6Cdou0/s1600/DuraoBarroso+17.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-GfHGyLKkpFQ/Tn2RrRJMcHI/AAAAAAAAA1k/wcSWl6Cdou0/s400/DuraoBarroso+17.jpg" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se, neste momento em que a&amp;nbsp; Eurolândia se desmorona, Durão Barroso, um radical de que os americanos se serviram para, através do MRPP, combaterem o marxismo em Portugal, for o amigo útil ao &lt;i&gt;tio Sam&lt;/i&gt; em Bruxelas, deverá pensar olhando para o "tigre de papel" que é o capitalismo a arder, tal como o Presidente Mao, seu líder espiritual:&amp;nbsp; «devemos apoiar tudo que o inimigo combate, e combater tudo o que o inimigo apoia».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ler o livro de Henry Kissinger, a amoralidade feita política de ping-pong...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O seu pensamento aos dezassete anos torna-se acção aos cinquenta e cinco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5719289124521924706?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5719289124521924706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5719289124521924706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/09/os-dilectos-filhos-do-povo.html' title='Os dilectos &quot;filhos do povo&quot;'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GfHGyLKkpFQ/Tn2RrRJMcHI/AAAAAAAAA1k/wcSWl6Cdou0/s72-c/DuraoBarroso+17.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5749938690262709910</id><published>2011-09-20T18:43:00.002+01:00</published><updated>2011-09-20T19:24:59.839+01:00</updated><title type='text'>A rumba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gastou-se, esbanjou-se, "à tripa forra". O Estado e os particulares. A Administração central, a local e a regional. Fizeram-se estádios de futebol, poli-desportivos, rotundas, centros culturais. Viveu-se do cartão de crédito, do compre já e pague depois, das férias no Verão que pagará no Natal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os políticos sabiam e queriam. As entidades de supervisão, de fiscalização, de investigação, sabiam e deixavam. Dava para todos. Os do costume alombavam com a carga da poupança, do pagamento a tempo e horas, com o que ainda se produzia, bestas de carga de um país de tantos burgueses anafados e muitos operários aburguesados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando um fazia de bombo da festa nos tribunais ou nos jornais, para que a festa continuasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vaca leiteira da CEE alimentou o sistema, a grande teta da política e dos partidos do governo, os empresários "da formação profissional", os "agricultores do monte alentejano mais o jeep", as micro-empresas de coisíssima nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal tornou-se "gourmet", epicurista, inventou-se um "Allgarve" alarve. Uma geração de "yupees" tecnocráticos tomou conta da economia virtual, do mundo novo em rede, das finanças e da bolsa. O velho mundo do real e do tangível sujava demasiado as mãos. Tornou-se tudo capa de revista em papel "couché". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois foi a ressaca da bebedeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro as famílias endividadas até não poderem mais; agora é o Estado falido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O País que se decapitou na capacidade de produção por se ter corrompido à Eurolândia é o mesmo País que sustenta hordas de chulos a viverem do erário público, alegando tudo menos vontade de trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só faltava a imoralidade. Eis a hora. Rendido à agiotagem, pela administração danosa, o Estado mostra agora que&amp;nbsp; aldrabão é, porque escondeu calotes, ocultou a realidade da sua falência, mesmo na hora de negociar com os onzeneiros tenta fingir que não está tão endividado.&amp;nbsp; O último primeiro-ministro mentiu até rebentar, o actual tenta que acreditemos que só agora os que o rodeiam sabiam a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o tempo da borrasca e da rixa, o "chic" a dar em tasca. A maior parte dos que cá andavam, jogam-se, porém, para fora da taberna. São todos inocentes, porque não sabiam. São todos inocentes porque foi o partido do outro. São todos inocentes porque era no tempo da anterior direcção do seu partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alberto João Jardim, esse, faz de Rei Momo, o seu papel preferido. Pergunta porque não lhe perdoam já que perdoaram às colónias. O nosso complexo ante a sua insularidade é o mesmo complexo ante as colónias, o receio de não querermos parecer colonialistas. Dele, como das autoridades das ex-colónias ouvimos tudo, no mínimo enxovalhos e insultos. Com a diferença: nas colónias andámos aos tiros contra eles, na Madeira, "cubanos" que somos de mentalidade, sustentámos a rumba política&amp;nbsp; e a cachaça eleitoral.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5749938690262709910?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5749938690262709910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5749938690262709910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/09/rumba.html' title='A rumba'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8735335601238546987</id><published>2011-09-06T11:16:00.002+01:00</published><updated>2011-09-06T11:27:45.679+01:00</updated><title type='text'>O Império da Lei</title><content type='html'>São países em que os governos estão sujeitos não só ao controlo parlamentar mas a fiscalização de legalidade pura. Veja-se o que se passa na Alemanha e a ansiedade com que é esperada a decisão do Tribunal Constitucional quanto aos compromissos que o Governo Merkel assume no quadro do seu envolvimento financeiro na crise da União Europeia.&lt;br /&gt;Citando:&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: 22px; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border-width: 0px; font-weight: normal; line-height: 1.6em; margin: 0px; outline-width: 0px; padding: 10px 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;«One week after German Chancellor&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://topics.bloomberg.com/angela-merkel/" style="background-color: transparent; border-width: 0px; color: #0033cc; margin: 0px; outline-width: 0px; padding: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Angela Merkel&lt;/a&gt;’s Cabinet ratified additional measures to combat the euro-area debt crisis, the nation’s top court will rule on whether her government was right to take part in the rescues at all.The Federal Constitutional Court in Karlsruhe will issue a ruling on last year’s bail-out packages tomorrow. While anxiously anticipated by lawmakers and scholars, investors believe the judges are likely to rubber-stamp German participation in the bailouts, said Kai Schaffelhuber, a capital markets lawyer at Allen &amp;amp; Overy LLP in&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://topics.bloomberg.com/frankfurt/" style="background-color: transparent; border-width: 0px; color: #0033cc; margin: 0px; outline-width: 0px; padding: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Frankfurt&lt;/a&gt;.» Toda a história &lt;a href="http://www.bloomberg.com/news/2011-09-05/german-euro-rescue-ruling-will-focus-on-yesterday-s-chapter-.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Situações que dificilmente se imaginariam aqui onde o Governo goza de um estado de complacência tradicional face ao controlo jurisdicional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8735335601238546987?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8735335601238546987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8735335601238546987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/09/o-imperio-da-lei.html' title='O Império da Lei'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3045418879461367271</id><published>2011-08-23T12:31:00.000+01:00</published><updated>2011-08-23T12:31:44.509+01:00</updated><title type='text'>E esta hein?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um destes dias ouvi na rádio uma entrevista em que o entrevistado contava como é que Salazar, curioso que estava ante a personalidade de Agostinho da Silva, na altura exilado no Brasil, arranjou um modo clandestino, à revelia da PIDE (sic), combinado com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Nogueira, para que o exilado professor visitasse o País.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o entrevistado a coisa só não resultou porque, ao chegar ao aeroporto, Agostinho da Silva foi preso pela PIDE, que não saberia dos secretos manejos a alto nível. E, ante esse inesperado facto, Franco Nogueira, em traje cerimonioso de &lt;i&gt;soirée&lt;/i&gt;, pois estava num banquete oficial na Ajuda, lá teve de ir ao aeroporto tentar remediar a situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntou o entrevistador, da &lt;i&gt;Antena 2&lt;/i&gt;: «e o professor foi recebido por Salazar?». Esclareceu o entrevistado: «não, porque depois do que sucedeu com a PIDE já não seria possível...foi recebido sim pelo ministro Franco Nogueira...».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que pensar disto tudo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que é mentira, uma inventona, dirão!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que o entrevistado cita a fonte: foi o próprio Franco Nogueira quem lho contou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E claro que o entrevistado tem escrito livros sobre Salazar, que têm sido recebidos com muita bonomia pela própria esquerda política, &lt;i&gt;et pour cause&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E claro que o entrevistado sabe do que fala, porque sendo da terra da Dona Maria, a lendária governanta do Presidente do Conselho de Ministros, ia a São Bento amiúde até para explicar ao homem de Santa Comba como ia a agricultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, esquecia-me, o entrevistado chama-se Fernando Dacosta, jornalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ante isto, como diria o Fernando Pessa: «e esta hein?»&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3045418879461367271?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3045418879461367271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3045418879461367271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/08/e-esta-hein.html' title='E esta hein?'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8899415660747210417</id><published>2011-08-16T21:30:00.001+01:00</published><updated>2011-08-16T21:34:34.578+01:00</updated><title type='text'>A hora da indecência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«É roupa usada mas está em bom estado», dizia-se do lado de cá, pensando que, por ser um lar de freiras que recolhiam idosos estariam imbuídas do sentimento da caridade e porque há pobreza em Portugal e pouco quem pense nela. Cruel engano. Ríspida, a resposta cortou cerce a ilusão: «Se for um saco ou dois, está bem, mais não!». E para que não houvesse dúvida de que a antipatia da voz correspondia à antipatia da atitude, atalhou «e vejam lá se aparecem a horas decentes», querendo dizer com a noção de decência antes das oito da noite!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! que ira cristã, a mesma do próprio Cristo quando empunhou o azorrague contra os vendilhões no Templo, ele que era o arauto da religião dos mansos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vergonha e indecência! Se alguém conhecer quem precise e queira, porque é roupa usada mas em bom estado e vamos a horas decentes e entregamos no local. E entregaremos a quem disser representar o Diabo porque destas representantes de Deus estará o Inferno cheio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8899415660747210417?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8899415660747210417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8899415660747210417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/08/hora-da-indecencia.html' title='A hora da indecência'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3863600136299795240</id><published>2011-07-13T17:39:00.000+01:00</published><updated>2011-07-13T17:39:12.115+01:00</updated><title type='text'>O colossal desvio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A política é arte da argumentação. Visa o governo da Nação, através do Estado mas mediante a adesão do Povo. Mesmo quando se impõe o mal a uns há outros que aceitam essa imposição que outros rejeitam sofrer. Mesmo quando se sacrifica uma geração presente parte-se do pressuposto do aplauso da geração futura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até os ditadores não se livram deste contrato social implícito. Para eles é a Pátria ou o próprio Deus a fonte da aquiescência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Por se moverem na arte de argumentação e no domínio da retórica os políticos têm de ter cuidado com as palavras. Manuela Ferreira Leite passou um mau bocado quando sugeriu que a democracia se interrompesse para bem do País. E ela teve de se interromper porque o acordo com a &lt;i&gt;troika&lt;/i&gt; foi firmado fora da anuência parlamentar e apenas referendado &lt;i&gt;a posteriori&lt;/i&gt; indirectamente em eleições. Já a adesão à então CEE aconteceu em tempos como política de facto, puramente governamental, ante um País que imaginava que tal só traria o El Dorado dos subsídios, mesmo à conta do suicídio da mais séria das autonomias, a alimentar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando às palavras. Sabe-se como um ministro perdeu o seu lugar por causa de uma anedota sobre alentejanos, como outro teve o mesmo destino por via da linguagem gestual de cunho taurino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem isto a propósito de Passos Coelho - que pensa que para se ser ouvido multiplicadamenete se deve falar superlativamente - ter lançado para os ares que os do Governo deram conta de um desvio «colossal» nas contas públicas face àquilo que o anterior Governo apregoava, enquanto que Miguel Frasquilho - mais técnico e por isso mais prudente - teve de vir dizer que o desvio «colossal» era, afinal... um «grande» desvio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A oposição começou já o batuque em torno da palavra. Já se clama por explicações, idas ao Parlamento, enfim espectáculo político.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o País que está esfaimado de substantivos vai assistir a mais uma ridícula e essa sim colossal batalha de adjectivos.O primeiro-ministro tem de aprender a ter tento na língua. Já dei comigo a pensar nisso por mais de uma vez. Não é que a minha observação conte. Sou ninguém e não quero ser alguém. É apenas porque, quer no espaço nacional quer na cena internacional, há quem leve as coisas a sério e esteja sobretudo à espera de uma palavra que revele ainda mais o nosso estado comatoso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3863600136299795240?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3863600136299795240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3863600136299795240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/07/o-colossal-desvio.html' title='O colossal desvio'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6706516953503810075</id><published>2011-07-01T04:34:00.000+01:00</published><updated>2011-07-01T04:34:00.490+01:00</updated><title type='text'>Os 50% de verdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sei em que medida é que o Governo cuida da sua própria imagem e da forma como comunica com os cidadãos, meio pelo qual se ganha por vezes uma péssima imagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esta madrugada vejo esta notícia: afinal o subsídio de Natal não será cortado em metade. Apenas será cobrado 50% do valor que excede o salário mínimo nacional. Vem &lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=23057"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que tudo isto é bizarro! Um Governo que sabe que o País começa a viver em alarme permanente. Que deixa que desde líderes de oposição até ao pobre Zé da esquina se angustiem, revoltem, desesperem ao verem o dinheiro com que já contavam - quantas vezes nem para Natal sequer! - a ir-se em metade e só agor, estando a procissão do protesto já no adro é que se lembra de vir esclarecer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuem assim que não vão longe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que das últimas uma: ou era uma falsa notícia e havia que desmenti-la logo no ovo ou então era uma verdade de que o Governo se arrepende e então é melhor terem melhor cabeça para não terem a breve prazo que terem pés para fugir à ira popular.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6706516953503810075?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6706516953503810075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6706516953503810075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/07/os-50-de-verdade.html' title='Os 50% de verdade'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8037821085254471104</id><published>2011-06-25T08:10:00.003+01:00</published><updated>2011-06-25T08:47:00.466+01:00</updated><title type='text'>Governar com os jornais</title><content type='html'>O primeiro-ministro tem de ter muito cuidado com os efeitos mediáticos que cria ou que deixa que se criem. Esta do viajar em turística é um delas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num instante um efeito tornou-se noutro; o primeiro, vantajoso e encorajador, o segundo prejudicial e desmoralizador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soube-se que Passos Coelho viajaria para Bruxelas em turística. Muitos saudaram como um notável exemplo de parcimónia nos gastos e de contenção de despesa, de moralização, afinal, das Finanças do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como os contribuintes estão desconfiados, surgiu logo no instante a insidiosa dúvida: mas viajará sempre doravante em turística?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ante isto, Passos Coelho, que navegava nas águas reconfortantes das boas maneiras, teve de entrar logo à defesa, fazendo explicar que era só na Europa. Naturalmente, porque ninguém supõe que um primeiro-ministro se canse fazendo viagens de longo curso na incómoda cadeira e no confinado espaço do moderno transporte de massas em que o avião se converteu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que, melhor informado de qual era, na verdade, a real economia com este gesto simbólico de poupança, Passos Coelho teve de fazer clarificar que, afinal, do que se tratava era de deixar livre um lugar na executiva, para que a TAP o vendesse e não fosse ocupado pela sua pessoa. Ou N lugares consoante a comitiva... Ou seja, já não era&amp;nbsp;poupar o pagar, porque não pagava, era apenas dar à companhia transportadora a oportunidade de gerir a diferença de preço entre uma classe e outra. Isto é, o gesto tinha mais som do que tom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o difícil&amp;nbsp;estaria para vir. Fonte ligada ao anterior executivo - que não revelou o nome (claro..) - explicaria que, afinal, os do governo não pagavam quando viajavam na TAP. Escândalo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ante isso, Passos Coelho teve de encostar às tábuas do mutismo. O seu gabinete já não prestou declarações. A TAP já não prestou declarações. Pior, um seu assessor veio dizer que não foi o gabinete do PM&amp;nbsp;quem fizera aquela fuga de informação, a inculcar a ideia "a contrario" de que o gabinete faz fugas de informação, o que é confessar um incómodo que ainda vai custar caro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejei a Passos Coelho e ao seu Governo a melhor sorte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louvo aqueles que aceitaram ser Governo nesta tremenda situação. Vão enfrentar a ira popular, sabem que se falharem cai tudo. É um Governo de última oportunidade. &lt;br /&gt;É bom que não estraguem o importante com improvisos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Pedro Passsos Coelho quer agir sobre este tópico há um modo muito simples. Neste caso havia, porque já se estragou metade do que poderia ter sido.&lt;br /&gt;Primeiro, informa-se quanto a quem paga à TAP; no caso de haver quem viaje à borla, legisla e politicamente acaba com o abuso. Em nome da transparência das contas públicas. Para que a arruinada TAP receba por todo o serviço que presta, para que o Estado pague toda a despesa que cria.&lt;br /&gt;No mesmo instante, estabelece critérios gerais quanto a quem tem direito a viajar em que classe. Porque é ridículo o primeiro-ministro viajar em turística e na executiva irem directores-gerais e gente das empresas públicas. No mesmo avião em que vão familiares de pessoal da TAP à borla.&lt;br /&gt;E, enfim, quando falar ao País, o País percebe que não é um gesto é toda uma&amp;nbsp;atitude que mudou e de que o primeiro-ministro é o primeiro exemplo: mais verdade nas finanças, mais restrição na despesa, mais moralidade no Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na política não basta ter boas intenções é preciso saber pô-las em prática. Quando usamos os jornais para Governar, é bom que se saiba que é um mundo de papel em que se arde muito depressa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8037821085254471104?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8037821085254471104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8037821085254471104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/06/governar-com-os-jornais.html' title='Governar com os jornais'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5799426033092729696</id><published>2011-06-19T19:12:00.001+01:00</published><updated>2011-06-19T19:14:55.088+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem num colóquio ouvi da boca de um jornalista: se funcionasse apenas a lógica do mercado muitos jornais fechavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que houve tempos em que, imperando ideias socializantes, havia imprensa estatizada como o "Diário de Notícias". A situação era a mesma. Nesses conturbados tempos um membro do Governo com funções para [ou contra a - , como diziam os seus detractores] Comunicação Social entrou no gabinete do do seu ministro, um dia, esbaforido, perlado de subor e de tartamudices verbais fruto da aflição porque «os tipógrafos, em greve, recusam-se a imprimir o jornal». «Óptimo», disse o tigrino ministro, cuja frieza de ideias cumulava um coração piedoso para com as vítimas dos seus interesses, «quanto menos sair menos prejuízo dá».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aplicado a muito do País, funcionasse o mercado, amanhã fecharia a Carris e tudo quanto é transportes, incluindo a CP. Talvez se fechasse mesmo o Estado para poupar a Nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando aos jornais a pergunta que se justifica é: se em termos de mercado dão prejuízo mas não fecham, quem sustenta o vício? E sobretudo porquê ou para quê? Ninguém perguntou. Acho que as pessoas sabem mais do que parece. Os silêncios são eloquentes. &lt;br /&gt;Há, por isso, um jornal, que vai aceitando de embarda anúncios das meninas que prestam serviços íntimos. Não é porque o dinheiro delas, vindo da&amp;nbsp;tristeza de vender alegria,&amp;nbsp;estimule, é porque, naquele que já foi um jornal de referência, a sua companhia já não choca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5799426033092729696?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5799426033092729696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5799426033092729696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/06/ontem-num-coloquio-ouvi-da-boca-de-um.html' title=''/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2194080180897624967</id><published>2011-06-17T19:53:00.000+01:00</published><updated>2011-06-17T19:53:28.979+01:00</updated><title type='text'>Oxalá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser-se Governo num momento em que se falham parece que afunda tudo deve ser um sentimento de ansiedade&amp;nbsp;para os próprios e de angústia para o País.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um Governo pode não se gostar deste ou daquele ministro, pode não se gostar de ninguém, pode até não se gostar da ideia de haver um Governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece, porém, que neste momento gravíssimo da vida nacional, tudo parece de repente ter assumido um valor relativo. Há um ambiente geral de contenção. Ajudou o Governo não abranger na sua generalidade estrelas do tablado mediático. Até porque, num momento destes, as ditas estrelas, prudentes, saem de cena, pois não querem queimar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Governo que se anuncia é um Governo claramente para ser queimado vivo. Vão ter de conviver com a execução de medidas que vão gerar a revolta popular. Os verdadeiros desprotegidos vão ficar pior. Os falsos carecidos vão perder o apoio à inércia e a decidirem-se, enfim, a sair da vadiagem subsidiada não encontrarão trabalho. A classe média vai ser esmagada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior: o Governo que se anuncia é um Governo&amp;nbsp;para ser teleguiado pela&amp;nbsp;"troika" e pelo que resta de uma Europa que nos cercou de regulamentos e por causa da qual rebentámos com a agricultura, que nos garantia auto-suficiência, porque a indústria, essa, estoirou por si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso um sentimento íntimo de inquietação. Na política não, porém, estados de alma. É caso para dizer, vindo do fundo do coração: oxalá!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2194080180897624967?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2194080180897624967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2194080180897624967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/06/oxala.html' title='Oxalá'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-9091820980390406373</id><published>2011-06-16T16:16:00.001+01:00</published><updated>2011-06-16T16:27:37.516+01:00</updated><title type='text'>CEJ: zero de conduite!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haver futuros magistrados apanhados a copiar num exame na escola onde estão a ser formados é parte do agarotamento em que caíu a sociedade portuguesa, fruto da infantilização da juventude, a quem política concede direito de voto a as leis o acesso a cargos de autoridade. A escola que os forma não relevar esse desvalor grave de conduta como&amp;nbsp;causa de inidoneidade absoluta para a função para que os prepara, aí está a gravidade maior. Dar dez de nota em vez de zero isso é apenas o sintoma e o sinal. A vilania moral compensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o que tudo isto indicie é a necessidade da vassourada de uma sindicância ao modo como funcionam as instituições. Assim haja&amp;nbsp;força para o fazer com isenção e coragem para cortar a direito. Aos olhos do revoltado povo não são apenas os que copiaram que estão em causa, sim todo o corpo a que pertencem. Para a opinião pública infelizmente "andamos todos ao mesmo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é quando os problemas dão azo a discursos inconsequentes, por mais exaltados que sejam, a concitar simpatia de quem ouve. E isso tem abundado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saturados da miséria moral, saturados também dos demagogos que são pescadores de águas turvas no meio do pântano. Mais dia menos dia vemo-los pelas alcatifas do poder e percebemos quanto a crítica era, afinal, apenas uma forma de trepar pela escadaria domando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um candidato a magistrado que copia viola de modo manhoso a igualdade dos candidatos nesse exame para safar a sua pele. Parece um tudo nada. Um dia quando tiver pela frente um cidadão cujo destino lhe pertença decidir, sem que o perceba&amp;nbsp;julgará julgando-se. A fatiota judiciária será apenas o traje de um baile de máscaras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-9091820980390406373?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/9091820980390406373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/9091820980390406373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/06/cej-zero-de-conduite.html' title='CEJ: zero de conduite!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8606346224913086861</id><published>2011-06-10T09:14:00.003+01:00</published><updated>2011-06-10T09:24:45.543+01:00</updated><title type='text'>A tristonha cerimónia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Aos portugueses endividados, falidos, diminuídos por deverem, a um passo da ousadia de não pagarem, pedem hoje, 10 de Junho,&amp;nbsp;as senhoras autoridades&amp;nbsp;que gostem cerimoniosamente de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Claro que Portugal, não é um país fácil de se gostar e por isso muitos portugueses não gostam: p&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;ara uns, porque é pequeno e já foi grande, para outros, porque tem a mania de que é o maior. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nos portugueses, aquilo com que se embira é com o complexo de inferioridade, e com a mania das grandezas. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Há em nós essa estranha dualidade psicológica. Surge em auras repentinas e dura o tempo de uma discussão de café. Nos intervalos agónicos da crise, vivemos em latente depressão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A nossa maneira portuguesa de ser, não é só a de sermos instáveis, é, sobretudo, de sermos inconstantes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;E &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;depois, os portugueses desapontam-se e surpreendem-se de Portugal. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De Portugal gosta-se do clima, mas os portugueses especializam-se em carpir por causa dele. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De Portugal gosta-se do desenrascanço dos seus naturais, mas os portugueses acham que nada vale a pena. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De Portugal gosta-se dos portugueses, mas os portugueses não gostam de portugueses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Além disso&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;, há a nossa estranha maneira de ver. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Um português típico é o que vê reflexamente, olha-se como que a um espelho, toma a sombra pelo corpo, ri-se do outro, como se não fosse ele. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Os portugueses nunca estão contentes com o que está, estão sempre descontentes com o que são, porque se acham melhores do que o que parecem. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O português olha para si como se visse na rua. Nele, a maledicência é sempre uma forma de auto-crítica. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Envergonhado de ser ele próprio, o português do povo médio foi ainda intimidado pelo português que se julga único a ter vergonha do seu patriotismo. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nesse aspecto, as ideologias são iguais, o internacionalismo proletário tão parecido com a internacional do capital: à esquerda, o português tem medo de dizer Pátria, para não parecer fascista, à direita tem medo de dizer Nação, para não parecer retrógrado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;É nesta colonização mental que temos vivido&amp;nbsp;e é neste baixio que nos atolámos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O português comum, ou emigrou ou é como se tivesse emigrado. Para ele, Portugal é uma chatice, inevitável só por estar no lugar onde nascemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ainda por cima há no português de hoje a fobia da morte da raça lusitana. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Amputado das colónias, encurralado no rectângulo continental, o português residual teme estar em vias de extinção. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Por isso o português se torna ibérico, não vá tornar-se espanhol. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Por isso, se quiz europeu com medo de ficar africano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Não fosse a selecção nacional portuguesa e ninguém gritaria por Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Sucede que a Europa se reduziu à Alemanha e Portugal à sua dívida pública. Envergonhados devedores os portugueses começam agora a ter medo de perder Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nos 10 de Junho a Pátria resumia-se à liturgia medíocre da&amp;nbsp;parada compulsiva de militares obrigatórios e a deprimentes condecorações, tantas&amp;nbsp;a esmo. Uns dias depois os Santos Populares alimentavam o povinho a sardinha e a vinhaça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Hoje não há bebedeira que nos salve da tristeza nem condecoração que dê respeito. O Estado esgotou a Nação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A 10 de Junho celebramos o Camões que não voltou na nau da Índia, o ouro do Brasil enterrado nos&amp;nbsp;Conventos de Mafra ostentatórios da nossa grandiloquência falida. No &lt;em&gt;podium&lt;/em&gt; da celebração está uma&amp;nbsp;regime&amp;nbsp;em dúvida, em suas casas um País em dívida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8606346224913086861?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8606346224913086861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8606346224913086861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/06/tristonha-cerimonia.html' title='A tristonha cerimónia'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3018670379363953170</id><published>2011-06-09T11:42:00.001+01:00</published><updated>2011-06-09T12:05:13.109+01:00</updated><title type='text'>Boa sorte portugueses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos partir de um postulado: o de que, pelas razões de emergência nacional que vivemos, os nossos políticos, desde os que formam Governo aos que estão a preparar a oposição ao mesmo, interiorizaram alguns valores e princípios. E que a vida em Portugal ainda tem esperança de mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro,&amp;nbsp;que os cargos públicos não são benefícios pessoais nem formas de se alcançarem vantagens pessoais e que quem vai para a política não vai desta para melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, que a litigação partidária deve passar para um segundo plano ante a discussão política, a discussão política não deve sobrepor-se aos interesses nacionais, porque o poder não é um jogo de azar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terceiro, que a lógica de coesão e de solidariedade deve prevalecer sobre a afirmação de identidades ideológicas, a existirem,&amp;nbsp;e de particularidades pessoais, que essas existem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos partir de um postulado: o de que aqueles a quem se confiou pelo voto o poder e aqueles a quem o voto confiou o dever de se comportarem como oposição percebem, ante a expressiva abstenção, em que medida há um País que se deixa governar sem querer saber do Governo, tantos por desprezarem governantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma técnica mental, como o botão de "reset" nos computadores. Vamos admitir que qualquer coisa mudou nos que estão no "pau de sebo" do mando e nos que se agarram a eles para os arrearem dali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê? Nem eu sei. Talvez por medo, o de que estamos no limiar do desastre, talvez por esperança, a de nos desejar, a nós os governados, "boa sorte". Bem precisamos dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3018670379363953170?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3018670379363953170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3018670379363953170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/06/boa-sorte-portugueses.html' title='Boa sorte portugueses'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1054195489857869561</id><published>2011-04-25T10:23:00.002+01:00</published><updated>2011-04-25T10:28:15.053+01:00</updated><title type='text'>Portugueses, de pé!</title><content type='html'>Escrevo isto com a tristeza de hoje ser o dia 25 de Abril. Nesse dia, em 1974, por causa da PIDE eu estava em Armas Pesadas de Infantaria no Quartel em Mafra.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime que não garante nem emprego nem futuro à esmagadora maioria dos seus jovens, arrastando-os para a infantil dependência dos pais e para o perpétuo desemprego, um regime em que os jovens machos se imbecilizam com jogos virtuais violentíssimos e os adultos se idiotizam com o futebol na tv em doses cavalares e em que a coscuvilhice feita jornalismo rosa alimenta a ociosidade e a falta de sonho da feminilidade solitária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime que endividou o Estado até ao osso depois de o ter deixado pilhar por meia dúzia de novos ricos e agora faz todos pagarmos a conta do festim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime que tem as famílias falidas, porque enforcadas em hipotecas imobiliárias, e estraçalhadas por causa do crédito ao consumo e desejosos de mais gasto e mais compras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime de publicanos e filisteus, todos na ânsia do ganho, da renda e do lucro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime em que dois partidos que não se diferenciam nem distinguem pelas ideias e são iguais na ganância e na sede de poder rendoso, são, afinal, o partido único, a União Nacional dos tempos de hoje. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime em que uma faixa significativa dos seus nacionais nos venderia à Espanha em troca de um prato de lentilhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime que saqueia a Nação com impostos e em que os contribuintes aldrabam o Estado nos impostos, achando-o ladrão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime em que já não&amp;nbsp;se sabe quantos anónimos bichos-careta foram Secretários de Estado ou até ministros e menos ainda quem eram ou de onde vinham, mas em que se percebe depois ao que vinham.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime que capou os militares, achincalha os tribunais e domesticou a Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime com estes e tantos outros males está minado pela pior lepra que é ele ser a gafa que tudo contamina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime destes e não este ou aquele Governo ou este ou aquele partido ou aqueloutra coligação tem de se deposto. A bem ou a mal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tarefa patriótica para os poucos a quem restem forças e esperança não é o que fazer nas próximas eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regime destes clama, exige e merece uma Revolução. Chegou ao ponto em que ele é a semente da sua destruição. Não uma revolta cívica ou o lento corroer das manifestações de rua. Uma Revolução. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Foi por isto assim que surgiu o 28 de Maio.`&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugueses, de pé.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1054195489857869561?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1054195489857869561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1054195489857869561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/04/portugueses-de-pe.html' title='Portugueses, de pé!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8708596618097999597</id><published>2011-04-24T06:39:00.002+01:00</published><updated>2011-04-24T06:45:58.267+01:00</updated><title type='text'>Quando o lobo acordar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parecerá arrogância, mas a cidadania é feita do direito e do dever de cada cidadão exprimir o que pensa. Porque cada homem é um voto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamento concluir mas nenhum dos dois partidos que têm sido Governo&amp;nbsp;me oferece confiança para poder acreditar que têm soluções para Portugal. Lamento concluir que as poucas pessoas com valor que restam neste País não arriscam o que seja&amp;nbsp;para se mobilizarem para a causa pública. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles partidos não têm dirigentes credíveis, estas pessoas não querem fazer perigar&amp;nbsp;os seus interesses&amp;nbsp;ou o seu bom-nome. A calúnia passou a ser arma política, a vantagem pessoal o seu móbil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A linha da frente da vida política em Portugal está entregue pois aos que só têm a ganhar porque nunca tiveram muito a perder. É o mundo do arrivismo. A retaguarda que os&amp;nbsp;sustenta&amp;nbsp;é a apatia dos que se vão safando nos interstícios da economia paralela e do mundo dos expedientes, mais o empreendorismo manhoso dos que se encheram com a especulação privada e com a depredação do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De quando em vez surge um que parece um bem intencionado, altruísta e desapegado. Em breve se mostra um Nobre de nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há, claro, os ingénuos úteis, os que ainda acreditam e militam ou até simplesmente votam. E os indecisos e a abstenção, o maior partido português.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que Portugal tenha uma solução, terá. No imediato vai ter um Governo comandado pelos credores, assim como até aqui era governado por funcionários de Bruxelas. Passámos a ser uma Nação entregue a intendentes. Na hora do voto escolheremos empregados julgando-os senhores e sonhando no momento do voto que somos donos do nosso destino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A urna passou a ser eleitoral e funerária. Através dela a democracia vai agonizando, sangrada por aqueles partidos que a aprisionaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passadas as férias da Páscoa e a tolerância de ponto Portugal entrará na via sacra. Lentamente a dor das privações vai fazer-se sentir. O baile tresloucado e ébrio do crédito sem garantias e do calote consentido vai dar azo ao fim de festa e à ressaca. A classe média, endividada até ao tutano,&amp;nbsp;será a primeira a ajoelhar. É dela que surgem historicamente os sentimentos de revanchismo, sementes das comoções políticas que desembocam em tragédia. O proletariado aburguesado pelo sindicalismo interesseiro não vencerá as contradições das suas ambições medíocres, de&amp;nbsp;que um plasma para o futebol compra a alienação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O egoísmo europeu mostrou já a sua face. À Europa lírica, dos passarinhos multiculturais, sucede um cerrar de fronteiras e a defesa do espaço vital das potências do Eixo franco-alemão. Não é essa agremiação de interesses que nos salvará. A Sociedade das Nações imaginou no seu tempo que não haveria mais guerras. Com o Tratado de Versailles a Europa imaginou que conteria a Alemanha pacífica e longe do mar. Um dia o lobo acordou esfomeado. As pegadas&amp;nbsp;do ódio multiplicaram-se&amp;nbsp; na terra fértil do anseio de ordem e de orgulho nacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8708596618097999597?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8708596618097999597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8708596618097999597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/04/quando-o-lobo-acordar.html' title='Quando o lobo acordar'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2105840982702499487</id><published>2011-04-21T23:58:00.000+01:00</published><updated>2011-04-21T23:58:34.840+01:00</updated><title type='text'>O gesto estranho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estendeu-me a mão decidida mas com um olhar indiferente, como se ainda prosseguisse, arrastando-a, a conversa com o que me antecedia.&amp;nbsp;À pergunta sobre se poderia entrar com aquele saco, nem resposta deu, alçando-mo, mecânica, da mão, para&amp;nbsp;colocá-lo, preste,&amp;nbsp;num cacifo, entregando-me, em troca, uma ficha de depósito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia, porém, algo de incerto no seu modo de agir, como se uma timidez ocultasse aquele rápido desembaraço. Era a seu modo eficiente, ainda que pouco comunicativa. Mas estranha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade surgiu com a crueldade da conclusão no mesmo instante. Hoje, tarde de chuvisco e de tolerância de ponto, tarde de compras naquele supermercado, ela era peça anónima do serviço de recepção. A sua tarefa tinha a importância de tentar defender a honra dos honestos face a equívocos e evitar que os desonestos se pudessem aproveitar da confusão. Além disso era aquele o seu ganha-pão, do qual sairia, Deus sabe, que sustento para nem se imagina o quê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia em tudo isso uma única particularidade que tudo explicava incluindo a estranheza dos gestos: era cega.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de mim, os seus olhos inseguros e mortos varriam o horizonte próximo buscando quem quer que viesse a seguir a nós. Pressentia, como num arrepio, a presença do outro, a sombra humana, o passo seguinte da sua repetitiva função. Tantas horas assim durante cada dia, todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São estes os pequenos heróis quotidianos, os que&amp;nbsp;envergonham as nossas menoridades de alma com a sua força moral, a capacidade de resistirem silenciosamente à adversidade,&amp;nbsp;o tornarem passinho miúdo da rotina os passos de gigante da sua coragem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2105840982702499487?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2105840982702499487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2105840982702499487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/04/o-gesto-estranho.html' title='O gesto estranho'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3415359251459842691</id><published>2011-04-01T17:39:00.000+01:00</published><updated>2011-04-01T17:39:17.320+01:00</updated><title type='text'>Uma Nação que se salve destes Governos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pontos de ser classificado como «lixo» pelas agências internacionais, no limiar da banca-rota, o problema não é o Governo já nem ter coragem de ser ele a pedir socorro por esmola às instâncias do capitalismo internacional de que foi serventuário, apodando-se então sem vergonha de "socialista". O problema é que a alternativa política que se oferece é tão má como a que existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não precisamos de um Governo de salvação nacional, sim de uma Nação que se salve destes Governos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pessoal que se perfila para o poder é cada vez mais de mais baixo nível. Com raras excepções são aqueles a quem nenhuma empresa intelligente daria emprego, aqueles que só recebem emprego das empresas amigas dos Governos por causa de terem estado num qualquer&amp;nbsp;Governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A decadência moral do País não é a do falido nem a do pedinte, sim a do perdulário e do inepto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Nobreza terratenente gerou no seu tempo os dandys que se venderam à burguesia rompante para se manterem, o brasão já gasto, entre espanholas e calotes. Hoje são plebeus donos de nada que se hipotecaram ao cartão de crédito e ao descoberto autorizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3415359251459842691?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3415359251459842691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3415359251459842691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/04/uma-nacao-que-se-salve-destes-governos.html' title='Uma Nação que se salve destes Governos'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3545010666597124038</id><published>2011-03-23T15:37:00.001Z</published><updated>2011-03-23T17:24:44.921Z</updated><title type='text'>Os cegos de Brügel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Governo está morto. Só existe já o primeiro-ministro e nem ele existe, subsiste. Começou com o teleponto e com o teleponto termina. O resto é pior que pode acontecer a um Governo: ninguém acredita neles, nem os que deles se servem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manipulando estatísticas como um prestidigitador com lenços, para os responsáveis pelas finanças e pela economia os números de ontem não são os de hoje e ninguém sabe quais vão ser os de amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caia ou não caia com o PEC, o Governo parece já a cena dos cegos do Brügel. O Presidente da República faz de cego quando não pode fazer de surdo. Para ele Sócrates não deve ser morto politicamente sim frito em fogo brando. Tudo isto e tudo o mais&amp;nbsp;é jogo politiqueiro. Votar sim ou não, adiar a morte ou prolongar o estertor, esperar pelo Conselho Europeu ou pela ganância da agiotagem externa, tanto conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O País assiste para já espavorido, amanhã revoltado, a um espectáculo deprimente..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As oposições possíveis não conseguem reunir a confiança de que se precisa. Ninguém sabe quem é Passos Coelho, nem quanto vale, nem o que sabe, quase se ignora o que pensa. Para além da boa figura e da boa fatiota pouco mais há.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamento esta descrença. Ela vale pouco por ser minha, vale tudo por ser a de centenas de milhares de portugueses, os que não votaram, os que se arrependem do voto, os que ainda votam no que há com medo do que venha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema partidário português não oferece soluções. A democracia, prisioneira que está deste sistema, deixou de ser solução. A alternativa é ou uma ditadura ou uma revolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Combati o regime anterior, sofri na pele os efeitos disso. Não foi para esta miséria que se fez o 25 de Abril.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3545010666597124038?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3545010666597124038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3545010666597124038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/03/os-cegos-de-brugel.html' title='Os cegos de Brügel'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1506390062457064563</id><published>2011-03-19T11:55:00.001Z</published><updated>2011-03-19T12:01:13.128Z</updated><title type='text'>O cascagrossismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta gente bem compra fatos caros e de fino corte, muda de óculos para parecerem letrados e por isso inteligentes. Não adianta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os partidos bem se esforçam por ter carne fresca, ainda que desconhecida, gente bonita para que os que trocam&amp;nbsp;pelo corpo se lhes rendam na hora da urna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema político, que está nas últimas, bem tenta fingir que tem consigo os melhores, os mais aptos, aqueles em quem se pode confiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não há nada a fazer quando lhes foge o pé para a chinela. Mostram então quanto tudo é postiço, fingido, quando o cascagrossismo ainda é o que as suas mentes produz, mesmo quando as suas poses disfarçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passos Coelho saiu-se hoje com uma digna de tasca: «Portugal está com as calças na mão!». Vem numa entrevista ao Correio da Manhã e pode ler-se &lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/passos-coelho-portugal-esta-com-as-calcas-na-mao"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a boçalidade às escâncaras, a alarvice verbal feita política. A canalha, achará graça ao chiste de baixo coturno. Os que exigiriam mais calam-se. São os que já não contam por não&amp;nbsp;quererem saber. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lugares onde se esperava haver contenção verbal tornaram-se locais de mau porte. Portugal afunda-se na vulgaridade, no plebeísmo; já não está de calças na mão, sim de rabo ao léu e sem cuecas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1506390062457064563?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1506390062457064563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1506390062457064563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/03/o-cascagrossismo.html' title='O cascagrossismo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8823608233316538265</id><published>2011-03-12T20:00:00.000Z</published><updated>2011-03-12T20:00:57.664Z</updated><title type='text'>Viva quem vive!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter vivido o tempo suficiente para ter assistido ao transformar-se em revolta a inquietação, mesmo quando ainda ingénua,&amp;nbsp;da juventude. E ei-los na rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter vivido o tempo suficiente para ter purgado o pecado original de termos educado, mesmo quando iludidos,&amp;nbsp;uma geração de apatia, consumismo, indiferença. Porque fomos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter vivido o tempo suficiente para ter sabido conviver com a ideia de que, inconformistas na juventude, os enganámos, adaptando-nos, mesmo quando pesarosos,&amp;nbsp;ao insuportável, gerando democraticamente os tiranetes que nos dominam. E somos o pesadelo do péssimo exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter vivido o tempo suficiente para termos visto a geração que tornámos rasca e à rasca a desenrascar-se nas ruas da manifestação. E nós com eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter vivido o tempo suficiente para serem eles, inflamados ainda só de protesto, o motor do sonho, a alavanca da mudança, a revolução que vem no coração do homem antes de se propagar ao âmago da sociedade onde vive.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A todos quantos são jovens, a todos quantos viveram o tempo suficiente para não terem envelhecido com tantos anos, viva!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal ressurge do chão.&amp;nbsp; Viva, pois! Viva!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8823608233316538265?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8823608233316538265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8823608233316538265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/03/viva-quem-vive.html' title='Viva quem vive!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4233484917471083997</id><published>2011-02-21T15:03:00.002Z</published><updated>2011-03-05T23:50:34.445Z</updated><title type='text'>Acredite o Palácio de Palmela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A degradação de um sistema nasce com os actos e com as palavras. Quando se desempenham cargos de responsabilidade cada palavra conta, porque é um exemplo, porque é uma sinal de autoridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma «boca» num café proferida por um anónimo de nada vale.&amp;nbsp;O quer que eu diga aqui conta pouco. Porque aquele fala quantas vezes com muitíssimo menos informação do que desejo de auditório, porque eu falo por mim apenas e neste momento nada represento, por melhor informado que estivesse e não estou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvir o Procurador-Geral da República dizer que o segredo de justiça é «uma fraude» e que «não há nenhum poder para controlar isso», dói. Porque supunha-se que a defesa do segredo de justiça coubesse ao Ministério Público de que ele é o vértice. Porque se acreditava que, a conviver com fraudes, ele tivesse a coragem de se demitir do cargo e do poder criminal geral e voltar para o seu lugar de juiz onde exercia o poder civil específico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ouvi-lo dizer que em Portugal «os políticos continuam a tentar resolver as questões políticas através de processos judiciais» espanta. Não porque seja ou não mentira, mas pelo que significa de suspeita indeterminada quanto aos juízes que o tolerem e de dúvida quanto a saber de que processos falará ele afinal, sem os nomear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poder em Portugal esfrangalhou-se.&amp;nbsp;Aos&amp;nbsp;responsáveis exigia-se rigor, concisão, autoridade. Hoje quantos falam com a generalização de conversa de tasca, com a loquacidade de coldrilheiros, com a incapacidade de amanuenses sujeitos a ocultas obediências. A lepra da verborreia demagógica está a tornar a Justiça numa gafaria. Um a um caem-lhe os membros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos num País em declínio onde ninguém manda, ninguém quer obedecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvir o Procurador-Geral falar assim como o Dr. Alberto João Jardim, com&amp;nbsp;o mesmo tom e sem o mesmo dom,&amp;nbsp;custa e enraivece! A mim e a muitos dos que têm de suportar este discurso de vacuidades e de demissão que a nada conduz, e que é, afinal, a conversa do populismo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredite o Palácio de Palmela que a&amp;nbsp;rendição&amp;nbsp;dos poderosos abre as portas à insurreição dos fracos, assim um caudilho os comande. O primeiro sinal de anemia do mando é sentir-se nele a tentação da vulgaridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho esperança que algo mude mas ao menos que não piore. Para mal já basta assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4233484917471083997?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4233484917471083997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4233484917471083997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/02/acredite-o-palacio-de-palmela.html' title='Acredite o Palácio de Palmela'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-9085610459910953338</id><published>2011-02-03T12:15:00.000Z</published><updated>2011-02-03T12:15:44.272Z</updated><title type='text'>Miguel Urbano e o Santa Maria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque decorriam cinquenta anos sobre o assalto ao paquete "Santa Maria" e isso significou um momento histórico decisivo na História do anterior Regime, marcando o início do seu descrédito na cena internacional - como o mostrou o auxílio americano e brasileiro às negociações que culminaram com a devolução do navio à Armada brasileira e por esta a Portugal, com o concomitante apoucamento da posição de Salazar em todo o caso - organizei, com a colaboração da Livraria Barata, um evento para o qual convidei o Camilo Mortágua que integrarara o DRIL, o comando luso-espanhol que levou a cabo a proeza e em cujo livro de memórias faz referência ao seu envolvimento no feito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A casa que nos recebeu aproveitou e procedeu à apresentação de um livro que traduzi, o relato do acontecimento escrito por Jorge Sotomaior, um galego que integrou a direcção do DRIL e cuja narrativa conflituava directamente com a de Henrique Galvão, também líder do DRIL.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pretendi também convidar o Miguel Urbano Rodrigues que esteve a bordo do navio enquanto jornalista, assistindo à parte terminal das negociações. Declinou o convite. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei que mantivesse essa nossa conversa sob reserva, embora não fosse confidencial. Trouxe-a, porém, para o conhecimento público, talvez porque eu anunciei no evento, a seu pedido, a sua recusa. Pode ler-se &lt;a href="http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/02/assalto-ao-santa-maria-ha-50-anos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava que ficasse claro que tive pena que o Miguel Urbano recusasse. Não me convenceu o facto de me referir que tanto a versão do Galvão, como a do Sotomaior como a do Camilo não correspondiam à verdade, porque se a verdade era a que ele sabia então mais uma razão para estar no evento pois tínhamos direito a essa "verdade". Disse-lho então mas ele insistiu em recusar presença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa só coisa ficou mágoa: quando ele me disse e repete que o livro do Sotomaior não deveria ter escrito e muito menos traduzido. Discordo com todas as forças da minha alma de homem livre. Todos os livros, todas as versões dos acontecimentos têm o seu lugar. A liberdade quando nasce é para todos, mesmo para os que não dizem a nossa "verdade", mesmo para os que dizem o que se vem a saber não ser "verdade". Só pela pluralidade e pelo contraditório se alcançam as certezas possíveis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamento que o Miguel Urbano pense isto quanto ao livro ter sido escrito e traduzido. Ele lamentará seguramente ter estado envolvido na aventura do "Santa Maria". O problemas das culpas que temos a expiar não se esconjura queimando na fogueira os demónios que nos atormentam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respeito-o. Ele deve respeitar o esforço a que meti ombros para dar a conhecer este outro lado dos acontecimentos. Ainda bem que o Sotomaior escreveu o livro, oxalá todos os lados da questão possam dar azo a muitos livros. Que surja um livro escrito pelo lado daqueles que cumpriram o seu dever não alinhando com o comando assaltante, do ângulo do piloto que foi morto a tiro, na perspectiva dos vários passageiros, que nem todos viram o facto como um cruzeiro de luxo com uma aventura revolucionária não prevista no programa, na óptica do problema jurídico-internacional que embaraçou o Estado Português, livros que mostrem as infiltrações da Seguridad espanhola e por via dela da Pide no DRIL, livros sobre a ligação cubana, livros sobre as conexões da CIA, livros que mostrem tudo o que houver para mostrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro de memórias do Miguel Urbano é fundamental, todos os livros são fundamentais. Viva a «Santa Liberdade», assim foi crismado o navio, consumada a "Operação Dulcineia"!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-9085610459910953338?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/9085610459910953338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/9085610459910953338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/02/miguel-urbano-e-o-santa-maria.html' title='Miguel Urbano e o Santa Maria'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2787724498916035410</id><published>2011-01-27T19:13:00.002Z</published><updated>2011-01-27T19:21:29.579Z</updated><title type='text'>Heróis aos pontapés</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema de Portugal é não se poder fazer a Revolução pelo voto. E, no entanto, a Revolução está na ordem do dia, esconsa nas mansardas de muitos que aparentam estar conformes. O conservadorismo parece&amp;nbsp;instalado no coração e nos intestinos dos portugueses. É o reaccionarismo astucioso dos que enchem&amp;nbsp;a barriga, defendendo o prédio e a banca, o conformismo apático dos que estão de barriga vazia com medo de passarem mais fome. Todos esses pertencem à Legião&amp;nbsp;do «deixa lá».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As eleições podiam ser momentos de mudança radical, mas os interesses que se transformam em boletins eleitorais são sempre os mesmos, mesmo&amp;nbsp;com outras caras, cada vez mais com caras mais anónimas. Vota-se ordeiramente em todo o País, mesmo quando se vota pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocifera-se, isso sim,&amp;nbsp;raivosamente nos intervalos da ida à urna, mas é na urna funerária do voto que a revolta se enterra com flores murchas no primeiro dia das novas legislaturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornamo-nos acomodatícios, plebicistando o que detestamos porque aprendemos a viver à conta disso. Na Ditadura vendia-se a liberdade na democracia aluga-se a consciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema de Portugal é que a Revolução é possível. Com Machado dos Santos sozinho na Rotunda, Gomes da Costa a caminho de Lisboa, Salgueiro da Maia cercando o Quartel do Carmo. Uma faísca e o povo explode.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema de Portugal é que um dia perdemos a vergonha de sermos tratados como europeus de segunda e exigimos ser tratados como portugueses de primeira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida&amp;nbsp;nacional é gerida&amp;nbsp;por funcionários em Bruxelas e por empregados do Poder em Lisboa: os de lá decidem o &lt;em&gt;quê&lt;/em&gt; os daqui o &lt;em&gt;como&lt;/em&gt;. A estes juntam-se os credores, seus patrões finais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois é a tristeza, o deânimo e o desespero que nos torna os cantores do fado vadio e os ouvintes da sua melopeia deprimente. Os portugueses sofrem pelos amores funestos e pela alegria breve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que ainda há o futebol que é a nossa forma de sermos heróis aos pontapés. A todas as horas em todos os dias, boquiabertos de imbecilidade, até ao dia em que alguém invadirá o relvado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2787724498916035410?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2787724498916035410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2787724498916035410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/01/herois-aos-pontapes.html' title='Heróis aos pontapés'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4902699356566991353</id><published>2011-01-25T23:55:00.001Z</published><updated>2011-01-25T23:57:41.110Z</updated><title type='text'>Fomos nós!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que idade têm aqueles de quem a minha geração fez cobaias das experiências pedagógicas dos propedêuticos e dos cívicos,&amp;nbsp;das passagens administrativas e do entrar-se nas faculdades sem positivas e com facilitismos, os&amp;nbsp;dos 12º anos dados de borla e todo o cortejo de "borlas" e de "copianços"? Aqueles que são veterinários porque o lobby médico impôs o &lt;em&gt;numerus clausus&lt;/em&gt; e com ele os cubanos e eslavos que fazem hoje a medicina que é negada aos nossos nacionais? Os que trabalham nos "call centres" e nas caixas de supermercados com mestrados inúteis, a "geração canguru" que vive na dependência e no cravanço, infantilizada mas por lei maior e capaz de votar e validar políticos e políticas? Os que cursaram universidades a estudarem por fotocópias e apontamentos sem nunca terem lido um livro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por onde anda a «geração rasca», insolente e mal comportada, que abaixava as calças e mostrava o rabo nas manifestações públicas, como se a coragem hoje fosse não dar a cara mas as nádegas? Por onde os frutos do consumismo, que atulhámos com tudo o que nos extorquiram, chantageando os nossos complexos de culpa? Onde os do «que se lixe a politik que eu quero o joystick?». Onde? Onde?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São esses que estão no mando, no poder, na decisão. Os poucos que escaparam à maré-negra que nós gerámos, vivem subjugados como pássaros a tiritar a morte por sufocação ante o crude da insolência, do oportunismo e&amp;nbsp; do aproveitamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arrogantes que fomos com os nossos pais, é isto que deixamos como fruto. Escapar a isto é ser herói ou louco. O País afunda-se e nós fingimos que não fomos nós. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4902699356566991353?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4902699356566991353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4902699356566991353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/01/fomos-nos.html' title='Fomos nós!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1850468189754370113</id><published>2011-01-17T20:22:00.005Z</published><updated>2011-01-17T22:29:18.049Z</updated><title type='text'>O País do Rei Momo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se algum Presidente de República foi respeitado. De Costa Gomes dizia-se que era «o rolha» por ter sido crachat de ouro da PIDE e depois ícone sagrado da esquerda no PREC. De Spínola que era o «caco» por causa do monóculo prussiano a que o pingalim de&amp;nbsp;Cavalaria dava ares, os tiques e os&amp;nbsp;toques que o infiltrado Gunter Walraff gozou até mais não, quando ele caiu nas malhas do inconsequente ELP/MDLP. De Eanes gozou-se o ser de Alcains&amp;nbsp;e de cenho fechado, mais a desajeitada tentativa de monopolizar a ética no PRD, que faliu sem glória, com Soares a tentar demonstrar que ele, para além de um hirto robotizado,&amp;nbsp;nem um livro ler saberia. De Soares gozou-se tudo, desde os pecados da "descolonização exemplar" até àquilo que Rui Mateus verteu em livro com resultado zero e que meteriam qualquer um na cadeia, o acusador ou o acusado, só que o País virou a cara para o lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa é certa. Talvez nunca o gozo público tenha sido letal.&amp;nbsp;O sistema&amp;nbsp;não caiu, o Estado aguentou-se, e se não houve um regime que tenha sucedido ao antigo regime a culpa não foi dos apoucantes nem dos apoucados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dói nos intervalos de meter nojo o que se está a passar em matéria de presidenciais. Tenta ganhar o que mais baldes de trampa lança para cima do candidato do lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Chefia do Estado era das poucas coisas que sobreviviam. Todos os poderes estavam já na lama do desprestígio. A receita é fácil: ataca-se um, a matula&amp;nbsp;generaliza a todos: padres, professores, juízes, procuradores, militares e guarda-nocturnos, nada resiste, tudo esbraceja no vilipêndio. A receita é fácil. Joga-se um à canalha, a sangrar um pecado, e a matilha estraçalha, em arruaça,&amp;nbsp;a classe toda, na base do «isto anda tudo ao mesmo», «o que eles querem&amp;nbsp;e precisam sei eu!».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lentamente, as duas sementes do fascismo florescem no Carnaval da democracia: o pessimismo e a ânsia de ruptura. Ninguém quer isto, todos querem qualquer coisa que seja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro pirómano que surgir, incendeia a cidade. No dia seguinte, dissipado o fumo, começam os enforcamentos contra os suspeitos de sobrevivência. Ao Rei Momo em Belém sucedem os gatos pingados de&amp;nbsp;Quarta-Feira de Cinzas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1850468189754370113?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1850468189754370113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1850468189754370113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2011/01/o-pais-od-rei-momo.html' title='O País do Rei Momo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8807486176748302422</id><published>2010-12-20T18:55:00.000Z</published><updated>2010-12-20T18:55:52.088Z</updated><title type='text'>Macau: foi há onze anos!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi há onze anos que Macau, território chinês sob administração portuguesa, foi devolvido à República Popular da China. Formalmente era uma zona híbrida na lógica do nosso Direito Ultramarino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitos modos de comemorar o facto ou apenas de o referir. No primeiro caso com alegria, no segundo com nostalgia. Há quem chore ainda perda da bandeira, como há quem chore a perda da carteira. Há quem ria por inconsciência alarve ou sorria por já nem querer saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o sub-consciente colectivo, amálgama irracional onde se forma a ideia de Pátria e se deforma, através do&amp;nbsp;Estado,&amp;nbsp;a de Nação, com o fim de Macau Portugal reduziu-se ao ponto de partida. Fechou-se o ciclo do Império. Passámos a ser os portugueses enjoados&amp;nbsp;em terra que nunca iriam à Índia, mais os portugueses náufragos desanimados que de lá voltaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que a minha Pátria é, como disse Pessoa, a língua portuguesa e o que ela simboliza. Gastaram-se milhões em Macau para que ficasse essa língua de Camões mas ela só resiste&amp;nbsp;por imposição&amp;nbsp;do Estado e por&amp;nbsp;ainda haver ali portugueses na Administração e na vida empresarial. Em todas as outras colónias o português ficou naturalmente, fruto do amor e da mestiçagem, ali,&amp;nbsp;na zona do Sol Nascente,&amp;nbsp;só porque politica e legislativamente convém. Não é uma língua franca mas uma língua fraca. Ai de quem não souber ao menos inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonhou-se que Macau seria, enfim, um caso de "descolonização exemplar", livre do opróbio do abandono, mas a sombra suja das negociatas a alto nível e da pilhagem à "árvore das patacas" criou uma macha que levará tempo a diluir-se como a água do Lilau, a&amp;nbsp;que impede o esquecimento. Tempos houve em que ir para a Cidade do Santo Nome de Deus era sacrifício militar ou exílio de amores. Macau foi&amp;nbsp;laboratório onde se gerou a moral&amp;nbsp;rapinante que hoje sobrevooa Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há, porém, um Macau de que pouco se fala, dos abnegados que lutaram na guarita do seu posto ou na enxerga do seu&amp;nbsp;recolhimento, os que&amp;nbsp;ali deixaram o espólio do seu amor àquela cultura e àquela gente. O Macau dos desterrados da sorte e dos opiados da má fortuna. Aqueles para quem a Fazenda foi madrasta e para os quais o Palácio foi indiferente. Esse Macau que gerou o macaense, língua de "papaeação", esse Macau que foi o nosso modo de ser colonial. O Macau missionário mesmo sem missas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi há onze anos. Houve quem trouxesse contentores carregados de valores, houve quem se contentasse com o que a memória guarda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comemoro hoje Macau. Tenho comigo a "Estátua de Sal" de Maria Ondina Braga que ali viveu, como professora, em reclusão de alma, o coração em dor. «Assomaram-me as lágrimas a primeira vez que vi a "cidade dos barcos"», escreve. A cidade dos barcos é a cidade flutuante, a dos miseráveis, para quem&amp;nbsp;cada pequena embarcação é casa e loja e caixão. A cidade dos que se amarram mais aos filhos ao madeirame flutuante quando toca a tufão e com ele o grito pavoroso de morte. Um pouco adiante dessa&amp;nbsp;tragédia humana&amp;nbsp;que bóia e assim sobrevive, o Casino,&amp;nbsp;as jóias e as antiguidades, o ar condicionado e tudo quanto é luxo tecnológico e suas luzes meretrizes. Há onze anos estavam e ainda estão. É o Macau indiferente, para quem nenhum Império foi Lei nenhuma Senhoria abrigo. Devolvemos à China a galinha dos ovos de ouro. Depois de os ingleses terem devolvido Hong-Kong. Os diplomatas rejubilam com essa mísera vitória. Para a China eterna nada conta. A unificação da Mãe Pátria tem um nome e não está longe. Chama-se Taiwan. Um destes ouvir-se-à falar. Acreditem. É só Dragão acordar, vivificado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8807486176748302422?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8807486176748302422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8807486176748302422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/12/macau-foi-ha-onze-anos.html' title='Macau: foi há onze anos!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3754562613947769345</id><published>2010-12-19T15:41:00.000Z</published><updated>2010-12-19T15:41:11.329Z</updated><title type='text'>Quando a Alemanha se fartar...</title><content type='html'>A Alemanha começa a fartar-se dos caloteiros que financia e daqueles que o Deutsche Bank julgava serem bons devedores. Berlim Recriou a velha Europa e está a ver-se afundar com ela. Por causa das dívidas que o Tratado de Versalhes a obrigou a pagar inventou o Adolph Hitler. Um destes dias os Jünkers da Prússia arrancam para Ocidente. De novo. Um novo homem levantar-se-à, messiânico e enlouquecido, saído da multidão..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3754562613947769345?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3754562613947769345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3754562613947769345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/12/quando-alemanha-se-fartar.html' title='Quando a Alemanha se fartar...'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-404636934636549219</id><published>2010-12-13T23:53:00.001Z</published><updated>2010-12-13T23:59:21.151Z</updated><title type='text'>Neo-realismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era domingo e chovia. Mas fomos visitar o Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira. Para mim uma vez mais, mas sempre uma primeira vez. Rever o que foi a luta cívica e a sua expressão na arte. Capas de livros que são marcos desse combate. Filmes, músicas, pintura, tapeçaria. A batalha pelo conteúdo, pelo significado, a batalha pela forma, pelo significante. E lembro-me que ainda apanhei os estilhaços dessa polémica:os que achavam que a Arte não podia ser panfleto,&amp;nbsp;evitando ser ideologia para poder ser política por outros meios. Ali estavam tantos, mesmo um que veio, cordeiro arregimentado,&amp;nbsp;da Mocidade Portuguesa, outro que se perdeu, cavalo em espanto,&amp;nbsp;pelo labirinto do dadaísmo ou coisa como tal sentida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurei-a, porque tinha de estar, a Seara Nova, ainda de capa singela, sem imagem nem cor, a Vértice, obrigatória, de Joaquim Namorado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ei-lo, ali estava, "António Vale", uma das mais lúcidas inteligências que o País produziu, carácter temperado a aço, a pôr ordem naquelas desordenadas hostes, em que também vogavam boémios improdutivos e reprógrafos burocratizados, a mostrar caminho, como se houvesse uma moral superior dos artistas que desse disciplina e clarim àquele pequeno pelotão. Foram poucos, mas tinham uma consciência social e uma cidadania a cumprir. O culto da personalidade era uma perversão. Hoje entrou na moda, o individualismo burguês a torná-lo exibição e espectáculo indecoroso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-404636934636549219?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/404636934636549219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/404636934636549219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/12/neo-realismo.html' title='Neo-realismo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8289495364842740452</id><published>2010-12-01T13:11:00.000Z</published><updated>2010-12-01T13:11:40.835Z</updated><title type='text'>Viva Portugal!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa que seja hoje. Não interessa que se misture ou tenha misturado em tempos no mesmo dia o Camões, a Raça, as Comunidades. Quero lá saber que os nacionalistas e os internacionalistas se não entendam. Desinteresso-me de me preocupar se a perda da independência foi uma mera confusão de sangues reais ou de conveniências matrimoniais entre casas reinantes. Não é minha a polémica que consiste em saber se a nobreza portuguesa nos vendeu à Espanha ou foi o nobre povo quem nos livrou dos Filipes. São enigmas o saber porque é que não gostamos de ingleses e foram eles quem nos ajudou a desembaraçar dos invasores franceses que, apesar disso, marcaram a nossa cultura, durante séculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há só duas coisas que importam quando uma pessoa se pergunta porque é que hoje é feriado: como é possivel que sejamos a mais velha Nação independente da Europa e estejamos em vias de perder o respeito por nós próprios,&amp;nbsp;sujeitos a uma classe dirigente de tão baixo nível, a uma Pátria que a Fazenda amesquinhou, a um Povo que corre o risco de se tornar, pedintes, nos romenos do Ocidente, à porta das igrejas, agarrado ao sebastianismo da Fé?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dia primeiro de Dezembro, não é só dia de Portugal, é dia de pensar como se salvará Portugal! A bem ou a mal...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8289495364842740452?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8289495364842740452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8289495364842740452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/12/viva-portugal.html' title='Viva Portugal!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3835504216338407814</id><published>2010-11-28T09:18:00.001Z</published><updated>2010-11-28T09:20:51.095Z</updated><title type='text'>O baixo preço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capitalismo ocidental enriqueceu à conta da exploração cruel da produção asiática e africana, acumulando com os seus salários de fome. Hoje vêm dali os novos senhores, quantos cleptocratas, que tudo compram. Mas por maior que seja a fome em Portugal a deles é sempre maior: é a fome das populações por alimento, a fome de uns quantos dirigentes por lucro fácil. O nosso baixo custo é o seu alto preço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3835504216338407814?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3835504216338407814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3835504216338407814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/11/o-baixo-preco.html' title='O baixo preço'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2216975270318145270</id><published>2010-11-19T09:28:00.002Z</published><updated>2010-11-19T09:40:01.822Z</updated><title type='text'>Ajoelhar, que é o Rei!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando há uns anos fiz parte do grupo de ligação luso-chinês, até ser corrido pelo ministro Jaime Gama que achou que outro devia aquecer o lugar, aliás gratuito,&amp;nbsp;tivemos uma reunião em Pequim e um passeio à Manchúria. Do programa fazia parte acordar cedo, sermos metidos numas carrinhas e fazermos uma viagem a um lago, onde desfrutaríamos a vista não fosse estar uum tal nevoeiro que seria lógico aparecer o Loch Ness em vez do tigre da Manchúria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Á saída do Hotel dei como uma cena extraordinária: uma fila gigantesca de automóveis cujos pachorrentos condutores aguardavam há horas&amp;nbsp;na faixa esquerrda que Suas Excelência - nós - passássemos na faixa direita. Nem um sinal de impaciência, antes a asiática resignação marcava aqueles rostos inexpressivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando regressámos à noite, a cidade dormitava, as ruas desertas, os batedores que marcavam a dianteira ligaram as sirenes atroando os ares com um insuportável chinfrim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê? Porque o poder marca a sua presença assim. Imagino que nos tempos antigos a soldadesca da guarda entraria na casa dos habitantes e os varreria a varapau só para se lembrarem entre nódoas negras e ossos partidos que vinha lá o Mandarim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui no chamado Ocidente como hoje estamos mais brandos pára o trânsito e fecham-se as ruas a ponto tal que quando Suas Excelências passam por cima do chão as toupeiras humanas que frequentam o metro ficam inibidos de usar esse rastejante meio de transporte subterrâneo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto cheira menos a medidas de segurança mais a opressão e arrogância. Como somos o submundo, falidos e pedintes, submetemo-nos, à chinesa, para nos irmos preparando porque vem aí a China. Haja pois no rosto de cada um sorriso sínico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2216975270318145270?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2216975270318145270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2216975270318145270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/11/ajoelhar-que-e-o-rei.html' title='Ajoelhar, que é o Rei!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8404598284776893609</id><published>2010-11-06T21:04:00.001Z</published><updated>2010-11-06T21:05:01.605Z</updated><title type='text'>O famélico garnizé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Senhor Deng-Xiao-Ping explicou um dia à Senhora Tatcher que Macau e Hong-Kong eram duas galinhas que punham ovos de ouro e os chineses gostavam de ovos. Ora sucedia que as galinhas punham ovos de ouro sendo apascentadas de modo capitalista e colonialista. E os chineses continentais não sabiam tal modo de apascentar tais galinhas. Por isso, elas haveriam de ficar durante cinquenta anos entregues ao cuidado dos capitalistas e colonialistas portugueses e ingleses que vinham delas tratando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vigoraria assim na China o princípio «um país dois sistemas».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porquê cinquenta anos? Porque era o tempo de que a China precisava para alcançar as metas de crescimento ocidentais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ei-los, pois, agora, os chineses,&amp;nbsp;a comprarem tudo quanto há, incluindo o que em Portugal mais há: a dívida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gorda que está, a galinha compra o próprio dono do galinheiro, o famélico garnizé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8404598284776893609?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8404598284776893609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8404598284776893609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/11/o-famelico-garnize.html' title='O famélico garnizé'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2511594267649742109</id><published>2010-11-06T19:01:00.000Z</published><updated>2010-11-06T19:01:37.146Z</updated><title type='text'>A tenda dos tintins</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espantam-se? Mas que geração é esta que está hoje no poder e no mando no sector público, mesmo onde eram dispensáveis, e no sector privado onde conseguiram tornar-se úteis porque necessários? Aquela que gerámos, cobaias&amp;nbsp;na instrução do propedêutico e do serviço cívico e do unificado, fruto na educação dos nossos complexos de progenitores liberais e permissivos. A que aprendeu a arregimentar-se nos partidos como forma de fazer carreira, os partidos a que demos existência,&amp;nbsp;entregando-lhes primeiro o Estado, depois o País.&amp;nbsp;Os consumistas, egoístas, aqueles que não passam os apontamentos das aulas aos colegas para que eles não lhes passem à frente na classificação. Os que se colam aos pais e deles vivem, incapazes de deitar a mão ao esforço do sustento próprio. O fruto da desagregação dos nossos lares. Aqueles para quem o último mestrado&amp;nbsp;corresponde o primeiro desemprego.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos, enquanto País,&amp;nbsp;a mistura complexa de cinquenta anos de ditadura de Estado que caiu de podre&amp;nbsp;e de vinte e cinco de socialismo de Estado que se desmoronou. À lógica do funcionalismo somámos a do clientelismo. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falido e desacreditado esse Estado, damos connosco a boiar no charco liberal da desregulação, no pântano do mercado e suas monstruosas criaturas: a economia sufocada pelas finanças, a produção ao serviço da dívida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp;República Popular da China compra a dívida externa de Portugal, porque a Nação dos Portugueses se tornou numa tenda de &lt;em&gt;tintins&lt;/em&gt;. O Fundo Monetário Internacional pode tomar conta disto, porque tal como os que vão aos Casinos de Macau, na roleta do mercado de capitais, estamos nas mãos das casas de penhores. As seitas encarregam-se do resto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2511594267649742109?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2511594267649742109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2511594267649742109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/11/tenda-dos-tintins.html' title='A tenda dos tintins'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2165760378756624022</id><published>2010-10-05T16:49:00.001+01:00</published><updated>2010-10-05T16:51:06.736+01:00</updated><title type='text'>Republicanos pela República</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Assim como não tivemos uma só Monarquia não há uma só República. Temos sim um regime que atravessou a parte final da Monarquia e se consagrou republicanamente, o da partidocracia que, em rotativismo devorista, vai depredando os bens &lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline;"&gt;da Nação distribuindo o grosso pela cacicagem e as sobras pelas clientelas. O Salazarismo com a ideia da União Nacional que não era partido tentou a ficção de um Estado fora dos interesses, devotado abstractamente à Nação. Só que a União dos Interesses Económicos tem mais força e mais tentáculos. A liberdade cedeu ante os monopólios, a democracia ante as cliques partidárias, a fraternidade ante o egoísmo consumista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span class="text_exposed_show" style="color: #38761d; display: inline;"&gt;&lt;strong&gt;Resta, hoje, dia 5 de Outubro, ao entardecer,&amp;nbsp;a ideia de revolução, que se é o que hoje se comemora, é justo seja comemorado! Republicanos pela República contra a nova casta senhorial, às armas!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2165760378756624022?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2165760378756624022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2165760378756624022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/10/republicanos-pela-republica.html' title='Republicanos pela República'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3900109745178982385</id><published>2010-10-05T13:24:00.000+01:00</published><updated>2010-10-05T13:24:40.905+01:00</updated><title type='text'>A União dos Interesses Económicos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Assim como não tivemos uma só Monarquia não há uma só República. Temos sim um regime que atravessou a parte final da Monarquia e se consagrou, o da partidocracia que em rotativismo devorista vai depredando os bens&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline;"&gt;da Nação distribuindo o grosso pela cacicagem e as sobras pelas clientelas. O Salazarismo com a ideia da União Nacional que não era partido tentou a ficção de um Estado fora dos interesses, devotado abstractamente à Nação. Só que a União dos Interesses Económicos tem mais força e mais tentáculos. A liberdade cedeu ante os monopólios, a democracia ante as cliques partidárias, a fraternidade ante o egoísmo consumista. Temos um Estado que sai caro à Nação! A frase não é minha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3900109745178982385?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3900109745178982385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3900109745178982385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/10/uniao-dos-interesses-economicos.html' title='A União dos Interesses Económicos'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-335044392493129860</id><published>2010-10-05T12:02:00.001+01:00</published><updated>2010-10-05T12:37:50.623+01:00</updated><title type='text'>Saúde e fraternidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dia da República, e com ela da liberdade cidadã, preso a trabalhar porque tenho uma profissão liberal, fui - ó deformação profissional esta - buscar a um velho fólio que o Barbosa de Magalhães e o Pedro de Castro compilaram,&amp;nbsp;os primeiros diplomas legais do novo regime. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A 5 ei-la a proclamação, pelas onze horas da manhã - hora precisamente a que acordei hoje, iracundo, não diria de barrete frígio que não uso nem na cama que, aliás, pouco tenho frequentado para dormir - gritada, como se sabe&amp;nbsp;dos Paços do Concelho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas logo a 7 um decreto a rezar - rezar não calha bem pois viria logo a 8 o diploma contra a apodada «reacção clerical» - a prorrogação «por 10 dias ou 3 audiências os prazos judiciais de qualquer natureza, os quais estando a correr nos dias 4 a 7 do corrente, deviam ou devam findar desde 4 a 13 do mesmo corrente mês».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retroactivo, processual, judiciário, o Governo Provisório lá teve que cuidar dos prazos&amp;nbsp;nos tribunais&amp;nbsp;para que os republicanos revolucionários e os talassas reaccionários não ficassem à mercê da indiferença forense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comemorando a República com os prazos correntes, permita-se-me o grito que a 8 teve força de lei quando a 8 um decreto estipulava que a correspondência oficial terminaria «com as palavras "Saúde e Fraternidade". Viva!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-335044392493129860?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/335044392493129860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/335044392493129860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/10/saude-e-fraternidade.html' title='Saúde e fraternidade'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6852380432984458220</id><published>2010-09-25T11:21:00.000+01:00</published><updated>2010-09-25T11:21:29.169+01:00</updated><title type='text'>A vida simplificada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo numa personagem de um romance de Vergílio Ferreira aquilo que deve estar na cabeça de muita gente que faz com sejamos o País que somos: «os que chegam a constituir uma elite efectiva, devem assegurar às massas inferiores a felicidade na aproximação dos irracionais, mantendo-lhes a vida simplificada».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6852380432984458220?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6852380432984458220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6852380432984458220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/09/vida-simplificada.html' title='A vida simplificada'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-502210605106317468</id><published>2010-09-21T17:57:00.003+01:00</published><updated>2010-09-21T18:33:30.276+01:00</updated><title type='text'>A Censurável Censura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Este texto ilustrou uma exposição que se realizou em Faro, no Pátio de Letras, no dia 25 de Abril, a propósito da Censura Prévia. Expostos livros de um notável livreiro da cidade e um homem bom, Duarte Infante.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um lado o controlo do espírito, por outro a engenharia das almas. A censura ao pensamento garrotava a liberdade de expressão, asfixiava a criação. O 25 de Abril trouxe, enfim, a liberdade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Portugal a mordaça tem uma longa tradição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando, a 5 de Abril de 1768, o Marquês de Pombal centralizou no Estado o sistema de controlo ao conteúdo dos livros abria-se a época moderna na repressão do espírito. Criou-se a Real Mesa Censória, confiada a Frei Manuel do Cenáculo, para «livros e papéis perniciosos». &lt;a href="http://purl.pt/12075/4/P11.html"&gt;Veja-se&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Igreja perdia o poder de censura que até então gozava o chamado Santo Ofício da Inquisição e que o seu Index Librorum Prohibitoru , de obras vedadas à impressão ou à venda, saído do Concílio de Trento, bem expressava. &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Index_Librorum_Prohibitorum_1.jpg"&gt;Esclarecedor&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A liberdade de imprensa só seria proclamada com a Constituição de 1822, mas duraria apenas até 1924. Restabelecida com a Carta Constitucional de 1826, cairia de novo para não mais vigorar até à República. Quer por leis, quer por actos administrativos, quer por vias de facto, o exame prévio e a apreensão de livros proibidos continuariam. Com a ditadura de João Franco o governo monárquico encarniça-se na luta contra a propaganda adversa, congregando um juiz para o efeito, o célebre Veiga, que dirigia o Juízo de Instrução Criminal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A liberdade republicana, que a Constituição de 1910 legalizaria, teria também duração efémera pois logo em 1912, por lei, «dezenas de jornais não republicanos, especialmente monárquicos e católicos, mas também sindicalistas e anarquistas, foram encerrados e os seus proprietários presos e deportados». &lt;br /&gt;O advento do governo de Sidónio Pais, em 1917, daria base legal ao afinamento do sistema censório, a entrada de Portugal na I Guerra justificaria mais apertado controlo aos livros e demais publicações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Estado Novo restabeleceu o exame prévio em Setembro de 1926. A Constituição de 1933 abria a porta à legitimação de uma “política do espírito”, que uma apertada vigilância às publicações controlava, impedindo a divulgação do contrário à Situação. Um Decreto de Abril de 1933 sujeitava a censura prévia as publicações que «versem assuntos de carácter político e social». Os próprios livreiros eram intimados a controlarem o que vendiam, sob pena de pesadas multas. A PIDE e outras polícias frequentemente efectuavam apreensões nas livrarias e tipografias. Pode &lt;a href="http://www.museudaimprensa.pt/galeriavirtualdacensura/images/lit_art/policia_de_seguranca_publica2.jpg"&gt;ver-se&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a morte de Salazar e com a liberalização do regime, em 1972, sob o governo de Marcelo Caetano, pouco mudaria salvo alguma abertura de critério, mesmo assim hesitante. O lápis azul dos censores à imprensa mantinha-se no mundo editorial. A Direcção dos Serviços de Censura e seu Gabinete de Leitura Especializada, A Direcção-Geral de Segurança e os Tribunais Plenários, encarregavam-se da evolução na continuidade. &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/censura5.jpg"&gt;Naturalmente&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haverá hoje quem se lembre do que é não ter a liberdade de escrever nem a possibilidade de poder ler?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3043/2600184353_581949b684.jpg"&gt;Talvez&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Como se fazia a Censura aos livros? O Regime que o 25 de Abril depôs usou todos os instrumentos. Serviços públicos, polícias, auto-vigilância por parte dos livreiros, dos tipógrafos, dos escritores, dos próprios leitores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro a criação dos Serviços de Censura que com Marcelo Caetano se passou a chamar eufemísticamente de Exame Prévio. &lt;br /&gt;Depois a atribuição do julgamento dos crimes de imprensa a um tribunal especial o famigerado Tribunal Plenário, sito na Boa-Hora, onde eram julgados os crimes contra a segurança do Estado. &lt;a href="http://caminhosdamemoria.files.wordpress.com/2008/06/diascoelho_plen_fmsoares.jpg"&gt;Ilustrativo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, um sistema de auto-policiamento pelo qual as tipografias e os próprios livreiros arriscavam pesadas multas e o próprio encerramento no caso de permitirem que viessem à luz livros proibidos e inconvenientes para os padrões de moralidade oficial e para a subsistência do próprio regime político. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos livros proibidos foram vendidos «por baixo do balcão» a leitores em quem se poderia confiar? Quantas tipografias clandestinas? &lt;a href="http://www.pcp.pt/publica/militant/254/pcp2.jpg"&gt;Sabe-e lá&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1934 a Direcção Geral de Censura à Imprensa enviava uma circular aos livreiros apelando a que fossem «colaboradores preciosos» da Censura, a bem da «valorização moral da Nação».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1972 o Ministro do Interior, Gonçalves Rapazote dava instruções à Direcção-Geral de Segurança (ex-PIDE) para «organizar um plano de visitas» a tipografias que se dedicam à impressão de «livros suspeitos – pornográficos ou subversivos» e que fosse informado os Grémios das Artes Gráficas e dos Editores e Livreiros «da acção de repressão que vai ser desencadeada contra os responsáveis pela impressão, distribuição ou venda de publicações pornográficas ou subversivas». A política não mudava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, uma prática de intimidação e de provocação, junto dos escritores e dos próprios leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes se forravam os livros mais perigosos a papel pardo para não se verem as capas? Erro o medo de ler.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Sociedade Portuguesa de Escritores foi extinta em 1965 pelo Governo e assaltada e desmantelada por elementos ligados à PIDE e à Legião, depois de atribuição de um prémio ao escritor angolano Luandino Vieira. &lt;a href="http://purl.pt/12157/1/imagens/cronologia/Cartaoj-s-p-e2-006.jpg"&gt;Veja-se&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um escritor católico, conservador, Alçada Baptista, escreveu no seu livro Conversas com Marcelo Caetano, de quem era amigo, acerca do Exame Prévio: «é um poderoso elemento de redução de mim próprio (…) e que vai ao ponto de sentir inibições quanto se trataria de aplaudir os poderes nas coisas que mereceriam o meu aplauso, ou de criticar a oposição naquilo que mereceria a minha crítica»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, que estamos em democracia e na sociedade digital, a Censura acabou ou sofisticou-se?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-502210605106317468?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/502210605106317468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/502210605106317468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/09/censuravel-censura.html' title='A Censurável Censura'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2782060497300204072</id><published>2010-08-16T16:55:00.000+01:00</published><updated>2010-08-16T16:55:13.955+01:00</updated><title type='text'>A vida sobejante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela noite sente-se o seu pesado arrastar. Levam no seu bojo o resto, os sobejos e os remanescentes, o que já não se quer, o que nunca se quis. Há neles o que tantos desejariam, o que muitos nem sabem que existe. Em alguns fins de jantar é um festim de desperdícios. Muitos chegam cheirar bem. São a demonstração da generosidade involuntária, da oferta inútil. Às vezes homens e cães lutam pela posse das suas entranhas. Irmanados na necessidade, rosnam contentamento. Depois esvaziam-nos indiferentes homens nocturnos, madrugadores, profissionais da remoção. Uma vida sobejante termina na nitreira. No dia seguinte recomeça o ciclo da podridão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2782060497300204072?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2782060497300204072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2782060497300204072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/08/vida-sobejante.html' title='A vida sobejante'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-7576975689373026946</id><published>2010-08-04T17:54:00.002+01:00</published><updated>2010-08-04T17:54:36.821+01:00</updated><title type='text'>O pato coxo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi só uma pancadinha seca. No instante um tiro. O «rac-rac-rac» e o andar à pato-coxo mostrou logo o que se tinha passado. Um segundo de distracção e claro uma cacetada da jante numa esquina do passeio e lá vai pneu. Nesta matéria, como nos sapatos, nunca basta um. Pelo menos dois. «Só que eles já andam um pedaço carecas». Como eu! Quatro. «Olhe o meu filho outro dia pediu-me uns ténis a 120 euros cada um», disse-me o homem do reboque. Pois o meu SAAB deve calçar-se na NIKE e ainda mais, pela certa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-7576975689373026946?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7576975689373026946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7576975689373026946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/08/o-pato-coxo.html' title='O pato coxo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4122338910706479910</id><published>2010-08-01T21:44:00.000+01:00</published><updated>2010-08-01T21:44:56.223+01:00</updated><title type='text'>E viva El Gordo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve tempos em que uma pessoa acreditava porque estava cientificamente provado. Por exemplo que beber leite fazia bem à osteoporose. Agora decobriram que os adultos não devem beber leite e juntá-lo ao café gera enfartamento, inchaço no ventre e flatulência. Agora uma pessoa espreita as notícias e lê que «dormir mais e menos de sete horas por noite aumenta o risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte nos Estados Unidos, revela um estudo americano hoje divulgado» e logo antes que «Os suplementos de cálcio podem aumentar o risco de sofrer um ataque cardíaco (infarto do miocárdio), afirma estudo publicado nesta quinta-feira no Jornal Médico Britânico, periódico da Associação Médica Britânica».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve tempos em que a filosofia era apenas uma impressão, a ciência a razão. Hoje uma pessoa conclui que a ciência é um interesse. É que foram as vacas loucas e vieram as pandemias de sei que outras alimárias. Concluiu-se que a norte do Mediterrâneo ia tudo desertificar e agora chove que os cães a bebem de pé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois há a Rainha Vitória que bebia gin à farta e o Winston Chuchill que fumava charutos copiosos e de velhos morreram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve tempos em que uma pessoa tinha fé no saber. Hoje limita-se a ter&amp;nbsp;caridade pela&amp;nbsp;ignorância. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio disto tudo uma notícia alegra: «A praia chama-se Saúde e foi um dos locais escolhidos para a campanha da Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal (ADEXO) contra a Obesidade, uma doença que em Portugal afecta já 17 por cento da população, escreve a Lusa».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emagrecer é divertido, dizem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4122338910706479910?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4122338910706479910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4122338910706479910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/08/e-viva-el-gordo.html' title='E viva El Gordo!'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8339230504672365457</id><published>2010-07-25T21:05:00.000+01:00</published><updated>2010-07-25T21:05:25.847+01:00</updated><title type='text'>A Sinarquia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que quando em 30 de Novembro de 1807 o general francês Andoche Junot ocupou Lisboa, consumando a primeira invasão francesa e uma deputação de maçons lhe foi apresentar cumprimentos, e no ano seguinte uma delegação oficial do Grande Oriente o foi saudar, por ele ser&amp;nbsp;«irmão» também e aventalado e com pretensões ao Grão-Mestrado da que passaria a ser, extinta a Casa de Bragança, o ex-reino de Portugal, a associação da pedreiragem passou por um dos seus piores momentos em termos de respeitabilidade e de integridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não&amp;nbsp;foi menor o aperto quando em 1935 o Presidente da Assembleia Nacional, o professor de Direito José Alberto dos Reis, ele também "filho da viúva" viu o hemiciclo aprovar a lei José Cabral dita contra as «associações secretas» mas que visava reduzir à inactividade os sob os auspícios do Grande Arquitecto do Universo se reuniam em loja. Lei que o ex-maçon Presidente da República Óscar Fragoso Carmona promulgou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram estes entre outros momentos que se reviveram ontem acaloradamente em Faro até pelas uma e meia da manhã quando da apresentação do livro do Luís de Matos. Houve quem clamasse que já estava tudo nos Protocolos de Sião. A ideia do autor&amp;nbsp;é a de&amp;nbsp;uma Maçonaria Invisível que assegure o governo do Mundo. Chama-lhe Sinarquia. Não no sentido de uma cavalaria espiritual redentora. Espécie, sim, do Governo dos mais sábios. O problema é se dá em ser o governo dos mais espertos. Disso já temos. Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8339230504672365457?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8339230504672365457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8339230504672365457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/07/sinarquia.html' title='A Sinarquia'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-405744157058819394</id><published>2010-07-20T08:28:00.000+01:00</published><updated>2010-07-20T08:28:42.703+01:00</updated><title type='text'>A vergonhosa homenagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasci em Angola. Sai da terra onde nasci quando começou a guerra que levaria à independência do País. Nunca me senti "menino branco" em terra africana. Não sou negro de raça. Compreendi as razões da revolta local por ter&amp;nbsp;visto em miúdo dísticos no cinema a dizerem «probida a entrada a indígenas», quando vi os tais «indígenas» a levarem palmatoadas - como se crianças fossem em escolas de educação violenta - dadas por cipaios à porta da Administração do Concelho. Compreendi a contra violência quando me chegavam ecos de brancos serrados ao meio e com os olhos arrancados que livros como "Sangue no Capim" nos traziam como memória. Percebi tudo quando vi o poder branco a cair de podre com a chegada dos belgas, espavoridos, a Malanje, vindos em fuga em carripanas com tudo o que podiam trazer, sobretudo a própria pele. Deixei de entender quando ouvia de noite a metralhadora no quartel e me falavam entre dentes na vala comum, quando me explicavam que a PIDE e militares interrogavam negros arrancando-lhes as unhas com um alicate. Entendia ainda quando percebi que para o meu pai, aos sessenta anos,&amp;nbsp;era já Angola e não Viseu a sua terra.&amp;nbsp;Compreendi, enfim, muita coisa quando&amp;nbsp;soube, ao estudar,&amp;nbsp;que os EUA e a URSS tinham partilhado Portugal e as suas colónias e caiu como um tordo Vasco Gonçalves e os cubanos largaram Angola, a geo-estratégia imperial a ditar a sorte das Pátrias alheias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti&amp;nbsp;ao Conselho de Ministros que aprovou a independência de Angola, ouvi a seráfica explicação do general Costa Gomes, «crachat de ouro» de PIDE, agora Presidente da República da democracia, perorando, frio,&amp;nbsp;em prol do reconhecimento do governo do MPLA, e corajosa intervenção de Salgado Zenha em defesa da dignidade de Portugal, ele que estivera preso com Agostinho Neto em Caxias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Choca-me que Aníbal Cavaco Silva tenha ido a Angola prestar vassalagem. Por mais alto que falem os interesses, por mais esperanças que tenhamos que os caloteiros angolanos nos paguem, por mais País que o dinheiros dos plutocratas angolanos esteja a comprar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ofende-me que tenha ido prestar homenagem a Agostinho Neto quando o Estado&amp;nbsp;que Agostinho Neto inaugurou ainda não teve para connosco a decência do reconhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ante os escombros de uma Nação à mercê da miséria e da rapina, haja a decência de exaltar o que os portugueses fizeram por Angola. Colonizadores, colonialistas, negreiros, miscigenámo-nos, amámos aquela terra, demos-lhe o que nunca teve o que ainda não conseguiu ter. Haja vergonha, pois!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-405744157058819394?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/405744157058819394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/405744157058819394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/07/vergonhosa-homenagem.html' title='A vergonhosa homenagem'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5982666799338459869</id><published>2010-07-18T19:23:00.001+01:00</published><updated>2010-07-18T19:27:23.416+01:00</updated><title type='text'>A velha bicicleta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passeava no Jardim da Estrela. Pedalava uma velha bicicleta. Empinado na "burra", os olhos como faróis olhava um ponto situado num qualquer infinito em frente a si. Ia a escrever um ponto abstracto, mas aquele era concreto, se bem que imperscrutável. Perseguia-o zaranguitando&amp;nbsp;pelas ruelas arborizadas. Na frente do biciclo um rádio, sanfona roufenha, verbena a pilhas,&amp;nbsp;roncava umas irreconhecíveis musicatas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perseguidor do sossego, imaginei-o uma força do Destino contra a minha pessoa, os outros indiferentes, vindo das retretes da vida dejecta para a folhagem morna desta tarde modorrenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois percebi. No dorso da camisola laranja anunciava uma tasca de caracóis. Caracóis com baba, dos que sabem a urina e cheiram a desolação. Um mundo publicitário volteava em torno de mim, infernal, em soltura ofensiva, caracoleante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5982666799338459869?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5982666799338459869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5982666799338459869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/07/velha-bicicleta.html' title='A velha bicicleta'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3573135374660976485</id><published>2010-06-22T17:37:00.000+01:00</published><updated>2010-06-22T17:37:32.504+01:00</updated><title type='text'>O vagabundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tantos são eles, os sem abrigo! É uma vergonha! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na rua da livraria Pó dos Livros há outro. Exalam, ele e os papelões sujos de que faz casa, um cheiro fétido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo aquilo é miséria e álcool. A sua casa é um vão de escada de um prédio onde fica um anafado Banco. Na mesma rua a Igreja de Fátima, onde se vai pregar o Reino da Bondade e a Caridade entre os Homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia destes masturbava-se de pé virado para a rua, indiferente a tudo, que o corpo de um vagabundo tem apelos que nem a fome nem a loucura matam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior escândalo do que aquele triste sexo virado para a rua é&amp;nbsp;a miséria em que ele vive,&amp;nbsp;a miséria da nossa indiferença, masturbando-nos, quantos de nós, indiferentes passeantes, com titilantes ideais contemplativos! Nisso, eu pecador me confesso, um de tantos outros!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3573135374660976485?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3573135374660976485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3573135374660976485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/06/o-vagabundo.html' title='O vagabundo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6450849079310040880</id><published>2010-05-27T10:03:00.003+01:00</published><updated>2010-05-27T10:10:02.451+01:00</updated><title type='text'>Volta D. João VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Novembro de 1807, D. João VI transferiu-se para o Brasil, evitando ser aprisionado com toda a família real e o governo. Salvou a independência de Portugal. Lá criou o Banco do Brasil em 1808. Agora é José Sócrates que vai, de mão estendida, tentar a ajuda do capital. A História repete-se sempre duas vezes, a primeira como tragédia a segunda como comédia. Disse-o Karl Marx.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6450849079310040880?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6450849079310040880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6450849079310040880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/volta-d-joao-vi.html' title='Volta D. João VI'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8912906712348248444</id><published>2010-05-21T05:42:00.001+01:00</published><updated>2010-05-21T05:46:26.601+01:00</updated><title type='text'>A hora do não</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi preciso isto bater no fundo por razões externas e por motivos internos para, enfim, a demagogia e o irrealismo deixarem de imperar, impunes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O demagogo que nos governa susteve enfim o discurso do oásis, cantata dos inconscientes, homilia dos trapalhões. Os governados que a sua retórica engana perceberam agora que os calotes são para pagar e o crédito ao consumo não é um saco sem fundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À agiotagem nacional, que foi enforcando consumistas locais, sucede a agiotagem internacional, que sabe afundar Estados e os compra depois de os arruinar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os bancos vivem horas nocturnas pavorosas para se refinanciarem. Compra-se dinheiro a qualquer preço. O fecho das Bolsas é um estertor e uma agonia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o Governador do Banco de Portugal que ora nos mostrava luz ora escuridão, no pisca-pisca das estatísticas convenientes, parece, enfim, preocupado com tudo menos com o seu futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De Berlim chega o alarme e Berlim é a locomotiva europeia: a Europa está em perigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem aí mais uma vaga de futebol. É a última esperança do Governo. As televisões que sirvam esse anestésico embebedando o País, dia e noite. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O líder da oposição, que parecia estar no sim com o Governo, diz agora que está totalmente no não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vendedores de mentiras, os políticos começam a ter medo. Um dia destes são socados na rua, fartos todos nós de palhaçadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8912906712348248444?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8912906712348248444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8912906712348248444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/hora-do-nao.html' title='A hora do não'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-3105683056734527431</id><published>2010-05-20T17:41:00.001+01:00</published><updated>2010-05-20T18:12:49.737+01:00</updated><title type='text'>A saloia resolução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um Parlamento de provincianismos e de espírito de campanário eis o que se revela hoje no &lt;em&gt;Diário da República&lt;/em&gt;: «A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo a manutenção do Serviço de Finanças de Viseu 2 em actividade».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que se calhar o Serviço de Finanças de Viseu 2 faz muita falta, tanta quanta&amp;nbsp;a estação de Coimbra B ou o ramal do Entroncamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas um Parlamento que se imiscui nos meandros miúdos da Administração é bem a mostra de uma representação nacional que se degrada ao específico quando há tanto no geral ao abandono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imagem do deputado inerte e inútil que uma vez por ano, com&amp;nbsp;o hemiciclo&amp;nbsp;às moscas e os seus próprios colegas de bancada distraídos, perora sobre os regionalismos da região que o levou ao poiso ainda se compreendia: era a gratidão do eleito face aos eleitores. Agora com os deputados escolhidos pelas sedes partidárias, os localismos meras câmaras de ressonância de interesses políticos e outros mais do que centralizados, porque pregará pelo chafariz, pelo hospital ou pelo tribunal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo continuamos a ser isto. Um país de arrivismos. Viseu sabe que tudo se decide em Lisboa. Como não é&amp;nbsp;no Terreiro do Paço que se logra efeito, mete-se a cunha no Largo das Cortes. Viseu 2 e as suas finanças terão de continuar. Já agora, porquê, já que isso não no-lo explica a saloia resolução?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS. Estudei em Viseu, sou filho e neto de provincianos. Cheguei à capital do Império com dezassete anos. Nasci na remota Angola. Sei, porém, o que é ser-se pacóvio. É isto mesmo: o Parlamento, a mais alta representação da democracia sufragada, depois da chefia do Estado,&amp;nbsp;pensar a este nível. Quando o País se afunda financeiramente resolve-se ali sobre as Finanças de Viseu 2.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-3105683056734527431?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3105683056734527431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/3105683056734527431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/saloia-resolucao.html' title='A saloia resolução'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-7032375882960102315</id><published>2010-05-18T08:10:00.001+01:00</published><updated>2010-05-18T08:19:20.366+01:00</updated><title type='text'>O triolismo político</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente da República tentou a&amp;nbsp;lógica: para os homosexuais legalizarem as suas uniões não é preciso chamar-se a tal «casamento». Se as palavras ainda tiverem uma semântica neste mundo de verbosidade oca, seja. Com a mesma lógica então o partido que se diz chamar socialista tem de mudar urgentemente o nome que usurpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente da República tentou a pedagogia: os partidos na Assembleia da República bem poderiam ter tentado encontrar um consenso nesta matéria. Pois poderiam, se não fossem partidos e o tema não fosse dos que parte e que Belém não se iluda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente da Republica tentou a dignidade: em nome da grave crise financeira que é o que ela é,&amp;nbsp;promulgou a lei para unir os portugueses. De união se trata, de facto, sexual e pessoal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora valha-me Deus. Para encontrar&amp;nbsp;argumento Cavaco Silva escusava de se encostar&amp;nbsp;à crise. Bastava dizer que se rendeu às conveniências, todos percebíamos e já ninguém se importava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ante a possibilidade enfim do casamento gay José Sócrates está feliz: a sua união nacional com o PSD é agora um jogo a três com Belém na mesma cama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-7032375882960102315?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7032375882960102315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7032375882960102315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/o-triolismo-politico.html' title='O triolismo político'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-142446200131083804</id><published>2010-05-18T07:55:00.001+01:00</published><updated>2010-05-18T07:57:49.637+01:00</updated><title type='text'>O pequeno portunhês</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente o sol, o calor, a esperança de primavera! No íntimo a incerteza porque amanhã pode de repente chover, um sismo pode mandar Lisboa ao chão, as praças financeiras podem atirar Portugal para o lixo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Optimista mesmo quando patético, casquinando subserviente um castelhano de rir só o primeiro-ministro. Ele é o sempre em pé!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se percebeu que o centro da soberania se joga em Bruxelas, o centro dos interesses em Madrid, o futuro disto tudo em Berlim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Sócrates escolheu uma vez mais o palco ibérico para o seu número de confiança. Atrapalhados também financeiramente, os espanhóis têm sobre nós esta particular vantagem: a arrogância de nos tratarem como província. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Sócrates na capital da Ibéria alinha em conformidade: comporta-se como um provinciano, tentando ter graça, uma graça servil, com o seu portunhol. Ora coño!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-142446200131083804?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/142446200131083804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/142446200131083804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/o-pequeno-portunhes.html' title='O pequeno portunhês'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4017174675267200234</id><published>2010-05-13T10:01:00.000+01:00</published><updated>2010-05-13T10:01:45.794+01:00</updated><title type='text'>A côngrua forçada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava na tropa em Mafra. Enfiaram-nos nuns helicópetros para voos pelas imediações. Ambiente de euforia. Quando se aterrou, a malta ainda exaltada de entusiasmo, leram as especialidades. Muitas significavam embarque para a frente de combate. Calhou-me armas pesadas de infantaria. Com o país em ambiente de Papa o Governo anunciou o pacote para a crise. Armas pesadas de infantaria também. Vem aí Nambuangongo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo é uma espécie de côngrua eclesiástica forçada. Já o cânone 1260 do Código de Direito Canónico reza: «a Igreja tem o direito originário de exigir dos fiéis o que é necessário para os seus fins próprios». Leu bem? Exigir! No Estado é parecido, com a diferença: mesmo os não devotos pagam!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4017174675267200234?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4017174675267200234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4017174675267200234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/congrua-forcada.html' title='A côngrua forçada'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5717366542427778893</id><published>2010-05-10T14:17:00.001+01:00</published><updated>2010-05-10T14:21:12.079+01:00</updated><title type='text'>Caçada real, caçada legal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para um reforma se vender é preciso haver algo que os jornais comprem. Normalmente um nome e uma frase citável. Para isso o Governo tem hoje as suas agências de comunicação, que o vendem como notícia nos media.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Governo quer simplificar o processo legislativo. E para isso inventou-se um nome: Simplegis. E para tal inventou-se uma frase: «Governo quer acabar, por ano, com 300 leis».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia do nome percebe-se:&amp;nbsp;é uma variante do Simplex, nome que já terá entrado no ouvido e nada como uma marca conhecida para dar credibilidade ao produto. A ideia das 300 leis entende-se: é que nada como um número para dar a imagem de que a coisa é séria e até já há contas para o demonstrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ler isto lembrei-me quando estive no grupo de ligação luso-chinês. Como com a Declaração Conjunta sobre a questão de Macau a parte chinesa tinha garantido à parte portuguesa que seriam respeitados durante cinquenta anos os usos e costumes do território, quer dizer as leis que os portugueses tinham aprovado para Macau, a delegação chinesa, com cínica candura, pedia aos diplomatas portugueses que lhe entregassem a lista das leis em vigor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«A lista?». Claro que não há uma lista das leis em vigor, porque no Ocidente com as revogações implícitas e as derrogações nunca se sabe bem o que vigora nem quando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Não têm uma lista», perguntavam os cínicos sínicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Quer-se dizer...», balbuciavam os tugas, embaraçados...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem agora o Simplegis. À razão de 300 por ano, dentro de um século tá tudo revogado. A Nação poderá repousar, pois viu-se livre do Estado. Talvez então a Pátria se salve. Sem lei nem rei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5717366542427778893?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5717366542427778893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5717366542427778893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/cacada-real-cacada-legal.html' title='Caçada real, caçada legal'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-7860802038588476794</id><published>2010-05-01T14:03:00.000+01:00</published><updated>2010-05-01T14:03:26.358+01:00</updated><title type='text'>Uma economia humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma economia que cresce gerando lucros sem pleno emprego não pode ser legítima, em função de nenhum critério de humanidade. Seja este o patamar comum de revolta para um dia 1º de Maio, que una mesmo os que, não provindo do marxismo, se revêm numa qualquer concepção que tome o homem como a medida e o fim de todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-7860802038588476794?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7860802038588476794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/7860802038588476794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/05/uma-economia-humana.html' title='Uma economia humana'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4880469569838458981</id><published>2010-04-28T15:42:00.002+01:00</published><updated>2010-04-28T15:42:30.168+01:00</updated><title type='text'>E que tal mudarem de nome?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Juros da dívida portuguesa já superam os dos gregos quando pediram ajuda», reza o Público, em título. Com o novo líder do PSD a seu lado o primeiro-ministro «antecipa 'cortes' nas prestações sociais» esclarece o DN. Eis o bloco central a resolver a crise dos ricos com o ataque aos pobres. Chama-se a isto um governo socialista apoiado por uma oposição social-democrata. Como se nota, claro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4880469569838458981?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4880469569838458981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4880469569838458981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/e-que-tal-mudarem-de-nome.html' title='E que tal mudarem de nome?'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-697773337169344512</id><published>2010-04-27T23:33:00.001+01:00</published><updated>2010-04-27T23:42:53.556+01:00</updated><title type='text'>Esta noite o País está só</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O País levou esta tarde um abanão financeiro tão forte quanto um sismo. A cotação do Estado português foi degradada para níveis próximos do alerta total. A cotação de cinco maiores bancos degradada foi em consequência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discutível que seja, a verdade é que os responsáveis internacionais convergem na ideia de que Portugal se aproxima da banca rota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O triunfo das finanças sobre a economia, a geração de riqueza virtual e como tal especulativa, o ilimitado crédito, a demagogia governamental, a generalização do materialismo consumista, eis a receita explosiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta noite o primeiro-ministro, se tivesse o sentido da responsabilidade tinha aparecido na TV a dar a cara. Não esteve.&amp;nbsp;Ele sabe que já&amp;nbsp;não incute qualquer confiança. O demagógico e irresponsável discurso do optimismo balofo deu isto. Ele sabe que a aparecer seria motivo de desconfiança. Por isso esconde-se. O Presidente da República calado está. O País esta noite está sozinho a assistir à chegada do desastre. Portugal está à deriva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-697773337169344512?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/697773337169344512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/697773337169344512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/esta-noite-o-pais-esta-so.html' title='Esta noite o País está só'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4130625711263629191</id><published>2010-04-26T07:47:00.002+01:00</published><updated>2010-04-26T07:47:53.679+01:00</updated><title type='text'>Mente-se por medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos círculos do poder murmura-se que o País atravessa uma situação altamente perigosa. O Presidente da República fala em «dúvidas quanto ao futuro do País». A possibilidade de Portugal abrir falência é afirmada já na praça pública internacional, na boca de responsáveis ligados à finança internacional. De há muito que se sabia. Medina Carreira tem-se farto de o dizer. Acusam-no de pessimista. É mais fácil fingir que se está bem ante a vergonha de se estar péssimo. Os Estados como as pessoas. Mentem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4130625711263629191?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4130625711263629191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4130625711263629191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/mente-se-por-medo.html' title='Mente-se por medo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4724339215078209908</id><published>2010-04-24T20:41:00.004+01:00</published><updated>2010-04-25T11:37:27.881+01:00</updated><title type='text'>Amanhã é o dia 25 de Abril</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comemora-se amanhã mais um 25 de Abril. Cada um comemora o seu. Muitos dos que estavam pesarosos e apreensivos nesse dia em 1974 comemorarão agora&amp;nbsp;os seus actuais dias de&amp;nbsp;contentamento e bem-estar&amp;nbsp;porque, vistas as coisas, nada lhes aconteceu durante ou tudo se recuperou depois. Estão bem na vida ao lado dos novos ricos que a Revolução fabricou e que o sector público sustenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao&amp;nbsp;Alentejo dos latifundiários sucede o Alentejo dos mesmos latifundiários, mais os montes e suas piscinas dos citadinos burguesas exibicionistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão são os que se alegraram naquela pálida madrugada, os que &lt;em&gt;acreditaram&lt;/em&gt; e afinal se iludiram. Os que foram enganados. Os que erraram no caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morre-se hoje de tristeza em Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tristeza pela paródia em que a democracia se tornou, prisioneira dos partidos que se entrincheiraram no Governo, estes ao seviço de&amp;nbsp;interesses questionáveis. Tristeza pela bancarrota que se aproxima. Tristeza pelo baixo nível da classe dirigente. Tristeza pelo banditismo, pela insegurança, pela rapina. Tristeza porque o Estado está à mercê de negociatas. Tristeza porque estão no poder pessoas a quem nenhuma empresa inteligente daria emprego. Tristeza pelo aviltamento da autoridade nas ruas, nas famílias, nas escolas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tristeza porque nunca o povo&amp;nbsp;consumiu tanta alarvice&amp;nbsp;nunca a cultura tão sustentada. Tristeza quando se liga a televisão, tristeza quando se ouvem conversas de rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tristeza porque já ninguém quer saber de coisa alguma, todos acham que todos aldrabam, todos querem o quinhão que conseguem os aldrabões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tristeza pelas fábricas falidas, pelo comércio arruinado, pelas famílias endividadas até às orelhas, a viverem do crédito e do calote.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comemora-se amanhã o dia 25 de Abril. Cada um comemora o seu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das catacumbas da portugalidade haverá seguramente os que pensam na&amp;nbsp;agonia que&amp;nbsp;tudo isto&amp;nbsp;lhes causa e se perguntam como se fabricam bombas. Ante a miséria da Pátria o País tem direito à revolta, à Nação exige-se-lhe a Revolução. Está em causa a sobrevivência de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos o mais velho país da Europa povoado por gente que perdeu o respeito ao que isso significa, liderado&amp;nbsp;por gente que nem sabe quanto isso vale.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amanhã, dia 25 de Abril,&amp;nbsp;quantos&amp;nbsp;já não&amp;nbsp;comemoram publicamente o que foi,&amp;nbsp;prepararam clandestinamente o que há que ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4724339215078209908?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4724339215078209908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4724339215078209908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/amanha-e-o-dia-25-de-abril.html' title='Amanhã é o dia 25 de Abril'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5677777831241990633</id><published>2010-04-22T19:02:00.000+01:00</published><updated>2010-04-22T19:02:42.335+01:00</updated><title type='text'>Comissões para lamentar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando os deputados que integram uma comissão parlamentar de inquérito se permitem expressar publicamente o seu pensamento sobre o que há para decidir antes de a comissão iniciar funções e mal a mesma deu os primeiros passos, quando citam para justificar as posições que tomam o pensamento da bancada parlamentar de onde são oriundos, sem distância nem resguardo, quando fazem apartes e se permitem piadas de mau tom e pior timbre, pergunto: acham que é assim que se honra a norma segundo a qual «as comissões parlamentares de inquérito gozam dos poderes de investigação das autoridades judiciais que a estas não estejam constitucionalmente reservados»?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine-se um cidadão ante uma autoridade judicial que se permitisse tais liberdades! Tais anúncios prévios do que pensa quem o insta e decidirá, tal manifestações de quanto o inquiridor e decisor é porta-voz de pensamento alheio! Tais graçolas entre eles e com todos os demais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentando ter dos tribunais os tiques, as comissões parlamentares de inquérito permitem-se intimar magistrados para serem ouvidos, requisitam cópias de processos criminais num tu-cá-tu-lá com o poder judiciário legítimo, invocando a lei. Terão para isso a autoridade formal e mais alguma. Falta-lhe a legitimação substancial, a da isenção e da independência, até a&amp;nbsp;das boas maneiras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis o que penso como cidadão e como jurista. Razão de ciência: o que tenho visto em directo e ao vivo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sejamos claros: é o mundo da verdade conveniente, um meio que permite desacreditar os tribunais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5677777831241990633?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5677777831241990633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5677777831241990633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/comissoes-para-lamentar.html' title='Comissões para lamentar'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-208215333290890412</id><published>2010-04-11T12:55:00.000+01:00</published><updated>2010-04-11T12:55:40.153+01:00</updated><title type='text'>Ânsia de martírio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No apontamento que publicou no número da Nova Águia dedicado a Teixeira de Pascoaes, um advogado que procurou asilo na escrita, Jesué Pinharanda Gomes diz, a propósito da Ordem dos Frades Menores, vulgo Franciscanos: que depois de se terem instalado em Portugal em 1217, em Alenquer e Guimarães e dois anos depois em Lisboa e Coimbra, «os frades apostados na missionação em Marrocos, onde foram martirizados (1220) este martírio prestigiando a Ordem».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou-me esta expressão «este martírio prestigiando a Ordem».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se atentarmos bens, quer nas pessoas colectivas, quer nas individuais, a ânsia de martírio é amiúde uma forma mascarada do desejo de apreço, uma forma de realização da honra. Assim como há quem não suporte ser amado há quem não conviva consigo sem sentir-se detestado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasce daí aquela forma inamistosa de ser, em solilóquio de catacumba ou em vociferante&amp;nbsp;guerrear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia da imolação é o dia da exaltação!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-208215333290890412?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/208215333290890412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/208215333290890412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/ansia-de-martirio.html' title='Ânsia de martírio'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4705256919817463951</id><published>2010-04-10T23:37:00.001+01:00</published><updated>2010-04-10T23:42:42.001+01:00</updated><title type='text'>A doçura do dever</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Há homens que parecem sempre prontos a comandar uma frota e a cortar uma perna; há outros que só fazem quando a obrigação das situações se converte num prazer». A frase é de Agustina Bessa-Luís. Resume a doçura agónica dos deveres. O herói é quantas as vezes um autómato a inexorabilidade a sua única fonte de contentamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4705256919817463951?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4705256919817463951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4705256919817463951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/docura-do-dever.html' title='A doçura do dever'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5346605571716463490</id><published>2010-04-06T15:38:00.001+01:00</published><updated>2010-04-06T15:41:47.303+01:00</updated><title type='text'>A lei corrupta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho sempre medo de comentar notícias de jonais. É que temos muita imprensa do «diz-se». E depois fica a responsabiliadde do comentário e a irresponsabilidade do que se comentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ser verdade o que &lt;em&gt;diz-se&lt;/em&gt; por aí o&amp;nbsp;PS quer&amp;nbsp;obrigar os juízes e procuradores a declararem rendimentos antes e depois do início de funções. Alega que isso é para combater a corrupção. Ora é patente que uma tal medida não visa combater corrupção alguma, sim rebaixar os que combatem a corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma medida de vingança política não de legitimidade jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que os juízes em democracia estejam acima de suspeita.Ninguém está.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão é outra. É que se for assim vamos a isto. Que todos declarem: políticos e não políticos, tudo quanto mexe em dinheiro ou em poder, na vida pública ou privada, militares, empresários, padres e infiéis, meninas da vida para o caso de traficarem influência no segredo das alcovas, garotos de programa para o caso de amaciarem os canais do poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sejamos claros: a razão que levou o Estado a legislar no sentido de obrigar os políticos a entregarem declarações de riqueza foi a evidência que se tornava grave&amp;nbsp;suspeita a de haver uns cidadãos que chegavam à vida pública com uma mão atrás e outra à frente e em breve trecho estavam milionários.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma lei para afastar uma suspeita que estava criada, uma lei defensiva que os políticos aprovaram para si próprios para que pelo cruzamento de dois papéis se lhes passasse carta de seriedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora que suspeitas há quanto a juízes que justifiquem esta lei? Digam-me quantos foram condenados, quantos acusados, quantos investigados? Nenhumas que eu saiba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vergonha pois e falta de pudor. A lei contra a corrupção dos&amp;nbsp;magistrados&amp;nbsp;é a lei de uma democracia corrupta. Nada como os viciosos para não acreditarem na virtude.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5346605571716463490?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5346605571716463490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5346605571716463490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/lei-corrupta.html' title='A lei corrupta'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8062081247074568344</id><published>2010-04-06T13:46:00.001+01:00</published><updated>2010-04-06T13:50:18.063+01:00</updated><title type='text'>Uma notícia de...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve tempos em que era luxo. Davam champanhe. Brindes. Saquinhos e maletas&amp;nbsp;com etiquetas da companhias. Uma pessoa que viajava de avião sentia-se importante. Mesmo na turística. As hospedeiras eram lindas, os comandantes aprumados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora uma pessoa é descalçada antes de entrar, a comida é uma lata, os joelhos encostados à boca, um halo a gado, lúgubre, a desregulação aérea a meter medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A notícia entretanto chegou: «A Ryanair está a trabalhar com a Boeing, para equipar a sua frota de aviões 737-800 com casas de banho activadas com uma moeda de €1 / £1». &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que tudo na vida tem uma razão:&amp;nbsp;«Daniel Carvalho, director de comunicação da Ryanair, refere ao LowCostPortugal que a medida visa desencorajar o uso de casa de banho de forma a adicionar uma a duas filas, cerca de seis a 12 lugares. Para tal, tem de se passar a utilizar menos o WC».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A regra é esta: fezes por passageiros. Um admirável mundo novo vem aí. Que ... de mundo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8062081247074568344?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8062081247074568344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8062081247074568344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/uma-noticia-de.html' title='Uma notícia de...'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-2967847966960538291</id><published>2010-04-06T13:05:00.001+01:00</published><updated>2010-04-06T13:11:18.382+01:00</updated><title type='text'>O País e a Nação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal é um País que sai caro à Nação. A frase, genial, é do Ruben A. no seu magnífico romance Kaos. O escritor morreu entristecido com muita coisa. Perseguido pelo regime anterior não se conseguiu identificar com o que saíu&amp;nbsp;do 25 de Abril. Teve de se vexar a pedir e humilhar-se ao ver negar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sua escrita é magnífica de riso e extraordinária de dor. Fizeram-no efémero Director-Geral por equívoco, ele fundou o jornal «Expresso» por brincadeira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A diferença entre País e Nação há muitos à esquerda que não a conhecem, julgando que só há classes sociais. Mas também há disso à direita, julgando os místicos da ordem que há uma Pátria acima da Nação e convindo aos pragmáticos dos negócios que&amp;nbsp;venham quaisquer&amp;nbsp;apátridas trabalhar para&amp;nbsp;o País, seja qual for a sua Nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois há os patriotas quando joga a selecção nacional de futebol e os nacionalistas quando o Santander compra o Totta. Ah! E o Zé-Macho, personagem crucial do romance que se pergunta ante a ideia da luta de classes se vão à luta a terceira e a quarta classes da primária. Coisas que já não há, claro. Tudo cai, a Pátria, a Nação, o País, por esta ordem. Um dia estamos todos na Eurolândia, excepto os que fugiram para a mata porque a luta continua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-2967847966960538291?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2967847966960538291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/2967847966960538291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/o-pais-e-nacao.html' title='O País e a Nação'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-4124390433085257180</id><published>2010-04-03T12:24:00.001+01:00</published><updated>2010-04-03T12:28:04.996+01:00</updated><title type='text'>Os dias miseráveis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ligue-se a televisão e veja-se a carga feroz de violência que é despejada no écran. Saia-se à rua e sinta-se o descontrolo nervoso que anda por aí à solta em cada incidente de trânsito. Leiam-se jornais e veja-se como são cometidos hoje os crimes, a reiteração, a brutalidade. Seja-se professor e sinta-se o medo de dar aulas, receio de sair da escola sozinho. Tenha-se idade avançada ou menor idade e viva-se a dúvida sobre se será seguro fazer-se à rua, sentar-se num jardim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo é o mesmo. Miúdos matam virtualmente em jogos em que o assassino é herói, impune, imortal. Um dia pega-se numa&amp;nbsp;faca,&amp;nbsp;e a morte deixou de custar. É só um frio na espinha num primeiro instante, depois a alegria infinita de ter acertado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos a ser uma sociedade de bandidos. Os que o permitem julgam-se decentes na sua cobardia. Depois somos impiedosos intervaladamente. A tolerância&amp;nbsp;para com tudo traduz-se na&amp;nbsp; impiedade para com alguns.&amp;nbsp;É esse o desespero dos que ainda restam. A sua decência é uma dor de alma e um espectáculo triste. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crucificação é uma forma de gozar a longa agonia, prolongando a dor e a volúpia de quem a causa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-4124390433085257180?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4124390433085257180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/4124390433085257180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/os-dias-miseraveis.html' title='Os dias miseráveis'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1290552679782476948</id><published>2010-04-02T19:11:00.001+01:00</published><updated>2010-04-02T19:19:08.441+01:00</updated><title type='text'>A misericórdia e a esperança</title><content type='html'>Censora, acusadora, justiceira, guardiã da inocência, a Igreja que&amp;nbsp;queimou vivos quantos prevaricaram, que excomungou os que divorciaran e anatemizou os que ousaram duvidar, a mesma Igreja cai hoje de joelhos aos pés da cruz.&lt;br /&gt;Pede perdão mais do que a Deus, pede misericórdia à memória dos que condenou. A pompa abate-se, inútil, o báculo abate-se, bengala de trôpego banido.&lt;br /&gt;Eu leio: «Por isso os apóstolos trancaram as portas com medo. Nada estava concluído apesar de Jesus dizer que “tudo está consumado”. Apenas estranhos como o Centurião e Nicode-mos trabalhavam na sombra a convicção de que ali não estava o fim. Um dos ladrões também, mas tinha partido. Um silêncio descrente se apoderou de todos, inclusive dos que desconfiavam dos guardas do túmulo que poderiam deixar escapar, por roubo, o corpo desse Nazareno que veio roubar a tranquilidade à cidade ocupada onde pouco acontecia. Outra vez fora adiada a vinda do Messias». É o editorial do Padre António Rego, da &lt;a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=78613"&gt;Agência Ecclesia&lt;/a&gt;, a fonte de notícias da Igreja Católica em Portugal.&lt;br /&gt;Infinita seja a misericórdia e a esperança. Se não houver Deus, é o reino de Satanás em plena glória e esplendor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1290552679782476948?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1290552679782476948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1290552679782476948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/04/misericordia-e-esperanca.html' title='A misericórdia e a esperança'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-8486055907577896579</id><published>2010-03-27T22:15:00.000Z</published><updated>2010-03-27T22:15:09.167Z</updated><title type='text'>A funesta ilusão</title><content type='html'>Indecisos ante o presente, receosos face ao futuro, incertos quanto ao próprio passado, eis os portugueses. Há homens&amp;nbsp;que em novos julgaram defender a Pátria em África e com orgulho, e&amp;nbsp;acreditam hoje, a ficarem velhos, que afinal perpetuavam apenas o colonialismo e&amp;nbsp;têm disso vergonha; há&amp;nbsp;pais que não sabem como irão subsistir os seus filhos com tantos cursos e tanto desemprego, há tantos&amp;nbsp;que se perguntam para que vale a pena qualquer sacrifício&amp;nbsp;num mundo em que se dá crédito bancário à inconsciência e em que se elegem inconscientes cobradores&amp;nbsp;de ilusões.&lt;br /&gt;Descrentes nos dirigentes, desconfiados uns dos outros, os portugueses não acreditam nos seus cidadãos, defendem-se já do género humano. Ninguém é totalmente bom, poucos inocentes, nenhum ingénuo, todos estão manchados pela desonra, nem que seja a da inércia e da indiferença.&lt;br /&gt;Chegou agora, porém, o último anel desses círculos de sombras, labiríntico; o medo dos elementos, da Natureza, da coexistência do nosso pequeno Universo, a chegada&amp;nbsp;do Caos.&lt;br /&gt;Esta tarde a terra tremeu no Alentejo. Nada de especial, afinal. Outro dia tremeu&amp;nbsp;no Algarve. Também nada de especial também. Há mais de duzentos anos que a falha sísmica em cima da qual somos País não nos arrasa. Nada especial, enfim. &lt;br /&gt;Um dia destes, talvez de noite, um tossicar alérgico das entranhas da Terra e&amp;nbsp;serão uns milhares de mortos, um bocejo na estatística da existência. Os que sobrevirerem continuarão,a na madrugada dos escombros,&amp;nbsp;com a mesma indiferença e a mesma mesquinhez, o desabamento e a depredação notícias e entretenimento de todos os outros. &lt;br /&gt;A esperança de que não surja a morte que renova a vida é uma das funestas ilusões dos medíocres. Neles a máxima grandeza é sobreviverem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-8486055907577896579?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8486055907577896579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/8486055907577896579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/03/funesta-ilusao.html' title='A funesta ilusão'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-530247781955947424</id><published>2010-03-24T20:59:00.001Z</published><updated>2010-03-24T21:00:48.512Z</updated><title type='text'>O esgar afivelado</title><content type='html'>O País está parado. Tirando o que vai suceder na comissão parlamentar de inquérito e algum sobressalto de mais uma nota baixa das agências de &lt;em&gt;rating&lt;/em&gt;, nada é notícia que valha a pena saber. O Governo perdeu a iniciativa política, o primeiro-ministro está sitiado. Como um autómato que tenha sobejado num centro comercial cujo tecto abateu, José Sócrates repete o discurso da confiança até à exaustão. Já ninguém o ouve e já nem ele espera ser ouvido. O poder tem a sua mecânica, o ritual do &lt;em&gt;facies&lt;/em&gt;, da pose, da oportunidade. Quando falha o fundo fica a forma. Sócrates é um corredor de forma, perseguindo uma meta inatingível. Antes dele, Pedro Santana Lopes corria para salvar a vida, sabendo o cadafalso que o esperava. Para o actual habitante da Rua da Imprensa à Estrela é a longa agonia do corredor da morte. Nem comutação nem execução. Apenas uma dolorosa espera, o esgar afivelado de um optimismo feito subsistência. Faz dó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-530247781955947424?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/530247781955947424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/530247781955947424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/03/o-pais-esta-parado.html' title='O esgar afivelado'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-6575125295840636185</id><published>2010-03-23T09:57:00.000Z</published><updated>2010-03-23T09:57:15.347Z</updated><title type='text'>A moral utilitária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevi aqui um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; sobre um fulano que, sendo hoje um áspero e impiedoso crítico da moralidade de todos nós, tem um rabo de palha no seu início de carreira por causa do qual devia ter a língua menos afiada e sobretudo mais vergonha na cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quisesse tinha posto o nome, atirando a pessoa em causa para o pelourinho da infâmia. Só que não está em causa aquela pessoa mas sim aquele tipo de pessoas. Por isso ficamos assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentavelmente há muitos a quem o modelo se aplica pelo que corro o risco da chamada generalização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O curioso da história não é esse, o de me invectivaram a revelar de quem se trata. Curioso foi perguntar-me um amigo meu se não era um tal fulano e, tendo eu dito que não era, se ter logo desinteressado da questão e da conversa. É que fosse aquele em quem ele pensava dava muito jeito, pois «ele tem andado a dizer por aí umas coisas e já agora...».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem dos chineses que têm uma moral utilitária: o bem e o mal dependem de quem é aquele de quem estamos falando. Aqui é o caso: ainda se fosse este...agora assim que se lixem os que ainda se preocupam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-6575125295840636185?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6575125295840636185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/6575125295840636185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/03/moral-utilitaria.html' title='A moral utilitária'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-5559806979737287079</id><published>2010-03-20T17:52:00.003Z</published><updated>2010-03-20T18:12:10.481Z</updated><title type='text'>O quisto repelente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente tem coluna cativa num jornal. de quando em vez aparece na TV. Sempre como Catão, lutador pela moralidade, perseguidor da incoerência, polícia dos bons costumes em matéria política. Vocifera, enxovalha, ridiculariza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouquíssimos sabem que purga um quisto repelente, uma sífilis de juventude, purulenta,&amp;nbsp;pestífera.&amp;nbsp;Queria então ser assistente universitário. A vigilante PIDE não deixou. O rapaz não se conformou. Era uma carreira que lhe vedavam. Meteu requerimento.&amp;nbsp;Na António Maria Cardoso, onde foi pelo seu pé, ajoelhou, servil. Jurou fidelidade à Constituição de 1933, abjurou, justificou com inconsciências o que eram ousadias radicais. Denunciou colegas. A polícia tinha organizado uns autos que, para macaquearem os dos tribunais, ostentavam na capa o título «autos de revisão». O jovem candidato indicou testemunhas. Só uma se dignou, respondendo por escrito, por ser juiz conselheiro. Fez um cínico&amp;nbsp;depoimento de ouvir dizer: que lhe diziam que o rapaz hoje era outro, que só queria livros e boas maneiras, conformismo, obediência. O outro, director dos serviços de Censura à imprensa, nem lá pôs os pés. No final os «pides»&amp;nbsp;opinaram que sim, que o colaborador rapaz já oferecia garantias de cooperar «na realização dos fins superiores do Estado». &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguiu-se uma biografia. Uma típica biografia. Hoje tem o fígado carcomido, no que a maldade ajuda. É desta massa que eles se fazem. Produto da polícia é ele próprio um «chui».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se adivinharem quem é não tem importância. Ele há tantos....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-5559806979737287079?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5559806979737287079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/5559806979737287079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/03/o-quisto-repelente.html' title='O quisto repelente'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16844645.post-1047254664820831715</id><published>2010-03-20T09:42:00.001Z</published><updated>2010-03-20T09:45:42.984Z</updated><title type='text'>Vingança pluvial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pessoa abre a janela e pergunta-se o que é que ainda haverá mais para chover. Parece que a Natureza quer que finalmente se abata, desmoronando-se, toda a velharia imobiliária degradada e perigosa, fruto de rendas imorais pagas por gente que nem toda pode tão pouco, mostrar que criminoso foi, pela ganância dos construtores, edificar-se em cima das linhas de água, vidas e haveres em risco de serem levados pela torrente. Carros de bombeiros num vai-vém, o sistema de saneamento por vezes colapsa, devolvendo o fétido a quem ele pertence. Faz-se justiça ao menos, excrementária. Pena é que seja sobre os danados da terra, as vítimas do costume.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16844645-1047254664820831715?l=revoltadaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1047254664820831715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16844645/posts/default/1047254664820831715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revoltadaspalavras.blogspot.com/2010/03/vinganca-pluvial.html' title='Vingança pluvial'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry></feed>
